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Rio, 11/7/2015
 

Benedito de Núrsia e John Wesley

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Quando li pela primeira vez o livro “Uma História Ilustrada do Cristianismo (A Era dos Gigantes)”, do historiador metodista Justos L. Gonzáles, fiquei maravilhado com a vida e testemunho dos gigantes da fé, os Pais da Igreja: Agostinho de Hipona, Jerônimo, Crisóstomo, etc. Fiquei muito admirado, em especial, pela vida de Benedito de Núrsia (480-547). 

Benedito (São Bento no Brasil) ficou conhecido como o fundador da Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo. 

Foi o criador da Regra Monástica (Regra de São Bento), um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Era irmão gêmeo de Escolástica e foi o fundador da famosa Abadia do Monte Cassino, na Itália.

É comemorado no calendário católico a 11 de julho, data em que suas relíquias foram trasladadas para a Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire.

São os Diálogos de Gregório Magno, redigidos por volta de 593, que se baseou em fatos narrados por monges que conheceram pessoalmente Benedito.

Segundo Gregório, Benedito foi filho de um nobre romano, tendo realizado os primeiros estudos na região de Núrsia (próximo à cidade italiana de Espoleto). Mais tarde, foi enviado à Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandonou logo a capital e se retirou para Enfide (atual Affile), no ano 500. 

Ajudado por um eremita cristão chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram a fama de santidade. A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam conselhos e direção espiritual.

Assim foi eleito abade de um mosteiro em Vicovaro, no norte da Itália. Por causa do regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas, no momento em que dava a bênção sobre o alimento, o cálice se fez em pedaços. Com isso, Benedito resolveu deixar a comunidade e retornar à vida solitária. 

Em 503 recebeu grande quantidade de discípulos e fundou doze pequenos mosteiros. 

Em 529, por causa da inveja do sacerdote Florêncio, teve de se mudar para Monte Cassino, onde fundou o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. 

É nesse episódio que o sacerdote Florêncio lhe envia de presente um pão envenenado, mas Benedito dá o pão a um corvo que todos os dias vinha comer de suas mãos e ordena à ave que o leve para longe, onde não pudesse ser encontrado. 

Durante a saída de Benedito para Monte Cassino, Florêncio, sentindo-se vitorioso, saiu ao terraço de sua casa para ver a partida do monge. Entretanto, o terraço ruiu e Florêncio morreu. Um dos discípulos de Benedito, Mauro, foi pedir ao mestre que retornasse, pois o inimigo havia morrido, mas Benedito chorou pela morte de seu inimigo e também pela alegria de seu discípulo, a quem impôs uma punição por regozijar-se pela morte do sacerdote.

Em 534 começa a escrever a Regula Monasteriorum (Regra dos Mosteiros). Morre em 21 de março de 547, tendo antes anunciado a alguns monges que iria morrer e seis dias antes mandado abrir sua sepultura. Sua irmã gêmea Escolástica havia falecido em 10 de fevereiro do mesmo ano.

Mas o que esta história tem a ver com os metodistas? 

John Wesley tinha grande admiração pelos Pais da Igreja. Ele orienta a leitura de seus escritos e o exame de suas vidas. Em uma carta escrita “Ao Dr. Conyers Middleton", Wesley diz: “Contudo reverencio excessivamente tanto a eles como aos seus escritos e os avalio altamente em amor. Reverencio-os porque eram cristãos, cristãos tais como foi acima descrito. Reverencio os seus escritos porque descrevem um Cristianismo verdadeiro e genuíno e nos guiam à evidência mais forte da doutrina cristã. Reverencio muito estes antigos cristãos com todas as suas falhas porque vejo tão poucos cristãos atualmente; porque leio tão pouco nos escritos dos últimos tempos e ouço tão pouco de cristianismo genuíno...”.

Bibliografia: 

• Coletânea de Teologia de João Wesley, Burtner e Chiles. 

• Magno, Gregório. São Bento: vida e milagres: segundo livro dos Diálogos. 2 ed. Juiz de Fora: Subiaco, 2009.

• Site: http://www.cruzterrasanta.com.br/historia/sao-bento.

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