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Rio, 19/6/2016
 

Os Pais da Igreja e John Wesley – Parte 2 - Clemente Romano

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

John Wesley em suas cartas "Ao Dr. Conyers Middleton" (II, 384-5, 387-8). Faz a se-guinte citação:

“Clemente Romanos, Inácio, Policarpo, Jus-tino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente Alexandri-nus, Cipriano, aos quais eu acrescentaria Macarius e Efraim Syrus. Concedo que alguns destes não ti-nham forte senso natural, que alguns eram muito cultos e nenhum tinha a assistência que a nossa épo-ca desfruta acima de toda aquela havida antes. Con-tudo reverencio excessivamente tanto a eles como aos seus escritos e os avalio altamente em amor. Reverencio-os porque eram cristãos, cristãos tais como foi acima descrito. Reverencio os seus escritos porque descrevem um Cristianismo verdadeiro e genuíno e nos guiam à evidência mais forte da doutrina cristã”. 

Estes homens citados por John Wesley são conhecidos como os pais da Igreja. Os Pais da Igreja são classificados entre o século II e VII. Estão agrupados em quatro divisões: pais apostólicos (segundo século), Pais ante-nicenos (segundo e terceiro séculos), Pais nicenos (quarto século) e Pais pós-nicenos (quinto sécu-lo). Nicenos refere-se ao Concílio de Nicéia em 325, o qual debateu a questão do arianismo e afirmou a doutrina da deidade de Cristo. Por-tanto, os pais ante-nicenos são assim chamados porque viveram no século anterior a este concí-lio, e os pais pós-nicenos são assim chamados porque viveram no século seguinte a tal concílio.

Desejo, usando a lista de John Wesley, estudar um pouco da história e escritos destes Pais da Igreja.

Wesley cita em primeiro lugar o nome de Clemente Romano. 

Clemente Romano (+100), conhecido pe-los Católicos como São Clemente I, assumiu o episcopado de Roma após o falecimento do bispo Anacleto e dirigiu a igreja dos anos 88 até 97.

Clemente nasceu em Roma, nos arredores do Coliseu, de família hebraica, foi um dos primeiros a receber o batismo diretamente de Pedro. Foi o primeiro Pai da Igreja. 

Acredita-se que foi discípulo de Pedro e consagrado por este. Ele que iniciou o uso da palavra Amém nas cerimônias da igreja. 

Em sua carta aos Coríntios, estabeleceu normas precisas referentes à ordem eclesiástica hierárquica (bispos, presbíteros, diáconos).

Nesta carta escrita no ano 96, Clemente viu que a igreja estava perturbada por agitado-res presumidos e invejosos, e a comunidade cristã ameaçava desagregação e ruptura. É uma carta de orientação e pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade, paz e obediência à hierarquia eclesiástica: Bis-pos, Presbíteros e Diáconos.

Em seu episcopado ocorreu uma segun-da perseguição aos cristãos, na época de Domiciano. Com Nerva, os cristãos viveram uma temporada de paz. Mais tarde, Clemente foi preso no reinado de Trajano. 

Após ser detido e condenado ao exílio, com trabalhos forçados nas minas de cobre de Galípoli; no ano 97, decidiu que os cristãos não podiam ficar sem um guia espiritual, re-nunciou o episcopado em favor de Evaristo. 

Como converteu muitos presos e por isso, no ano 100, foi atirado ao mar com uma pedra amarrada ao pescoço, tornando-se num mártir cristão dos princípios da Cristandade. 

Seu corpo foi recuperado das águas e sepultado em Quersoneso, na Crimeia, de onde, mais tarde, por ordem de Nicolau I, seu corpo foi levado a Roma.

Nas Exortações Finais de sua Carta aos Coríntios escreveu: 

“Portanto, ponhamos em prática a justiça, para que possamos ser salvos até o fim. Bem-aventurados aqueles que obedecem estes mandamen-tos; ainda que precisem sofrer aflição por um breve momento no mundo, reconhecerão o fruto imortal da ressurreição. Assim, que não se aflija o que é piedo-so, ainda que desgraçado nos presentes dias, pois o espera tempos de boa-aventurança”.

Fonte: https://semateologia.files.wordpress.com

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