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Rio, 5/7/2016
 

John Wesley e os Pais da Igreja - Parte 3 – Inácio de Antioquia (35-107)

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

John Wesley em sua carta "Ao Dr. Conyers Middleton" (II, 384-5, 387-8) fez a seguinte cita-ção:

“Clemente Romanos, Inácio, Policarpo, Justi-no Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente Alexandrinus, Cipriano, aos quais eu acrescentaria Macarius e Efraim Syrus. ...reverencio excessivamente tanto a eles como aos seus escritos e os avalio altamente em amor. Reverencio-os porque eram cristãos, cristãos tais como foi acima descrito. Reverencio os seus escri-tos porque descrevem um Cristianismo verdadeiro e genuíno e nos guiam à evidência mais forte da doutri-na cristã”. 

Estes homens são conhecidos como os Pais da Igreja: cristãos que viveram no final do I sécu-lo até o VII século e deixaram um legado de tes-temunhos, santidade e escritos doutrinários.  

No último artigo estudamos Clemente Romano que Wesley cita, em primeiro lugar, em sua lista por se tratar do primeiro Pai da Igreja. Seguindo a ordem de Wesley, conheceremos hoje Inácio, conhecido como Inácio de Antioquia.

Inácio (35 - 98 ou 107) foi bispo de Antio-quia da Síria entre 68 e 107, discípulo do apóstolo João, e que também conheceu o apóstolo Paulo.

Segundo Eusébio de Cesareia (263-339), em seu livro História Eclesiástica, Inácio foi o ter-ceiro bispo de Antioquia da Síria. Com a perse-guição da Igreja, Inácio foi detido pelas autorida-des e transportado para Roma, onde foi condena-do à morte no Coliseu, e foi martirizado por leões.

As autoridades romanas esperavam fazer dele um exemplo e, assim, desencorajar o cristia-nismo, porém sua viagem a Roma ofereceu-lhe a oportunidade de conhecer e ensinar os conceitos cristãos, e no seu percurso, Inácio escreveu seis cartas para as igrejas da região e uma para um colega bispo, Policarpo. Ao falar sobre sua execu-ção, Inácio disse a famosa expressão: "Trigo de Cristo, moído nos dentes das feras". 

Inácio escreveu sete cartas, as chamadas Epístolas de Inácio: Epístola a Policarpo de Es-mirna, Epístola aos Efésios, Epístola aos Esmirnio-tas, Epístola aos Filadélfos, Epístola aos Magné-sios, Epístola aos Romanos e Epístola aos Trálios.

Inácio orientou a Igreja sobre vários assun-tos doutrinários principalmente sobre o respeito ao Bispo, ao Presbítero e ao Diácono, sobre a Trindade, sobre a Eucaristia e o Culto Cristão. 

Sobre o dia de Culto, Inácio declara que os cristãos herdeiros da Nova Aliança não guardam mais o sábado, mas se reúnem no dia do Senhor (o domingo):

"Aqueles que viviam na antiga ordem de coi-sas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a fé e no qual perseveramos para ser discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre". (Carta aos Magnésios 9,1).

Eusébio diz que Inácio escreveu à igreja de Roma uma carta em que expõe sua súplica para que não intercedam por ele, para não privá-lo do martírio, sua sonhada esperança:

"Oxalá pudesse eu usufruir das feras que me estão preparadas! Espero encontrá-las bem ligeiras para comigo. Chegarei até a adulá-las para que me devorem rapidamente e não me façam o que fizeram a alguns, que por temor não tocaram, e se fazem de preguiçosas e não querem, eu mesmo as forçarei. Perdoai-me. Eu sei o que me convém. Agora estou começando a ser discí¬pulo. Que nenhuma coisa visível ou invisível tenha ciúme de que eu alcance a Jesus Cristo. Fogo, cruz e manadas de feras, dispersão de ossos, destroçamento de membros, trituração do corpo todo e tormentos do diabo venham sobre mim, contanto somente que eu alcance a Jesus Cristo." (História Eclesiástica – Livro II – 26.6-9).

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