IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 11/6/2016
 

Os Pais da Igreja e John Wesley

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Reúno-me semanalmente com um grupo de amigos (OESI) para estudar a História Eclesiástica de Eusébio de Cesareia e outros escritos dos Pais Apostólicos. Eusébio (263-339) foi o primeiro a escrever a história da Igreja e é conhecido como um Pai da Igreja.

Padres da Igreja, Santos Padres ou Pais da Igreja, foram influentes teólogos, professores e mestres cristãos e importantes bispos. Seus trabalhos acadêmicos foram utilizados como precedentes doutrinários para séculos vindouros. Os padres da Igreja são classificados entre o século II e VII. O estudo dos escritos dos Padres da Igreja é denominado Patrística. O estudo de suas vidas é chamado de Patrologia. 

As Igrejas Romana, Ortodoxa, Luterana, Presbiteriana, Metodistas, Anglicana e Batistas Tradicionais acreditam que os padres da Igreja proporcionam a interpretação correta da Sagrada Escritura, registraram a Sagrada Tradição e distinguiram entre as autênticas doutrinas das heresias.

Foram homens que fizeram diferença na vida da Igreja. O historiador metodista Justos Gonzales chama-os de “Gigantes” no seu livro “A Era dos Gigantes”.

Por este motivo, desejo compartilhar literalmente as Palavras de John Wesley sobre a importância doutrinária dos Pais da Igreja:

“...reverencio excessivamente tanto a eles como aos seus escritos e os avalio altamente em amor. Reverencio-os porque eram cristãos, cristãos tais como foi acima descrito. Reverencio os seus escritos porque descrevem um Cristianismo verdadeiro e genuíno e nos guiam à evidência mais forte da doutrina cristã. ...Reverencio muito estes antigos cristãos com todas as suas falhas porque vejo tão poucos cristãos atualmente; porque leio tão pouco nos escritos dos últimos tempos e ouço tão pouco de cristianismo genuíno, e porque a maioria dos cristãos modernos (assim chamados) não contentes com o serem totalmente ignorantes a respeito do cristianismo, têm profundos preconceitos contra ele chamando-o "entusiasmo" e não sei mais o que (Cartas: "Ao Dr. Conyers Middleton"). 

“Não somente que os "pais" não errassem na sua interpretação do evangelho de Cristo, mas que em todas as partes necessárias do mesmo eles eram tão assistidos pelo Espírito Santo que raramente eram suscetíveis de erro. Nós, consequentemente, temos de nos voltar para os seus escritos, embora não tenham a mesma autoridade das Sagradas Escrituras (porque nem foram os escritores dos mesmos chamados de modo tão extraordinário, nem eram eles dotados de tão grande porção do Espírito Santo), contudo merecem muito maior respeito do que quaisquer outras obras escritas desde então, embora os homens depois deles tenham escrito com mais arte, e muito maior bagagem de cultura humana do que podemos encontrar não somente nos trechos seguintes, mas até mesmo no próprio Novo Testamento. Na verdade, o modo pelo qual foram escritos, a verdadeira simplicidade primitiva que aparece em todas as suas partes, não lhes é objeção justa, mas uma grande recomendação a todos os homens sensatos. Eles conheceram a excelência da sua doutrina e a importância das revelações que faziam do estado futuro, e, por isso, eles se contentaram em declarar estas coisas de maneira simples, mas com tal eficácia e poder que sobrepujaram toda a retórica do mundo”.

(Obras: "Prefácio às Epístolas dos Pais Apostólicos").

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