IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 10/3/2007
 

Batismo Cristão na Visão Metodista (Urias Fuly Vieira)

ZZ Outros Colaboradores ZZ


 

BATISMO CRISTÃO NA VISÃO METODISTA.
Pr. Urias Fuly Vieira (Pastor da Igreja Metodista da I Região Eclesiástica)


DEDICO.
•A todos os pastores e pastoras da primeira região.
•A todos os cristãos (as) desejosos de crescer no conhecimento e na graça do Senhor.
•Ao povo metodista por desejar a perfeição cristã na prática do sacramento batismal.

AGRADECIMENTOS.
•A Deus, pela sua bondade e misericórdia demonstrada a mim.
•A minha esposa e filhos e aos demais familiares, pelo carinho e apoio que muito incentivou quando eu pensava em desistir.
•À Igreja Metodista em Jardim Primavera, que diretamente me ajudou, financeiramente e em oração, demonstrando grandioso amor.
•Ao Rev. Roberto Pereira (pastor presbiteriano), que me auxiliou com ricas fontes de pesquisas e à ( pastora metodista ) Sônia Trindade.
•À coordenação de núcleos, pastora Suzana Maria de Melo Viana, professor Livingstone dos Santos Silva e aos demais professores que muito se empenharam para o nosso crescimento cultural e espiritual.


SUMÁRIO.

Título I- O projeto da pesquisa.
Capítulo I -------------------------------------------------------------------------------------- 6
Justificativa ------------------------------------------------------------------------------------ 8
Objetivo ---------------------------------------------------------------------------------------- 9
Esquema preliminar --------------------------------------------------------------------------- 9
Revisão da leitura ----------------------------------------------------------------------------- 10
Capítulo II -------------------------------------------------------------------------------------- 11
Metodologia ------------------------------------------------------------------------------------ 11

Título II – O batismo cristão na visão metodista ------------------------------------------ 14
Introdução -------------------------------------------------------------------------------------- 14

Capítulo I – O batismo por aspersão ------------------------------------------------------- 15

Capítulo II- Batismo infantil ou pedobatismo --------------------------------------------- 27

Conclusões:
I Conclusão ------------------------------------------------------------------------------------ 40

II Conclusão ----------------------------------------------------------------------------------- 41

Bibliografia ------------------------------------------------------------------------------------- 43

Notas complementares ------------------------------------------------------------------------ 45

CAPÍTULO I


BATISMO CRISTÃO NA VISÃO METODISTA.

1.1 Introdução
Meu interesse no tema Batismo Cristão na Visão Metodista está relacionado com o meu envolvimento como líder evangélico entre os cristãos. A abordagem dessa questão: Batismo por aspersão ministrado para adultos e o batismo infantil ou (pedobatismo), me fez refletir em alguns casos, os que fazem comentários sobre batismo estão seguros e conscientes quanto a essa prática, mas
um grande número de irmãos, até mesmo de metodistas não tem pensado nesse sacramento e muito menos tem posto em prática, deixando de batizar os seus filhos e filhas. Obviamente, tenho celebrado o sacramento do batismo para adultos e crianças de boa consciência, com muito prazer.

Quando leciono à classe de catecúmenos este tema, batismo por aspersão, percebo que os grandes líderes pentecostais trabalham esse assunto de uma forma e visão própria, polemizando essa questão. Com isso, criou-se uma consciência de que o batismo só deve ser realizado por imersão. Outra ênfase que inculturação é de que João foi o maior instrutor batismal, e que tudo começou com ele, levando as pessoas ao rio.

Mas nessa obra, minha preocupação maior é comprovar que o batismo não salva, o batismo é uma consagração e deve ser ministrado com água em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, sendo uma forma pública de testemunharmos a nossa aceitação e pormos em prática a nossa obediência a Deus.

Quanto ao batismo infantil ou pedobatismo, a discussão é antiga, não de membros que recebemos, mas de antigos cristãos no início dos primeiros séculos, como Tertuliano, um teólogo severo que viveu perto do ano 200 que discordava dessa forma de batismo e seu contemporâneo Hipólito que tinha o mesmo pensamento contrário. Até a Reforma Protestante, não encontramos na história cristã outros, mas apesar dos seus grandes conhecimentos, creio que os dois teólogos se equivocaram dentro de sua ortodoxia e literalismo. Mas hoje, nós metodistas defendemos o batismo como uma consagração, por isso consagramos a nós e a nossos filhos a Deus ensinando o menino e a menina o que nós aprendemos na consciência de que mesmo quando forem velhos não vão se desviar desse ensinamento.

1.2 Delimitação do Tema.
O batismo não é somente um sinal de profissão fé, é a marca de diferenciação que caracteriza o compromisso dos cristãos que não são batizados, mas é também o sinal de regeneração ou de novo nascimento. Podemos destacar o batismo de crianças que deve ser conservado na Igreja não só como tradição mas sendo um ato de consagração de nossas crianças a Deus.

Podemos também definir o batismo como sendo um sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo significa e sela a nossa união com Cristo.

1-3- JUSTIFICATIVA.

Porque aceito e defendo o batismo por aspersão.

Não defendo o batismo por aspersão, por ser a forma de batizar utilizada pelos metodistas, mas por encontrar provas bíblicas e por sentir neste modo a forma higiênica e simples, sendo observado também no tempo apostólico, como comprova a própria arqueologia em suas descobertas. Foram encontrados documentos descobertos na palestina que levaram o Dr. Whitsit, por muito tempo professor no seminário batista em Lousville, Kentuchy, a renunciar a imersão como verdadeiro modo de batismo.

Fairfild, um outro batista eminente fez a mesma coisa, ambos escreveram sobre o assunto.

Também não defendo a aspersão como o único meio e modo de batismo, aceitando como irmãos todos aqueles que aceitaram a Jesus Cristo, não importando o modo pelo qual tenha sido batizado, porque acho secundário para a salvação e por não encontrar na Bíblia explicitamente o modo único do batismo. Porém, prefiro o batismo por aspersão.


1.4- OBJETIVO:
•A visão metodista quanto a prática da aspersão.

•Razões porque aceito a aspersão.

•Personagens bíblicas que aceitaram ser batizadas por aspersão.

•Porque aceito o batismo infantil.

•Realizações de batismo infantil na Bíblia.

•Benefício que nos trás o batismo infantil.


1.5- ESQUEMA PRELIMINAR.

1-Introdução.

2-Conceito batismal de autores.

3-Forma batismal bíblica.

4-Razões porque aceito a aspersão.

5-Porque aceito e defendo o batismo infantil ou pedobatismo.

1.6- REVISÃO DA LEITURA.

Certamente que o Senhor não cobraria de homens e mulheres um sacrifício tamanho, inclusive pelas variações climáticas das regiões e até mesmo quanto à escassez de água, que dificultaria a realização do desejo e do pedido de batismo, a ser realizado em todas as estações do ano, em todos os climas e para todas as pessoas, em quaisquer circunstâncias. O batismo por aspersão ( efusão) pode ser realizado em todos os tempos, em todos os lugares, para todas as pessoas devidamente instruídas e convictas de sua aceitação, podendo ser até realizado para pessoas com doenças variáveis sem que venha contaminar ou trazer preocupações ao celebrante e à comunidade.

Existem casos não bíblicos, mas que pessoas afirmam que na imersão muitas pessoas se encontram com o ladrão da cruz que não podia ser imerso. Muitas pessoas da história do mundo têm morrido devido os efeitos de imersão em água extremamente fria. Conta-se que em um município de Kentuchy, dois pregadores morreram por se exporem imprudentemente ao intenso inverno para imergirem pessoas na água. Em grandes desertos como o do Saara, só se encontra água em poços profundos, nas regiões extremamente frias do norte. Dessa maneira seria impossível a imersão. João Batista era judeu e foi criado na igreja judaica como Jesus: e os judeus eram muito apegados à lei. Todos os batismos realizados pelos judeus eram por aspersão, derramamento, ou seja , por derramamento e lavagem. A aspersão e o derramamento são termos familiares na Bíblia, a qual narra a história e prática de João Batista e Jesus. Sendo assim, creio que ambos não conheciam a prática imercionista.

Toda evidência que se pode obter demostra o fato de que João batizava o povo por aspersão ( efusão). Um novo modo batismal exigiria explicações. Jesus
observou a lei em todos os seus pormenores.

CAPÍTULO II.

2.1- METODOLOGIA:

A presente pesquisa será bibliográfica e com conceitos próprios do autor. As pesquisas serão realizadas através da utilização de livros, revistas e jornais, podendo haver consultas em sites da Internet. Haverá utilização de observações de alguns professores referente ao tema para o enriquecimento da redação.

2.2- LIMITAÇÕES DO TEMA:
método se deterá mais na forma bibliográfica, uma vez que a realização de uma pesquisa de campo nessa área, poderá trazer confrontos pessoais e ideológicos.


2.3- BÍBLIOGRAFIA

•Almeida, João Ferreira ,Bíblia Sagrada, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, edição revisada e atualizada no Brasil – edição ano 2000 São Paulo.


•Almeida, João Ferreira, Bíblia de promessas, Imprensa Bíblica Brasileira, 6º edição 2003 São Paulo.

•Davis, John D. ,dicionário da Bíblia, edição da casa publicadora Batista ,Rio de
Janeiro,6º edição 1978.

•Lockmann, Paulo Tarso de Oliveira, Constantino,Zélia. Seguir a Cristo 4º edição,
editora Bennett- Rio de Janeiro.

•Brand, Eugene. BATISMO, UMA PERSPECTIVA PASTORAL. Editora Sinodal
ano 1982 Rio Grande do Sul.

•Swift, W.G. Batismo por Aspersão e Batismo de Crianças.(traduzido por Moisés M. de Aguiar) ano 1956 Imprensa Metodista, São Paulo.

•Pastoral da Criança, Biblioteca Vida e Missão –Colégio Episcopal da Igreja
Metodista, Pastorais N.º 11 ,1º Edição Ano 2002.

•Cânones da Igreja Metodista, Edição ano 2001 Editora Cedro, São Paulo.

•Pearlman, Myer. Através da Bíblia Livro por Livro. Editora Vida 22ºEdicão Ano
2001 –São Paulo.

•Confissão de Fé de Westminster e Catecismo da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Editora Presbiteriana, 3º Edição Ano 1970, São Paulo.

•Richardson, Alan. Introdução à Teologia do Novo Testamento, Editora Aste- ano
1966, 1º edição São Paulo.

•Landes, Philippe. O Batismo cristão “Modo de Administrá-lo” Editora
Presbiteriana São Paulo.

•Landes, Philippe . ”Estudos Bíblicos Sobre o Batismo”
Editora Presbiteriana- São Paulo.

•Teixeira, Alfredo Borges,Dogmática Evangélica, Editora Atena 1º Edição Ano
1958- São Paulo.

•Porto, Oséias. Jornal Avante-Coluna Nossos Filhos, Página N.º 10 Edição de Maio de 1996.

•Lockmann, Paulo Tarso de Oliveira- Jornal Avante- Coluna para quem trabalha com
crianças. Página N.º 10 Edição de junho de 1996.

•Calvino, João. As Institutas “ou tratado da religião cristã ”Imprensa
Presbiteriana, 1ºEdição Ano 1985 São Paulo (Traduzido por Waldyr Carvalho Luz).
TÍTULO II.

O BATISMO CRISTÃO NA VISÃO METODISTA.

INTRODUÇÃO:

Os apóstolos foram instruídos de maneira específica para batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A palavra onoma (nome) se usa no mesmo sentido do hebraico ( shem), como indicativo de todas as qualidades por meio das quais, Deus dá a conhecer, e que constituem a soma total de todo que lhe adora.

Jesus quando empregou esta palavra, creio que a sua intenção fora de que nos servisse de fôrma que haveríamos de usar dali para sempre, apesar de alguns entenderem mal a intenção de Jesus, sendo que alguns batizavam em nome unicamente de Jesus. Deixando assim a forma trinitária (Atos 2:38 e Atos 10:48), estas personagens referem-se ao batismo em nome de Jesus Cristo. “Ó tou kuriou Jesou”, sendo simplesmente um batismo em cristo. Achavam eles que batizando em nome de Cristo, estavam aceitando-o como único Senhor de suas vidas. Alguns acham que o modo de batizar em nome de Jesus Cristo é para enfatizar a nova doutrina, isto é, as novas de Cristo aos corações sedentos e desconhecedores das promessas divinas.

Essa pesquisa vai se deter na aceitação aspercionista, incluindo o batismo infantil, em acordo com a doutrina batismal, reconhecida e ensinada pelos Metodistas.


CAPÍTULO I

1.1- O BATISMO POR ASPERSÃO.

Não defendo o batismo por aspersão, por ser a forma de batizar utilizada pelos metodistas, mas por encontrar provas bíblicas e por sentir neste modo a forma higiênica e simples, sendo observado também no temp apostólico como comprova a própria arqueologia em suas descobertas. Foram encontrados documentos descobertos na palestina que levaram o Dr. Whitsit, por muito tempo professor no seminário batista em Lousville, Kentuchy, a renunciar a imersão como verdadeiro modo de batismo.

Fairfild, um outro batista eminente fez a mesma coisa, ambos escreveram
sobre o assunto.

Também não defendo a aspersão como o único meio e modo de batismo, aceitando como irmãos todos aqueles que aceitaram a Jesus Cristo, não importando o modo pelo qual tenha sido batizado, porque acho secundário para a salvação e por não encontrar na Bíblia explicitamente o modo único do batismo. Porém, prefiro o batismo por aspersão.


1.2- RAZÕES DA ASPERSÃO:

Aceito a aspersão porque o batismo de Jesus preencheu os requisitos da lei judaica ( consagração por efusão)

Visto que João batizou a Cristo examinemos a lei mosaica sob a qual ele viveu para que viesse a cumpri-la. Vamos observar o que exige a lei ? Exigia a circuncisão ( Gn. 17:12, Lv.12:3) Cristo foi circuncidado com oito dias de idade, conforme a lei (Lc.2:21). Exigia a apresentação da criança no templo. Ele foi apresentado (Lc.2:22). Exigiu tornar-se sujeito à lei aos doze anos de idade. Eis o porquê dele se encontrar no templo com seus pais aos doze anos (Lc2:42). A lei exigia que o sacerdote fosse dedicado desde os trinta anos de idade para cima (
Nm.4:47- 8:8) e ( Lc.3:23).

Cristo era sacerdote, conforme Hb.3:1 considerai atentamente o apóstolo e o sumo sacerdote da nossa confissão Jesus. Cristo não se glorificou a si mesmo para se tornar sumo sacerdote “Cristo mesmo disse quando João não queria batizá-lo, deixa
por agora, pois nos convém cumprir toda a justiça”.

João Batista conhecia profundamente a lei, pois tinha sido instruído por ela. E ele sabia que um sacerdote nunca era imergido. Ele estava dedicando a Jesus, através do batismo para uma obra sacerdotal, e um sacerdote não era consagrado se
não por aspersão (ou efusão).

1.3- O POVO DE ISRAEL FOI BATIZADO DE UM MODO ASPERSIONISTA OU DERRAMAMENTO.

Cristo batizou por derramamento, porque a Bíblia diz: ... “Ele vos batizará com o Espírito Santo”. Sabemos que isso se deu no Pentecostes, por derramamento. Encontramos em Joel 2: 28 e Atos 2:17, antes de Cristo nascer, Deus batizou o povo de Israel por aspersão, ou seja, é a idéia que temos. Vejamos o texto: “Não quero, irmãos que ignoreis que nossos pais todos estiveram debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar, e todos em Moisés foram batizados na nuvem e no mar” (1 Cor.10:1-2). Comentário:

Qual a diferença no mar e no rio Jordão ? Embora no mar foram batizados em terra, é interessante notar que os Israelitas não foram imergidos, se é que alguns pensam e entendem que o batismo é somente imersão. Os únicos que foram imergidos ou imersos foram os egípcios, e não os israelitas.

Por que nossos irmãos imersionistas não recorrem ou não falam a respeito deste batismo e de alguns casos, tais como o do apóstolo Paulo ?, “levantando-se foi batizado”, ... porém, gostam de recorrer aí na terra de Enom, a terra de muitas águas e no Jordão. Porque não experimentam concluir que imersão foi no mar, “na terra enxuta onde as nuvens derramam água” sobre os israelitas, o que foi feito pelo
próprio Deus.

Nosso irmão Davi, nos salmos, confirma isso dizendo: “Viram-te as águas o Deus, viram-te as águas... as nuvens derramaram água”. Na tradução de Almeida encontramos mais clareza: “As nuvens se desfizeram em água”.


1.4- JOÃO BATISTA BATIZAVA POR DERRAMAMENTO E ASPERSÃO.

João Batista, ou o “purificador” , batizava por aspersão ou derramamento em razão de ser o único modo conhecido por ele e aceito pela lei. Ele jamais ouvira falar de imersão. Todas as purificações e cerimônias eram feitas por efusão ( aspersão). Se Naamã mergulhou no rio Jordão, desobedeceu a lei, o que muito provavelmente não a conhecia. O mandamento que Naamã recebeu foi para levar-se e não mergulhar (2 Rs 2:10) “Vai e lava sete vezes no rio Jordão” e no verso 14 diz que ele “mergulhou-se sete vezes”. Em Levíticos 14:7, segundo a lei judaica a cerca da lepra, nos mostra o que deveria ser feito por aspersão “a purificação”. “Aspergirá sete vezes sobre aquele que se há de purificar da lepra, e declarará limpo”.

Também Moisés aspergirá com água para limpar, purificar, santificar... As palavras pulgar, limpar, lavar e santificar são usadas intercaladamente na Bíblia, como
significado de batismo.

Adam Clark, um dos maiores conhecedores do grego do mundo, diz que a palavra grega que é conhecida por mergulhar é traduzida por lavar, e que aspergir e purificação são preferidas pelas maiores autoridades modernas. Os escritores dos evangelhos entenderam as palavras “batizar e purificar” como tendo o mesmo sentido. A lei judaica requeria a aspersão para a (santificação) ou purificação. Os escritores do novo testamento chamam aspersão judaica de “batismo”. João Batista, que era judeu, entendeu os costumes judaicos quanto à purificação da impureza física. Filo, que vivia naquela ocasião, diz: “era costume os judeus se aspergirem com água do rio”.


1.5- MESMO NO RIO JORDÃO, JESUS USAVA A ASPERSÃO OU AFUSÃO.

A começar pela origem de João Batista ele era um sacerdote regular da mesma tribo de Levi, Moisés e Arão. Seu antecessor Moisés batizou uma grande multidão, e depois de Moisés ter dado os preceitos ao povo conforme a lei ... aspergiu a todo o povo (1 Cr. 10:1-2).

Em Mateus 3: 5-6 lemos: “Então... e eram batizados no rio Jordão”. Alguns calculam que João esteve no deserto dezoito meses batizando esta grande multidão de um a seis milhões de pessoas, por ser ele o grande batizador. Alguns dizem apenas seis meses mas, a maioria dos historiadores aceitam o cálculo maior. Se ele tivesse batizado por imersão, segundo os estudiosos, trezentos por dia durante dezoito meses teria havido apenas cento e sessenta e dois mil batizados e cinqüenta e oito mil trezentos e oitenta mil seriam deixados de batizar. Ninguém poderia suportar o esforço físico de batizar trezentas pessoas diariamente durante dezoito meses a fim de chegar a esse número de cento e sessenta e dois mil, pois teria ficado paralítico ou teria morrido antes de haver batizado a metade desse quantitativo. Estas observações de estudiosos devem ser levadas em consideração.

Em Isaías 52:15, temos uma comprovação do que defendemos: “ele vos borrifará muitas nações”. Razão esta que João foi confundido com Cristo ( João 1:25). Eis o mandamento de Deus a todos os sacerdotes: ( Nu. 8:7) “Asperge sobre eles água da purificação”. É o que fez João (o purificador) usando sem dúvida a cana de hissopo. Era mandamento usar aquela cana.


1.6- JESUS NÃO FOI IMERGIDO NO JORDÃO.

Alguns entendem que Jesus foi batizado no Jordão para nos deixar ou nos dar o exemplo correto do modo de batismo. Nesse caso, teria Jesus de nascer antes dos que pediram o batismo e ser batizado, Lucas 3: 21. É necessário que lembremos que Jesus foi batizado quando tinha trinta anos, idade esta que assumiu o seu ministério. Segundo a lei judaica, só poderia ser sacerdote, profeta e rei com essa idade. E Jesus acumulou os seus ofícios com essa idade, sendo em primeiro lugar, consagrado para isto, no batismo. E quando os sacerdotes judeus eram consagrados, aspergia-se água sobre as suas cabeças, e eram ungidos com óleo. João aspergiu ou derramou água sobre a cabeça do filho de Deus como sinal ou passo preliminar para a unção do Espírito Santo . Deus ungiu com Espírito Santo. Cristo estava cumprindo a lei que se encontrava em Nu. 4:3, desde a idade de trinta anos e daí para cima até a idade de cinqüenta anos, de todos os que se encontravam no serviço para executarem a obra na tenda da revelação.

Há um termo grego ou uma preposição que os imercionistas se apegam, é a preposição “Eis” cujo o significado é: sair de fora para dentro. A palavra “logo” em inglês é straightup ou seja (straighway) uma palavra composta em que o radical straight significa reto, direto. Ou então com advérbio imediatamente, no tempo mais breve. Alguns imercionistas de língua inglesa dizem que Jesus saiu (straight-up) isto é, reto para cima ou inteiramente, verticalmente da água, conclusão, saiu de dentro, de baixo da água, de pé. Só que a palavra “logo” significa imediatamente e não verticalmente, perpendicularmente.

Ele saiu logo da água ou seja “saiu logo para fora da água”, após realizada a cerimônia. Em Mt. 3:16, a palavra grega “Apó”, é traduzida pelos grandes conhecedores e tradutores do grego que temos pesquisado como sendo “de” ou “fora de”. Os tradutores da Bíblia inglesa traduzem-na, trezentos e sessenta e duas vezes a palavra “de” em vez de “fora de”, em outras frases bíblicas. O Dr. Carson que foi um dos maiores imercionistas destes últimos tempos, diz: A tradução própria de “Apó” é “de”. Ele subiu da água.

Gostaria de acrescentar nessa defesa, que podemos aceitar a tão conhecida Ilustração no meio dos aspercionistas. “Se uma criança está brincando dentro de uma poça de água, a mãe em sua reação muito natural grita para a criança: sai da água criança, sendo que a criança só está com os pés na água”. Mesmo sendo uma ilustração simples podemos tirar lições em comparação ao batismo de Jesus, que mesmo dentro do rio Jordão, pode ter sido e mui provavelmente o foi batizado por aspersão, porque a Bíblia só diz que “Saindo logo da água, ou seja, como querem os israelitas: de dentro da água”. Só que essa interpretação não favorece a imersão.

O significado da preposição “Eis”, como já dissemos anteriormente, é: para dentro, de fora para dentro, significa também: para o meio de, para cima de, em, entre, para, a, contra, até, durante, através de, por, a respeito de, com referência a, no tocante a, com base de, e outras... isto usando o acusativo. No sentido físico, diz o próprio Taylor, que é imercionista, dando o seguinte significado: dentro de (idéia normal, talvez como ilustração que fiz), ou na direção de ( com intuito de entrar, não quer dizer que entrou), para, ou, etc...

E quanto a preposição “Apó” o próprio Taylor ainda diz: Esta conjunção usada com o ablativo, tem o significado de: de, em, contraste com Ék, que indica ponto de partida; o termo “Apó” não define que seja de dentro.

Em tudo que citamos, em ambas as preposições não encontramos base para imersão.


1.7- BATISMO JAMAIS SERÁ SEPULTAMENTO.

W. G. Swuift, no seu livro, batismo por aspersão e batismo de crianças pg. 23, cita que, em Romanos 6:4 “fomos, pois, sepultados com Cristo na morte pelo batismo”. E em Col. 2:12 lemos ainda: “sepultados com ele no batismo”.

É interessante notar que em nenhuma dessas passagens existe água. E “sepultados na morte” e não na água. Todas as duas passagens tem a mesma significação. Em Col. 2:12 no mesmo versículo citado vemos que a alma é ressuscitada pela “operação de Deus” . Não que o nossos corpos sejam levantados para fora da água pela força física do homem, estas passagens são apenas figurativas. Não tem mais sentido literal de ser mergulhado na água do que outras passagens da escritura tais como “crucificados com Cristo”, significa que devemos ser pregados em uma cruz literalmente de madeira ou que “ressurreição, e ressuscitados dos mortos”.Em Rm. 6:4-5 significam uma ressurreição literal do corpo. O apóstolo Paulo está dizendo-nos que: “somos sepultados com Cristo”, não que tenhamos sido sepultados nas águas. Se traduzirmos ou interpretarmos literalmente o seu sepultamento, o corpo de um candidato ao batismo teria de ser deixado sob a água três dias e três noites. Para concluirmos, há uma diferença de ser sepultado com Cristo pelo batismo e sepultados, sob as águas por um pregador.


1.8- O CARCEREIRO DE FILIPOS FOI BATIZADO POR ASPERSÃO.

Paulo e Silas foram a Filipos, uma cidade pagã, para pregarem a Cristo. Esta nova doutrina produziu um grande tumulto. Em razão disto, ambos foram presos e condenados. “E depois de os açoitarem muito, lançaram na prisão ordenando ao carcereiro para guardá-los com segurança: o qual tendo recebido tal ordem lançou-os na prisão interior, e prendeu os seus pés a uma cepo”. Este cárcere, por ser romano, tinha ainda um cárcere inferior, onde Paulo e Silas estavam presos, e por certo o carcereiro (segundo os estudiosos) morava no cárcere, isto é: em construção anexa. É necessário dizer que as prisões romanas não possuíam banheiros, nem tanque de água. É curioso notar também, que mesmo em nossas prisões modernas, de um modo geral, não existem tanques de banho para os presos.

“ À meia noite, Paulo e Silas, oravam e um terremoto sacudiu as portas da prisão e abriu-se”. Este acontecimento causaria a morte do carcereiro romano, se um prisioneiro escapasse. O carcereiro vendo abertas as portas da prisão, já ia se matando com a sua própria espada, mas Paulo vendo o carcereiro prestes a suicidar-se “ (clamou com grande vós) Não te faças nenhum mal: todos nós estamos aqui”. Nenhum escapou. Então o carcereiro “pediu luz e se lançou para dentro , e tremendo caiu diante de Paulo e Silas e tirou-os para fora ”. É interessante observar esta frase “tirou-os para fora”. Nessa frase temos uma pergunta: de onde ? Eis a resposta: da prisão inferior, onde se havia colocado. Fora da prisão principal o carcereiro perguntou o que devia fazer para ser salvo. Disseram-lhe: “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”. E o carcereiro tomou-os na mesma hora da noite ( próximo da meia noite) e lavou as suas feridas; e foi batizado imediatamente com toda a sua casa. Porém, o que deduzimos disso tudo, foi que justamente na prisão onde morava o carcereiro, e também sua família foram batizados, juntamente com o carcereiro, toda sua família. Podemos deduzir que seria impossível conduzir uma família à meia noite para as margens de um rio para batizá-la.


1.9- O APÓSTOLO PAULO FOI BATIZADO POR ASPERSÃO.

É interessante notar-se que em todos os casos de batismo no novo testamento, não há um só exemplo em que uma congregação ou pessoa tivesse deixado o lugar onde se deu a conversão para ir ansiosamente procurar um rio ou corrente de água para o seu batismo.

Paulo se converteu em uma casa em Damasco no lar de um certo Judas, na rua direita. Imediatamente após a sua conversão, “levantando-se, ele foi batizado”. No grego, encontramos a confirmação que “levantando-se, ele foi batizado”. Ananias disse a Paulo: Levanta-te, sê batizado e purifica os seus pecados, invocando o nome do Senhor. É interessante notar também que Ananias era um homem piedoso e que seguia rigorosamente a lei (At. 22: 12). Qual era a lei ? Entre os judeus, a cerca da “lavagem” dos pecados ou a respeito de um símbolo da purificação ? Nm. 8: 7 “espargi a água da purificação sobre eles”.

Como já dissemos : o carcereiro de Filipos foi batizado no cárcere. Cornélio que morava em Cesaréia chamou seus “parentes e amigos íntimos” e enquanto Pedro pregava, o Espírito Santo caía sobre eles como sobre o povos de Jerusalém no dia de Pentecostes. Respondeu Pedro: pode alguém impedir a água, para que não sejam batizados estes, que também perceberam como nós o Espírito Santo ? ou seja: “quem pode proibir que se traga água para batizar estes que receberam o Espírito Santo ? ”

Quanto ao batismo do apóstolo Paulo , não há outra interpretação admissível a não ser ... Levanta-te recebe o batismo... . O particípio levantando-se não dá lugar a um ato intermediário entre o levantar-se e o batizar, pelo qual Paulo tenha saído para procurar um tanque ou um rio para mergulhar-se. O batismo veio logo após o ato de se levantar provando que Paulo foi batizado em pé. Eis aí um caso em que o batismo não significa imersão.

O contexto histórico e teológico sobre o batismo da purificação, pertence ao antigo testamento e nesse sentido ocorre do que era realizado por João Batista.

CAPÍTULO II.

2.1- O BATISMO INFANTIL OU PEDOBATISMO.
As redescobertas em nossos dias, com a modernidade auxiliando as pesquisas teológicas do Novo Testamento, auxilia-nos a entender mais claramente que as objeções levantadas contra o batismo de criança de pais cristãos procedem de atitudes racionalistas e individuais do humanismo renascentista e não da correta compreensão do ensino neotestamentário sobre fé e justificação.

Na situação missionária da igreja apostólica de hoje, o batismo seria principalmente concedido aos adultos. Mas a solidariedade da família, ou mais acuradamente da casa, significaria que no batismo, como em outros casos, quando o chefe da família tomasse um passo assim decisivo, todos os membros de sua casa (ôikos) seriam atingidos pela medida; “Ele era um homem representativo”, envolvia os outros no que lhe acontecia. Assim lemos que se batizou “o carcereiro de Filipos e toda a sua casa” (Atos 16-15:33); 1 Cor. 1:16, Atos 10:48. É o que se verifica claramente na história dos novos convertidos ao cristianismo na igreja apostólica (Atos 16:31, crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e a tua casa ... a seguir foi ele batizado e todos os seus (Parachrêma). Podemos também aceitar o batismo infantil como uma forma de consagração. O ministério de Jesus Cristo teve o seu início após a consagração por intermédio do batismo. Se podemos consagrar nossos filhos ao Senhor, bem sabendo que dos tais é o reino dos céus, porque não os consagrar pelo ato batismal, simbolizando a purificação ?

Entre muitas denominações, bem sabemos que só existe uma real igreja, e essa é a de Cristo, constituída de todos os salvos, pouco importando a qual denominação eclesiástica pertençam. Desejo a união de todos nós que somos autênticos cristãos. Uma coisa insisto em dizer;: o batismo não lava pecados e não salva ninguém. Porém, não concordamos com as críticas constantes quanto ao nosso modo de batizar, principalmente o batismo infantil. Por todas as nossas igrejas, temos sido criticados e insultados, mas cremos que na nossa prática teremos o nosso galardão nos céus.

2.2- ACEITO COMO SUBSTITUTO DA CIRCUNCISÃO.

Quando Deus fez um pacto com Abraão para as gerações futuras, fez um conserto eterno, e nele incluía as crianças. “Gn. 17:7- Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua semente depois de ti nas suas gerações por uma aliança eterna”. A circuncisão era o sinal ou selo do pacto.(Gn. 17:10-11).

A respeito deste pacto, Alexandre Campbell diz: “Este conserto com toda a nação de Israel 430 anos depois deste tempo não poderia anular a promessa em outro conserto, a respeito das promessas não presentes e, portanto não tomando parte
naquele conserto”.

A circuncisão era um rito iniciatório, visível na Igreja antes da vinda de Cristo. Era o sinal ou selo deste pacto. Antes que Cristo viesse, o sinal ou selo da páscoa era o vinho e o cordeiro pascal, pão asmo, ervas amargas. Sob a nova dispensação, Cristo abandonou o cordeiro pascal e as ervas amargas, e perpetuou o sacramento da ceia do Senhor com apenas dois desses elementos (pão e vinho). Semelhantemente o batismo com água, sozinho, substituiu toda a cerimônia da circuncisão.

Crisóstomo, um dos mais antigos escritores cristãos nos primeiros séculos depois dos apóstolos, diz: “havia dificuldade e empecilho na prática da circuncisão judaica; mas a graça do batismo é sem dificuldade, pois é tanto para crianças como para adultos”.

Na velha dispensação, as mulheres e as crianças do sexo feminino gozavam dos privilégios do pacto que Deus fez com o seu povo, pela representação dos pais e maridos. Já no novo testamento, nosso Senhor Jesus Cristo conferiu novos privilégios e direitos às mulheres. Foi abolida a antiga distinção entre homens e mulheres, como Paulo afirma em Gl. 3:27-29.


2.3- COMO ESTÁ ESCRITO NO EVANGELHO DE MARCOS. 16:16.

O que acontece é que os contrários ao batismo infantil só lêem a primeira parte do versículo, como se a Bíblia fosse entendida por versículo isolado. Vejamos: “... aquele que crer e for batizado será salvo...”. Esse esquecem que existe outra parte do versículo “... mas o que não crer será condenado...”. Logo, o versículo não trata sobre o batismo de criança, mas o de adulto.

Se assim fosse, as crianças incapazes de possuírem na sua razão a fé pessoal seriam condenadas e estariam perdidas eternamente. As crianças, não podendo crer, não adiantaria receber o batismo nem mesmo depois de crescidas, pois o texto nos diz categoricamente “ o que não crer” isto é: agora, poderíamos entender assim, “será condenado” por não crer. O grande teólogo João Calvino, nas Institutas da Igreja Cristã, demonstra o absurdo da argumentação contrária ao batismo infantil, baseando-se em Marcos 16:16; pela citação de uma outra passagem análoga em que Paulo afirma “... se alguém não quer trabalhar também não coma”, II Ts. 3:10. Se esse preceito fosse aplicado às criancinhas, deveríamos deixá-las perecer de fome. Esse conselho do apóstolo manifestado não é aplicável às criancinhas incapazes de
trabalhar.

Os que negam o batismo de crianças, alegando a fé para o batismo infantil, se isso fosse coerente, teriam de admitir as mesmas exigências para admitir a circuncisão infantil, porque este cerimonial significa a mesma regeneração representativa, ou representada pelo batismo, como já tivemos ocasião de provar. Quem argumenta contra o batismo infantil por causa da falta de fé das crianças, teria de rejeitar a circuncisão pelo mesmo motivo. É interessante notar-se que quando foi instituída a circuncisão, não exigiu uma fé pessoal dos meninos circuncidados. E quando Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis porque dos tais é o reino dos céus”, ali também Cristo não exigia da criança para ser salva, para pertencer ao reino dos céus, uma fé pessoal. Se o batismo é para os salvos, o que
importa que a criança salva (segundo Jesus) seja batizada ?

Como já dissemos anteriormente, o batismo não é para regenerar ninguém, mas para que os que já são regenerados. É bom lembrar aos contrários ao batismo infantil que, mesmo para os adultos terem fé é necessário que o Espírito Santo já o tenha tocado, isto é, a própria fé pessoal quem dá é Deus. Esse Deus é soberano em suas atitudes, e porque as criancinhas não podem ser regeneradas por Deus ? ou recebendo a regeneração especial de Deus, elas podem ser batizadas, sendo o batismo o símbolo da regeneração do Espírito Santo ?


2.4- BIBLICAMENTE OS PAIS SÃO OS RESPONSÁVEIS PELOS SEUS FILHOS.

Os contrários ao batismo infantil afirmam freqüentemente que o batismo de crianças inconscientes é um violação da sua liberdade de escolha pessoal. Os que assim pensam julgam que os pais nenhum direito têm de resolver (ou decidir) sobre a religião que os filhos devem seguir livremente, quando chegarem à idade própria para
escolher por si.

Abomino esta refutação contrária ao batismo infantil porque biblicamente está errada. Quando se trata de adulto tudo bem, mas quando se trata de crianças que não tem o poder de decisão, os pais de acordo com as escrituras, são os seus legítimos representantes e devem fazer como Josué, quando disse: “Quanto a mim e a minha casa serviremos ao Senhor”, (Js. 24:15). Josué decidiu qual seria a religião e o modo religioso que os seus deveriam seguir.

Em todos os pactos que Deus fez com seu povo foram reconhecidos os pais como os legítimos representantes dos filhos . Assim aconteceu com Adão (Rm. 5:19), com Noé (Gn 9:8-9) e com Abraão (Gn. 17:7). Na nova dispensação, os pais continuam a representar os filhos, conforme a palavra autorizada de Pedro: “A promessa é para vós e para os vossos filhos”, (At. 2:39).

Se nós agimos nas atitudes do filho, colocamos no colégio e às vezes intrometemos até mesmo em sua vocação, escolhemos suas roupas na tenra idade, zelamos moralmente por ele, zelamos pelo seu físico, pela sua saúde, porque também não zelar pela sua vida espiritual e escolhermos a sua vida religiosa. como fez Josué ?

Tratando as leis civis como as religiosas, os pais representam os filhos até que estes alcancem a maioridade. Os pais são responsáveis pelos bens e pela conduta
dos filhos. Com isto, sem violar a liberdade e os direitos próprios dos menores.

Ainda mais, o batismo infantil não é uma violação da liberdade individual porque quando a criança chegar à idade adulta fará a sua própria decisão, e na maioria dos casos muito naturalmente confirmará alegremente e voluntariamente o que fizeram os pais crentes em seu nome.

Quem se opõem ao batismo de crianças, por julgar que seja uma violação à liberdade pessoal, teria logicamente de se opor à circuncisão infantil que foi
instituída por Deus e tem a mesma significação cerimonial.


2.5- MESMO NÃO TENDO UM MANDAMENTO EXPRESSO PARA BATIZAR, NÃO TEM PARA PRIVAR AS CRIANÇAS.

Os discípulos de Jesus sabiam que as crianças tinham sido incluídas no pacto que Deus fez com seu povo, concedendo-lhe o privilégio de pertencer à igreja de Deus e que por isso deveriam receber o sinal visível dessa graça. Se esse privilégio das crianças tivesse sido revogado, então sim seria preciso que houvesse uma ordem expressa cassando esse direito das crianças: então tais leis não revogadas continuam em vigor. Não há em todo o Novo Testamento nenhuma disposição que prive as crianças do aludido direito.

No tempo de Jesus os judeus faziamdiscípulos ou prosélitos circuncidando-os, batizando-os e exigindo dos pais ou tutores um sacrifício. Os filhos menores de prosélitos eram recebidos na igreja judaica da mesma maneira. Uma vez que já era costume batizar as crianças de prosélitos, os discípulos de Jesus, recebendo uma ordem para batizar as pessoas, deveriam entender que as crianças seriam também admitidas pelo rito do batismo.

Se não há no Novo Testamento nenhum mandamento expresso para batizar crianças, também não há para guardar o Domingo, que é o dia do descanso, ou para permitir que as mulheres participem da ceia do senhor, na nova dispensação. Ao que parece, somente os homens participaram da primeira ceia do Senhor, quando Jesus a instituiu. O mesmo acontece com o batismo infantil: tudo o que se pode provar biblicamente, por meio de influências claras e seguras,é que o batismo deve ser observado.

2.6- NÃO CREIO NA REGENERAÇÃO BATISMAL.
Os contrários ao batismo infantil alegam que quando se batiza uma criança não se pode ter certeza da sua regeneração e, crescendo, ela pode desviar-se da religião cristã. Se trilharmos este caminho, cairemos em uma grande erro. Se é verdade que, quando se batiza uma criança não se sabe com certeza se é ou não regenerada, o mesmo acontece com adultos; não se sabe ao certo se estes são regenerados ou não. Tanto no primeiro caso quanto no segundo, concedemos o sacramento do batismo às pessoas que o pedem por julgar provável que os batizados sejam regenerados. No caso dos adultos, julga-se que sejam regenerados pela sua profissão de fé e pelas evidências de conversão observadas na sua conduta. Todavia, é possível errar e não raras vezes são recebidas na igreja pessoas ainda não convertidas. No caso das crianças, são recebidas em virtude da fé professada por seus pais e o compromisso das testemunhas, que reconhecem as promessas feitas por Deus aos cristãos fiéis que aceitam o agir de Deus na sua posteridade.

Aí surge uma pergunta: Por que será então que os filhos de alguns crentes se desviam da religião de seus pais ? Esses desvios constituem exceções, são apenas aparentes e não reais. Há filhos de crentes que procedem mal e vão para o mundo, mas eles têm em si os ensinamentos das Sagradas Letras, como o teve Timóteo, sendo ensinado pela sua mãe e sua avó, e por isso não se esqueceu dos ensinamentos que lhe foram dados.

E quanto aos filhos de ministros que se desviam da fé cristã ? É interessante notar primeiramente que a vida dos ministros e de seus filhos é rigorosamente fiscalizada, mais que a de outros crentes e que os desvios por partes dos filhos de ministros infelizmente acontecem, por isso muitos comentam e até levam ao exagero, isto é: os que pegam nesse erro para negar o batismo infantil, assim justificam que os filhos dos ministros também são normais como os demais.

Concluída esta defesa, posso afirmar que somos falhos mas que Deus nunca falha. Se formos fiéis, Deus cumprirá as Suas promessas de ser o nosso Deus e o Deus de nossa posteridade. E mesmo se formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-se a si mesmo.


2.7- PORQUE ERA COSTUME DOS APÓSTOLOS BATIZAR AS CRIANÇAS.

Nos tempos apostólicos, era costume da igreja apostólica batizar crianças. Não se trata, como querem os contrários ao batismo infantil, de uma inovação papal. Esse costume foi adotado muito antes do aparecimento da igreja papal. Até a Reforma do século XVI, não houve, se não insignificante oposição ao batismo infantil pelas seitas dos publicanos e dos petrobussianos. No mais, o costume de batizar crianças era geralmente adotado.

Os valdenses tinham esse costume, a igreja cópta, os cristãos círios, os nestorianos, os armênios, a igreja grega ortodoxa e a católica romana, também seguiam o mesmo pensamento. Não havia exceções sendo nas duas já citadas anteriormente.

A primeira e grande oposição generalizada ao batismo infantil surgiu com os anabatistas do século XVI. Foram eles os inovadores que negaram as crianças o
direito de pertencer a Igreja de Deus e de receber o sinal visível desse
privilégio. Tinham o costume de batizar de novo os que haviam sido batizados na
infância. Na maioria dos casos, batizavam por aspersão e não por imersão.

Na Alemanha, na Suíça e em outras partes da Europa os anabatistas foram
combatidos pelos reformadores e o sangue de alguns deles foi derramado pelo poder
civil, especialmente na guerra camponesa e por ocasião do célebre desastre de
Munster. Havia nesse tempo muita intolerância por parte de todas as correntes
religiosas. O chefe de estado tinha o direito legal de impor a sua religião. E, quando os anabatistas subiram ao poder temporariamente, como aconteceu na guerra dos camponeses e no caso de Munster, também eram violentos e sanguinários. Não foi o batismo de criança que produziu toda essa intolerância, como disse o Dr. W. J. Mcglothin, no seu livro sobre a história do batismo infantil. As guerras religiosas não cessaram senão com a paz Westphalia em 1648. Se tivesse sido, como quer o Dr. Mcglothin, o batismo infantil seria mais um fator para as guerras religiosas dos séculos XVI e XVII. Grande parte da responsabilidade por essas guerras, caberia aos próprios anabatistas, que quiseram impor a inovação anti-bíblica de negação das crianças de pertencer à Igreja de Deus. E no entanto, a influência do batismo infantil nessas guerras tem sido muito exagerada pelos que são contrários, antipedobatistas.

Os contrários ao batismo infantil entendem que na igreja primitiva póst-apostólica não se conhecia ainda o batismo infantil, se não uma inovação combatida por Tertuliano. Nós, que ministramos o sacramento do batismo infantil, não podemos concordar de maneira nenhuma com o ponto de vista desses errôneos pensadores.

Tertuliano, servo de Deus, teve algumas idéias heréticas e entre elas figurava a crença na regeneração batismal. Ele se opôs ao batismo de crianças, não por julgar anti-bíblico ou contrário aos costumes apostólicos, mas, porque sendo crente na regeneração batismal, tinha o batismo como remédio que apagava todos os pecados, e julgava que o remédio poderia ser usado uma só vez, não querendo assim esgotá-lo.

Foi por isso que Tertuliano se opôs ao batismo infantil, e não por julgá-lo anti-bíblico. Pela mesma razão aconselhou que os moços solteiros e a viúvas novas adiassem o batismo. Tertuliano não se opôs ao batismo infantil por princípios bíblicos, mas por conveniência. O testemunho de Tertuliano não prova que no seu tempo de criança era praticado o batismo infantil, e que ele se opôs a essa prática por motivos errôneos e anti-bíblicos.

Mesmo na era, além de várias famílias que já citamos que foram batizadas, acrescentamos o caso de Lídia, registrado em At. 16:15, indica que as mães crentes, juntamente com os filhos, eram batizados na igreja cristã.

Os que sucederam aos apóstolos deixaram, através de registros escritos, provas quanto ao costume do batismo infantil entre os apóstolos e entre as igrejas primitivas de nossa era cristã. Orígenes, nascido na Grécia no ano de 185 (A .D) cujo pai, avô e bisavô eram cristãos que se remontavam ao tempo dos apóstolos, diz que receberam dos apóstolos o costume de batizar crianças e diz que é costume universal nas igrejas. Diz ele: “Conforme os usos da Igreja, o batismo é ministrado até mesmo às crianças”. Conta também que ele próprio fora batizado na infância.

Justino Mártir que nasceu na Palestina, em Siquém, que provavelmente vira o apóstolo João, escreveu em 133 A D que havia então “cristãos de ambos os sexos, alguns de 60 ou 70 anos de idade, que haviam se tornado discípulo na infância”. O significado de que havia se tornado discípulo desde a infância é simplesmente que foram batizados na infância. Ele diz mais: “Somos circuncidados pelo batismo com a circuncisão de Cristo”.


Cipriano em 250 A. D, e outros estiveram em concílio eclesiástico, “e Fido” um dos antigos pais, escreveu que as crianças não deveriam ser batizadas antes dos oito dias de idade, e que se deveria observar a lei da antiga circuncisão, ao que eles responderam: “Ao nosso irmão Fido”, saúde: como somos de opinião contrária ao que pensas, que a regra da circuncisão deve ser observada, e que as crianças não devem ser batizadas antes dos oito dias de idade; e como a graça do batismo não deve ser apartada de ninguém, e especialmente das crianças, a nossa decisão é que, não apenas podem ser batizadas antes dos oito dias de idade, como também imediatamente após terem nascidas. Hermes (Rm. 16:14), contemporâneo do apóstolo Paulo fala das crianças que receberam o selo do batismo nesta palavra: “Ora esse selo é a água do batismo”.

Clemente, a quem Paulo menciona em Filipenses. 4: 3 aconselhava aos pais: “Batizai as vossos filhos e criai-os na disciplina e correção do Senhor”. Ele não aconselhou a circuncisão carnal” .Por que ? Cristo aboliu essa parte do ato cerimonial.

Irineu, nascido em 97 A D, um discípulo de Policarpo, diz: “A Igreja aprendeu dos apóstolos a ministrar o batismo às crianças”. Ele diz ainda: porque ele, Cristo, veio salvar a todos por ele mesmo ( todos), quer dizer os que são regenerados ou batizados. Para Deus, isso comprova os costumes judaicos a respeito dos prosélitos, todos eram batizados: pais, moços e crianças. Agostinho diz ainda: “Desde a antigüidade a Igreja tem observado o batismo infantil”.

Pelágio, contemporâneo de Agostinho, um dos mais sábios da igreja do seu tempo, em uma carta a Inocêncio, dizia: “Difamam-me como se eu negasse o sacramento do batismo às criancinhas. Jamais ouvi dizer, nem mesmo de um herédico ímpio, que não deve ser batizadas”. Ele ainda continua a dizer: Pois não há ninguém ignorante do escrito evangélico a ponto de ter essa opinião.

Jerônimo dizia., “O batismo era ministrado às criancinhas conforme a prática da igreja”. Tanto Ambrósio quanto Crisóstomo, nos diziam que “O batismo infantil pode ser traçado até os tempos apostólicos”.

CONCLUSÕES.

1-CONCLUSÃO: BATISMO POR ASPERSÃO.
Certamente que o Senhor não cobraria de homens e mulheres um sacrifício tamanho, inclusive pelas variações climáticas das regiões e até mesmo quanto à escassez de água que dificultaria a realização do desejo e do pedido de batismo, a ser realizado em todas as estações do ano, em todos os climas e para todas as pessoas, em quaisquer circunstâncias. O batismo por aspersão ( efusão) pode ser realizado em todos os tempos, em todos os lugares, para todas as pessoas devidamente instruídas e convictas de sua aceitação., podendo ser até realizado para pessoas com doenças variáveis sem que venha contaminar, ou trazer preocupações ao celebrante e à comunidade.

Existem casos, não bíblicos, mas que pessoas afirmam que na imersão muitas pessoas se encontram com o ladrão da cruz que não podia ser imerso. Muitas pessoas da história do mundo têm morrido devido a os efeitos de imersão em água extremamente fria. Conta-se que em um município de Kentuchy, dois pregadores morreram por se exporem imprudentemente ao intenso inverno para imergirem pessoas na água. Em grandes desertos como o do Saara, só se encontra água em poços profundos, nas regiões extremamente frias do norte. Dessa maneira, seria impossível a imersão. João Batista era judeu e foi criado na igreja judaica como Jesus: e os judeus eram muito apegados à lei. Todos os batismos realizados pelos judeus eram por aspersão , derramamento, ou seja , por derramamento e lavagem. A aspersão e o derramamento são termos familiares na Bíblia, a qual narra a história e prática de João Batista e Jesus. Sendo assim, creio que ambos não conheciam a prática imercionista.

Toda evidencia que se pode obter demonstra o fato de que João batizava o povo por aspersão ou efusão. Um novo modo batismal exigiria explicações. Jesus observou a lei em todos os seus pormenores.

Nós metodistas, aceitamos ser o batismo um sacramento no qual nós consagramos, unindo-nos a Deus e nos purificando simbolicamente com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essas pequenas porções de água tem o seu significado, representando assim a palavra de Deus, que por intermédio da palavra nós somos purificados, e com esta demonstração pública de fé, significa e sela a nossa união com cristo, tornando-nos participantes das bênçãos do pacto da graça, e a promessa de pertencermos ao Senhor.

2- CONCLUSÃO: BATISMO INFANTIL OU PEDOBATISMO.
Uma pergunta que freqüentemente ouvimos é a respeito do batismo infantil. Assim dizem: que benefício pode trazer o batismo infantil ? Isto é, querer saber de Deus porque ele ama as criancinhas, ou seja, indagar a atitude de Deus para com as crianças, porque qualquer pessoa pode perceber que estava Ele tão interessado por esses pequeninos que os incluiu no pacto com Abraão no começo da Igreja visível organizada.

Alguns penitenciários foram visitados por líderes evangélicos com o objetivo de fazer uma pesquisa entre estes e lhes fizeram algumas perguntas, incluindo sobre sua infância. E a estes foi perguntado, se teriam sido batizados na infância. A conclusão foi de que não havia sido encontrado nenhum protestante que houvesse sido batizado na infância. Essa pesquisa foi realizada nas penitenciárias do Tennesse e do Kentuchy.

“O testemunho de um pregador alemão que afirmou que o seu filho era um guarda penitenciário em Frankfurt, e foi pedido para que esse guarda verificasse se na penitenciária pudessem ser identificados pessoas cristãs batizadas na infância. Esse guarda não encontrou sequer um protestante durante os muitos anos em que ali trabalhou como guarda”.


BÍBLIOGRAFIA

•Almeida, João Ferreira ,Bíblia Sagrada, sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, dição revisada e atualizada no Brasil – edição ano 2000 São Paulo.

•Almeida, João Ferreira, Bíblia de promessas, Imprensa Bíblica Brasileira, 6º edição 2003 São Paulo.

•Davis, John D. ,dicionário da Bíblia, edição da casa publicadora Batista ,Rio de
Janeiro,6º edição 1978.

•Lockmann, Paulo Tarso de Oliveira, Constantino, Zélia. Seguir a Cristo 4º edição, editora Bennett- Rio de Janeiro.

•Brand, Eugene. BATISMO, UMA PERSPECTIVA PASTORAL. Editora Sinodal
ano 1982 Rio Grande do Sul.

•Swift, W.G. Batismo por Aspersão e Batismo de Crianças.(traduzido por Moisés M. de Aguiar) ano 1956 Imprensa Metodista, São Paulo.

•Pastoral da Criança, Biblioteca Vida e Missão –Colégio Episcopal da Igreja
Metodista, Pastorais N.º 11 ,1º Edição Ano 2002.

•Cânones da Igreja Metodista, Edição ano 2001 Editora Cedro, São Paulo.

• Pearlman, Myer. Através da Bíblia Livro por Livro. Editora Vida 22ºEdicão Ano 2001 –São Paulo.

•Confissão de Fé de Westminster e Catecismo da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Editora Presbiteriana, 3º Edição Ano 1970, São Paulo.

•Richardson, Alan. Introdução à Teologia do Novo Testamento, Editora Aste- ano
1966, 1º edição São Paulo.

•Landes, Philippe. O Batismo cristão “Modo de Administrá-lo” Editora
Presbiteriana São Paulo.

•Landes, Philippe . ”Estudos Bíblicos Sobre o Batismo”
Editora Presbiteriana- São Paulo.

•Teixeira, Alfredo Borges,Dogmática Evangélica, Editora Atena 1º Edição Ano
1958- São Paulo.

•Porto, Ozéias. Jornal Avante-Coluna Nossos Filhos, Página N.º 10 Edição de Maio de 1996.

•Lockmann, Paulo Tarso de Oliveira- Jornal Avante- Coluna para quem trabalha com
crianças. Página N.º 10 Edição de junho de 1996.

•Calvino, João. As Institutas “ou tratado da religião cristã ”Imprensa
Presbiteriana, 1ºEdição Ano 1985 São Paulo (Traduzido por Waldyr Carvalho Luz).

NOTAS COMPLEMENTARES.
1-Lockmann, Paulo Tarso de Oliveira – Constantino, Zélia. Seguir a Cristo. 1ª Edição 2002, Ed. Bennett.

Seguir a Cristo, página 19, define algumas expressões: “é um sinal visível de uma bênção invisível, instituído por Jesus”. Não há somente um, mas diversos significados claros que eles não são dados simplesmente pela aparência do sinal visível. Por ser visível é muito falho, mesmo que possa ser muito rico. Só se é capaz de entender o significado pleno à medida que se toma intimidade com o Senhor do batismo, através da aparência de vida cristã, comparada com o estudo e meditação sobre a palavra de Deus. Alguns desses significados são:

a - Sinal visível, pressupõe uma representação material, expressão graciosa do amor de Deus, que está além da fé, mas é por ela remitido ao plano espiritual da
comunhão com Deus. No caso do batismo, esse sinal é a água.

b - Benção visível, é exatamente a dádiva que não se vê e nem se toca, mas é sentida com todas as forças do ser humano e é expressa de forma visível pelo sinal descrito acima.

c - Ordem, (ordenação), tudo que o Senhor Jesus determina tem por finalidade a vida perfeita. Os sacramentos também são ordenados por proporcionar vida abundante. Assim, não são menos sagrados o matrimônio, a vocação, a fraternidade cristã, etc. Deve-se observar, no entanto, que os sacramentos não são mais sagrados do que a própria vida.

d - “Batizar em nome de ...”, a expressão hebraica “em nome de” quer dizer: ser tal qual”, sendo submisso à vontade de, vivendo de baixo dos padrões de. Nesse sentido, o batismo cristão não é apenas sinal e conseqüência de arrependimento, mas para as crianças, é sinal de consagração, de iniciação delas na fé e na comunidade e família e corpo de Cristo. Cremos que Jesus, por exemplo, jamais pecou. Portanto, não podemos entender o seu batismo a não ser como de consagração e dedicação a
Deus e a sua vontade.

2-Batismo cristão, Landes, Philippe, página 24. Define o batismo como sendo o sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito santo, simboliza o lavar da regeneração efetuada no pecador, é a instrumentalidade do Espírito Santo. E, ao mesmo tempo significa e sela a união do regenerado com Cristo e sua participação das bênçãos do pacto da graça e a sua promessa de pertencer ao Senhor.

3 -Confissão de fé de Westminster e catecismo, página 53. Define o batismo como sendo um sacramento do novo testamento instituído por Jesus Cristo, não é só para solenemente admitir na igreja a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça de sua união com Cristo. Da regeneração, da remissão dos pecados e também de sua consagração a Deus por Jesus Cristo a fim de andar em novidade de vida.

4-BRAND, L. EUGENE. No livro Batismo uma perspectiva pastoral, pag. 14, assim afirma: Paulo escreve sobre a dimensão corporativa da vida batismal: Nós nos tornamos parte da família dos batizados em Cristo- uma família com pessoas que têm vários dons e, portanto, diferentes responsabilidades; uma família tão intimamente unida a Cristo, que pode ser chamada de seu corpo, órgão de continuidade de sua missão no mundo(1º Co 12.12:31).Como membros dessa família, os cristãos vivem mediante a um só Espirito e não pelas distinções que têm vigência no mundo (Gl 3.26:28). “Eles já são parte da grande reconciliação de todas as coisas em Cristo que Deus efetuará na era vindoura”.

5- Defino o batismo como sendo o sacramento no qual nós consagramos, unindo-nos à Deus e nos purificando simbolicamente com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essas pequenas porções de água têm o seu significado, representando assim a palavra de Deus, que por intermédio da palavra nós somos purificados, e com esta demonstração pública de fé, significa e sela a nossa união com Cristo, tornando-nos participantes das bênçãos do pacto da graça, e a promessa de pertencermos ao Senhor.

1.Cânones da Igreja Metodista, Ano: 2002 página 37 do batismo:
O batismo não é somente um sinal de profissão de fé e marca de identificação que distingue os cristãos dos que não são batizados, mas é também, um sinal de regeneração ou de novo nascimento.

O batismo de criança deve ser conservado na igreja.

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