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Páscoa
Rio, 19/3/2016
 

O Tríduo Pascal

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

A Semana Santa, que começa no Domingo de Ramos e termina na Ressurreição do Senhor, tem como coração o Tríduo Pascal. São três dias onde celebramos nossa redenção. 

O Tríduo a Páscoa tem três dimensões: Quinta-feira Santa: A Páscoa da Ceia do Senhor. Sexta-feira Santa: A Páscoa da Morte. Vigília Pascal e Domingo de Páscoa: Páscoa da Ressurreição.

Quinta-feira Santa:

Celebramos a Ceia do Senhor, seu gesto de lavar os pés dos Apóstolos. Sua Páscoa Judaica e a instituição da nova aliança em seu sangue. Sua prisão no Jardim do Getsêmani e seu translado para a Casa de Caifás.

A Quinta-feira Santa é o dia mais complexo do calendário Cristão. Na Igreja Antiga, neste dia combinavam três elementos importantes: a comemoração da última Ceia, a reconciliação dos penitentes e os vários ritos preparatórios para o batismo do Sábado Santo, especialmente a consagração dos óleos para unção dos enfermos, catecúmenos e confirmação. Na época de Ambrósio (337-397) praticava-se o Lava-pés em Milão no Sábado Santo, contudo, esta celebração foi originalmente realizada na quinta-feira. A Igreja do II século celebrava a primeira Santa Ceia da Semana Santa neste dia.

Sexta-feira da Paixão:

Às 15 horas realizamos a Solenidade do Calvário, onde lembramos a bendita morte do Senhor. Seu julgamento, condenação, caminho da cruz e o calvário são lembrado em leituras, cânticos e orações. Vemos a cruz como demonstração de amor e doação.

As duas características mais marcantes da liturgia da Sexta-feira Feira da Paixão no Ocidente eram a veneração da Cruz e a comunhão do sacramento reservado, também chamada de Missa dos Pré-Santificados. Era costume, nos dias de semana, quando não havia celebração do culto, ter a comunhão nas casas a partir do sacramento reservado. Não se sabe exatamente quando o costume passou das casas para as igrejas, mas a mais antiga evidência documentada situa-se no começo do século sétimo em Constantinopla.

Sábado Santo e Vigília Pascal:

No sábado Santo lembramos do Senhor sepultado. A esperança dos apóstolos estava sepultada. Não havia mais fé. 

Na Vigília Pascal, logo após o por do sol, cantamos o Aleluia e celebramos a Ressurreição do Senhor. É a noite da grande Vigília. A noite do fogo novo e a lembrança do nosso batismo.

A característica mais antiga do Sábado Santo era o jejum total. Era um dia considerado alitúrgico por excelência: nele não se celebrava a Santa Ceia nem nas Igrejas do oriente nem nas Igrejas do Ocidente.

Neste dia dava-se início a uma grande vigília que durava a noite inteira com cânticos, leituras e orações. Em algumas igrejas eram celebradas reuniões de oração que começavam na parte da tarde e iam até o outro dia.

Agostinho de Hipona (354-430) dizia que esta era a mãe de todas as vigílias. 23 sermões de Agostinho que sobreviveram até aos nossos dias, foram pregadas nas vigílias pascais. 

Ao longo do tempo, a vigília do Sábado Santo ganhou três propósitos: O batismo dos Catecúmenos, a iluminação e bênção do Círio Pascal e a bênção do fogo novo.

A véspera da Páscoa já era considerada tempo por excelência para o batismo nos dias de Tertuliano (160-220), mas foi apenas no quarto século que o número de batizados de adultos aumentou. Neste dia também se celebravam a bênção da Pia Batismal, onde as pias eram consagradas.

Conclusão: Este é o Tríduo Pascal. Que possamos celebrar com muita contemplação e fé o mistério da nossa salvação. Tenha uma abençoada Semana Santa.

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