IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 15/8/2015
 

Kyrie Eleison

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Pela graça de Deus, realizamos no último final de semana, dias 07 e 08 de agosto, na Casa de Retiro Padre Anchieta, em São Conrado – Rio de Janeiro – RJ, o VII Retiro de Espiritualidade e Contemplação. 

O Tema do retiro foi sobre a misericórdia divina. (Kyrie Eleison - A Espiritualidade da Confiança na Misericórdia Divina).

Kyrie Eleison é uma frase em grego que significa “Senhor, tende Misericórdia”.

Através das orações do Livro de Oração Comum, Cânticos de Taizé, Leituras Bíblicas, reflexões de textos sobre a misericórdia Divina (John Wesley, Thomas Merton, Henry Nouwen e Anselm Grum), leitura em grupo, Exercícios Espirituais e silêncio, crescemos na graça e no conhecimento da misericórdia divina.

Estiveram presentes 20 pessoas (06 homens e 14 mulheres). A graça de Deus foi abundante e aprendemos os dois movimentos da Misericórdia Divina: fazer-nos gratos pelo reconhecimento da misericórdia e nos transformar em pessoas mais misericordiosas. Foi um tema desafiante. 

Estes retiros nasceram em Rondônia com o objetivo de levar os pastores e pastoras metodistas a uma parada de oração e contemplação diante de uma vida tão agitada. Realizamos três retiros em Ji-Paraná-RO. Ao chegar ao Rio de Janeiro em 2012 não conseguimos adesão entre os pastores para a realização de retiros específicos para os clérigos. Então trabalhamos os retiros para a liderança de Vila Isabel e pela graça de Deus tem sido um momento de refrigério e espiritualidade.

Abaixo, um dos textos da Apostila do Retiro: 

Quem é meu próximo? A quem estou ligado? A quem devo amar?

  Estas não são perguntas inteligentes e não têm respostas claras. Ao contrário, qualquer tentativa de respondê-las nos envolve em intermináveis sutilezas, coisas vagas e, em última instância, confusão. O amor desconhece classificações. A medida do amor estabelecida por Cristo para nós ultrapassa medidas: temos de ser “perfeitos como o Pai do céu é perfeito”. Mas o que significa a ‘perfeição’ do Pai Celeste? É imparcialidade, não no sentido de uma justiça que tem igual medida para todos, conhecendo seus méritos, e sim no sentido da chesed (bondade), que desconhece classificação de bem e mal, justo e injusto. “Pois Ele faz cair a chuva sobre os justos e os injustos”.

Estamos ligados a Deus na chesed. O poder de sua misericórdia apossou-se de nós e não nos deixará: por isto, nos tornamos tolos. Não podemos mais amar com sabedoria. E porque nos despojamos nessa loucura que Ele nos enviou, podemos ser movidos por Sua imprevisível sabedoria, de maneira que amamos a quem amamos e ajudamos a quem ajudamos, não conforme os nossos próprios planos, mas segundo a medida estabelecida por nós em Sua vontade oculta, que não conhece medida. Nessa loucura, que é obra do Seu Espírito, devemos amar especialmente os desamparados, que nada podem por nós. Temos também de receber seu amor, conscientes de nosso próprio desamparo e incapacidade de bastar-nos a nós mesmos. Chesed tornou-nos como que rejeitados e pecadores. Chesed inclui-nos entre os estrangeiros e os estranhos; chesed não só nos tirou nossa razão, mas também nos classificou no mesmo plano que todos os demais, aos olhos de Deus. Assim, não temos morada, nem família, nem nicho na sociedade e nenhuma função reconhecível. Nem tampouco damos a impressão de ser especialmente caridosos e não nos podemos orgulhar de nossa virtude. Chesed aparentemente roubou-nos tudo isso, pois aquele que vive apenas segundo a misericórdia de Deus, só por essa misericórdia pode viver e por nada mais. A caridade é a plenitude da lei.”

 MERTON, Thomas.Tempo e Liturgia, (Editora Vozes, Petrópolis), 1968. p. 184-185

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