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Rio, 7/5/2016
 

Solenidade da Ascensão do Senhor

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

A solenidade do Dia da Ascensão do Senhor ocorre na quinta-feira da 6ª Semana da Páscoa. Em alguns países, a igreja realiza uma grande vigília na noite de quarta-feira.

No Livro Protestante de Oração Comum, na véspera da Ascensão, oramos:

“Pai eterno, teu Filho subiu aos céus e tem autoridade neste e no mundo futuro; dá-nos a fé de saber que Ele vive na sua Igreja sobre a Terra, e que no fim dos tempos todo o mundo verá a sua glória; o qual vive e reina, contigo e com o Espírito Santo um só Deus, agora e sempre. Amém”.

  No dia da Ascensão oramos: 

“Senhor soberano, teu Filho ascendeu em triunfo para governar todo o universo em amor e glória; faz que todos os povos reconheçam a autoridade do seu reino. Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém”. 

“Concede, nós te rogamos, Deus Onipotente, que, assim como cremos que teu unigênito Filho, nosso Senhor Jesus Cristo subiu aos céus, também lá subamos em coração e pensamento e habitemos sempre com aquele que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém”. 

As leituras do Ano C são: At 1.1-11 / Sl 47 / Ef 1.17-23 ou Hb 9.24-28; 10.19-23 / Lc 24. 46-53.

No Brasil a Celebração da Solenidade da Ascensão do Senhor sempre acontece no 7º Domingo da Páscoa.

A Ascensão do Senhor é a grande solenidade que fala da glorificação de Jesus. Ela sela seu ministério voltando ao Pai e reassumindo seu trono de glória (lembre que na encarnação Ele “esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” - Filipenses 2.7).

Jesus, do céu, envia o Espírito Santo e permanece intercedendo por nós. 

O teólogo Henrique Soares da Costa escreveu um artigo sobre “O significado teológico da Ascensão do Senhor” apontando quatro significados para o evento salvífico da Ascensão. Desejo compartilhar um breve resumo deste artigo:

1. A ascensão como presença permanente de Cristo glorioso na Igreja.

Neste sentido move-se o silêncio de Mateus: para ele a ascensão é um evento invisível aos homens, que se realizou em relação com a ressurreição. Mateus a compreende como presença contínua e misteriosa de Jesus entre os discípulos mesmo após a ressurreição: 

“Toda autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue. Ide, e fazei que todas as nações se tornem discípulos... E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mt 28,18-20). 

2. A ascensão como evento escatológico.

A narrativa dos Atos sublinha este sentido: as nuvens podem evocar a parusia final, vinda gloriosa do Senhor (cf. Lc 21,27; Ap 1,7; 14,14) em conexão com a presença e as palavras dos anjos: “Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá, do mesmo modo como o vistes partir para o céu “(At 1,11). 

3. Ascensão como retorno ao Pai.

Para João, a ascensão torna-se visível no levantamento da cruz (cf. Jo 3,14; 8,28; 12,32s): trata-se do momento do retorno de Jesus ao Pai. Assim, todo o destino de Jesus é finalizado à ascensão: sua descida pela encarnação é já endereçada à subida: 

Saí do Pai e vim ao mundo;

de novo deixo o mundo e vou para o Pai (Jo 16,28). Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem (Jo.3:13).

Deste modo, a ascensão é o cumprimento da encarnação e da redenção: o Ressuscitado já subiu ao céu, já foi entronizado à Direita do Pai, atraindo seus discípulos a esta comunhão divina (cf. Jo 14,20; 17,23). Jesus, entronizado junto ao Pai, e Senhor de tudo e polo de atração de toda a história humana e de todo o universo! 

4. A ascensão no seu aspecto cósmico e sacerdotal.

Para Paulo, a ascensão leva a cumprimento um caminho cósmico de Cristo, que do mais profundo dos abismos conduziu-o à Direita de Deus: 

O que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, a fim de plenificar todas as coisas (Ef 4,10). 

A partir de agora, tudo, no céu e na terra, está debaixo do senhorio do Ressuscitado e tudo caminha para Ele. Ele é a plenitude e a consumação de todas as coisas! Na mesma linha move-se a 1Pd 3,22: Tendo subido ao céu está à Direita de Deus, estando-lhe sujeitos os anjos, as Dominações e as Potestades. 

A Epístola aos Hebreus, por sua vez, compreende este ingresso de Cristo no céu como exercício do seu sumo sacerdócio no Santuário celeste (Hb 4,14; 6,19s): Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, réplica do verdadeiro, e sim no próprio céu, a fim de comparecer, agora, diante da face de Deus em nosso favor (9,24).

Isto é, Aquele que entrou na plenitude da glória, é o nosso eterno Salvador e Intercessor. É a mesma ideia do Apocalipse, ao falar do Cordeiro de pé como que imolado (Ap 5,4), isto é, o Cristo ressuscitado e glorificado diante do Trono do Pai, num esterno estado de imolação-intercessão por toda a humanidade. 

Fonte: 

DA COSTA, Cônego Henrique Soares. O significado teológico da Ascensão do Senhor. In: http://www.domhenrique.com.br. Acesso: 04/05/2016, às 11 horas. 

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