IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 17/10/2015
 

A Influência do Judaísmo na Igreja Cristã: Parte IV - O Ramo Judaico e o Ramo Gentio

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

A Igreja Cristã nasceu em berço judaico. Desde Atos 15 a igreja passou a ter dois ramos: O ramo judaico e o ramo gentílico. Os apóstolos, todos judeus, permitiram que o ramo gentio vivesse como gentio observando apenas quatro regras (Atos 15.28-29): “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes.” 

O judaísmo, por sua vez, via o ramo judeu-messiânico como uma simples seita dentro do judaísmo. 

No ano 90d.C ocorre uma reforma do judaísmo sob liderança dos fariseus. Nesta reforma, o movimento messiânico (ramo judaico do cristianismo) foi oficialmente excluído no Sínodo Rabínico Jamnia sobre a liderança dos rabinos famosos como Jochanan Bem Zakkai e Gamaliel. Contudo, uma fortaleza judaico-messiânica, sob a liderança de Yeshua, foi mantida até o início do século IV, na porta de Sião da Antiga cidade de Jerusalém.

No início do século II, fora da Palestina, os judeus tornaram-se uma minoria desesperançada, e isso era mais real para os judeus messiânicos. A relação entre a Igreja do ramo gentio e do ramo judaico começou a desaparecer até porque os gentios cristãos não queriam ser identificados com os judeus messiânicos.

 As congregações messiânicas foram isoladas e algumas até se transformaram em seitas e seus bispos não eram mais convidados para Sínodos regionais das Igrejas. Com isso, a tradição bíblica judaica recuou; a língua e a mentalidade hebraica foram descartadas e a teologia foi substituída por uma mentalidade grega. 

A partir do ano 200 d.C aparece uma nova teologia para dar razão a separação entre os dois ramos da igreja. Esta teologia foi chamada de Teologia da Substituição. Os Pais da Igreja foram fies a esta teologia proibindo qualquer sobrevivência do ramo judaico e perseguindo qualquer iniciativa dos judeus messiânicos. Com isto este movimento foi abolido e destruído na igreja pela própria igreja gentílica. 

O Imperador Constantino forçou todos os bispos gentios durante o 1º Concílio de Niceia (325 d.C) para limparem a Igreja de qualquer elemento judaico. 

Várias leis foram criadas pela igreja dos gentios para excluir e eliminar qualquer iniciativa de sobrevivência do ramo judaico. A Igreja gentia chegou a algumas definições: “A velha igreja não serve mais”. “A nova igreja substituiu a velha como o verdadeiro povo de Deus”. Povo de Deus agora era apenas o ramo gentio. 

Este antijudaísmo cristão levou à perseguição e finalmente à eliminação dos judeus durante toda a história.

Pela graça de Deus, no final do século XIX d.C e principalmente no século XX, muitos judeus praticantes descobriam a graça do Senhor Jesus e começaram, dentro do judaísmo, um novo movimento judaico Messiânico.

Hoje existem cerca de 150 congregações judaicos Messiânicas em Jerusalém e outras centenas espalhadas pelo mundo.

A Igreja do Senhor tem reconhecido o ramo judaico e o ramo gentílico como uma grande bênção para os nossos dias. Contudo, é importante algumas definições claras:

● Judeus = São os seguidores do judaísmo.

● Judeus messiânicos = São judeus legítimos que reconhecem Jesus como o Messias. Participam do ramo judaico da igreja. Vivem as tradições e culturas judaicas como os primeiros cristãos de Jerusalém.

● Judeus cristãos = São Judeus que deixaram o judaísmo e participam das igrejas gentílicas como gentio.

● Cristãos Judeus = São cristãos e igrejas cristãs que tentam se passar por judeus e fazem, de forma grotesca, ritos, festas e cerimônias judaicas sem nenhuma legitimidade bíblica. 

Louvamos a Deus pela Igreja de Cristo e pelos ramos gentílico e judaico desta igreja, e procuramos, com sabedoria, definir o que é joio do trigo. 

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