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Rio, 5/7/2016
 

John Wesley e os Pais da Igreja - Parte 4 – Policarpo (69-155)

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Para John Wesley os pais da igreja eram dignos de muito repeito. Ele diz: ...reverencio excessivamente tanto a eles como aos seus escritos e os avalio altamente em amor. Reverencio-os porque eram cristãos, cristãos tais como foi acima descrito. Reverencio os seus escritos porque descrevem um Cristianismo verdadeiro e genuíno e nos guiam à evidência mais forte da doutrina cristã”(carta "Ao Dr. Conyers Middleton" - II, 384-5, 387-8).

Wesley cita uma pequena lista com os Pais da Igreja: “Clemente Romanos, Inácio, Poli-carpo, Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente Alexandrinus, Cipriano, aos quais eu acrescentaria Macarius e Efraim Syrus. 

Os Pais da Igreja são os cristãos que vi-veram no final do I século até o VII século e deixaram um legado de testemunhos, santi-dade e escritos doutrinários.  

No último artigo estudamos Inácio de Antioquia. Seguindo a ordem de Wesley, co-nheceremos hoje Policarpo (69-155).

Nascido em uma família cristã em 69d.C. na Ásia Menor (hoje Turquia), Policar-po foi discípulo direto do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportuni-dade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna. 

Nos dias do Bispo Aniceto, Policarpo visitou Roma, a fim de representar as igrejas da Ásia Menor que observavam a Páscoa no dia 14 do mês de Nisan. Apesar de não chegar a um acordo com o bispo sobre este assunto, ambos mantiveram uma amizade. 

Escritos de Policarpo

Apesar de escrever várias cartas, a única preservada até a data, foi a endereçada aos filipenses no ano 110. Nesta carta, Policarpo enfatiza a fé em Cristo, e o desenvolvimento da mesma através do trabalho para Cristo na vida diária. Também faz alusão à carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses e usa citações diretas e indiretas do Velho e Novo Testamen-to, atestando-os como canônicos. Na mesma carta, ele repete muitas informações recebidas dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, ele é uma testemunha valiosa da vida e da obra da Igreja primitiva no segundo século. 

Policarpo exorta os filipenses a uma vi-da virtuosa, às boas obras e à firmeza, mesmo ao preço de morte, se necessária, uma vez que tinham sido salvos pela fé em Cristo. As 60 citações do Novo Testamento, das quais 34 são dos escritos de Paulo, evidenciam seu pro-fundo conhecimento da Epístola do Apóstolo aos Filipenses e outras do mesmo Testamento. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas antes em fortalecer a vida diária prática dos cristãos. 

Martírio

O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta envia-da pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomé-lio. Este registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procôn-sul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadí-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele entretanto, respondeu com au-toridade: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente”! 

No ano 156, em Esmirna, Policarpo é co-locado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo ter-minado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada. 

Fonte: http://www.sepoangol.org/policapo.htm

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