IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Liturgia
Rio, 17/4/2016
 

Processional na Liturgia

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Estive participando de um culto na Igreja Anglicana (berço da Igreja Metodista) e prestei bastante atenção no Processional.

 Entraram duas jovens: uma com uma vela e a outra com a cruz processional. Logo atrás vieram o diácono, trazendo o Evangelho, e dois pastores (concelebrantes). 

Como é o processional na Igreja Metodista? 

O Rev. John Wesley praticava o Processional na Igreja Anglicana como prevê o Livro de Oração Comum. 

O ritual da Igreja Metodista não prevê o Processional, contudo o mesmo é usado em muitos cultos metodistas, uma vez que não altera a ordem tradicional do culto: adoração, confissão, louvor, edificação e dedicação.

No Artigo 18º dos 25 Artigos de religião, na parte final, está escrito: “O sacramento da Ceia de Senhor não era, por ordenação de Cristo, custodiado, levado em procissão...”. Por este motivo os metodistas não têm a prática de levar os elementos da Santa Ceia no processional até o altar.

Devemos fazer o processional em todos os cultos?

Eu, particularmente, não faço o processional em todos os cultos. Aprendi a ter um culto mais litúrgico no domingo pela manhã e um culto mais contemporâneo a noite. Esta prática eu tenho vivido há 20 anos. Também, em 2007, quando estive nos Estados Unidos, vi nas igrejas de Atlanta este costume de realizar dois cultos bem diferentes: tradicional e contemporâneo. Esta tem sido a prática de muitas igrejas metodistas.

O culto tradicional está baseado no Ritual Metodista e na Ordem Litúrgica, que no ano de 1784 João Wesley enviou à América do Norte, para uso das congregações metodistas, um livro que ele imprimira em Londres, sob o título de: “O SERVIÇO DOMINICAL DOS METODISTAS NA AMÉRICA DO NORTE, COM OUTROS SERVIÇOS OCASIONAIS”.

O processional é opcional, contudo, ele tem um significa especial. 

Na História da Igreja sempre foi expressão de fé de forte significado. Os processionais eram, basicamente, o deslocamento do celebrante e de seus auxiliares, ou de toda a assembleia dos fiéis, de um local para outro. 

Significavam o povo de Deus a caminho do Reino dos Céus. Apesar de um significado geral relativamente simples, existe um rico cerimonial por trás das processionais. 

Na história da Igreja, o processional de entrada e saída são as procissões mais simples e comuns da liturgia. Nela, o celebrante caminha em direção ao altar para celebrar o culto ao Senhor, assim como Jesus foi em direção à Jerusalém, para se entregar por nós.

Nas tradições antigas quem levava a Cruz Processional era chamado de cruciferário. A pessoa que levava as velas era os ceroferários. 

Nos primórdios da Igreja, a procissão de entrada era muito solene. Era feita, quase sempre, de uma igreja para outra.

O sentido do processional deve ser buscado no contexto mais amplo da caminhada que as pessoas fazem de suas casas até a igreja (isso também é um processional). Ela lembra que somos peregrinos neste mundo a caminho da casa de Pai. 

Na Igreja Metodista não estamos presos a nenhum rito litúrgico. Estamos livres para celebrar com alegria o culto ao Senhor, sempre obedecendo a ordem tradicional: adoração, confissão, louvor, edificação e dedicação. 

Podemos ter processionais ou não. Somos livres para ficar em pé no processional como símbolo de reverência, como na Igreja Anglicana, ou até mesmo não ter nenhum momento litúrgico como este. A igreja e o pastor são livres para adorar a Deus com alegria e muita festa (Salmo 100). 

Assim também o celebrante não está proibido de vestir calças Jeans, camisa social, camisa polo, terno ou até mesmo túnica e estolas. 

Cada pastor/a deve celebrar de acordo com a Igreja Local, como prevê  o Artigo  22º os 25 Artigos de Religião: “Não é necessário que os ritos e cerimônias das Igrejas sejam em todos os lugares iguais e exatamente os mesmos, porque sempre têm sido diferentes e podem mudar-se conforme a diversidade dos países, tempos e costumes dos homens, contanto que nada seja estabelecido contra a Palavra de Deus. Entretanto, todo aquele que, voluntária, aberta e propositadamente quebrar os ritos e cerimônias da Igreja a que pertença, os quais, não sendo à Palavra de Deus, são ordenados e aprovados à autoridade competente, deve abertamente ser repreendido como ofensor da ordem comum da Igreja e da consciência dos irmãos fracos, para que os outros temam fazer o mesmo. Toda e qualquer Igreja pode estabelecer, mudar ou abolir ritos e cerimônias, contanto que isso se faça para edificação.

Esta é a nossa fé e doutrina metodista. Louvamos a Deus por nossa Igreja e Ministério. Que sejamos fieis ao Senhor. 

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