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Rio, 17/7/2016
 

John Wesley e os Pais da Igreja - Parte 6 – Irineu de Lyon (130-202)

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Seguindo a lista de John Wesley ao Dr. Conyers Middleton, temos estudados os principais Pais da Igreja. 

Os Pais da Igreja foram cristãos que viveram no final do I século até o VII século e deixaram um legado de testemunhos, santidade e escri-tos doutrinários.  

John Wesley cita os seguintes Pais: “Clemente Romanos, Inácio, Policarpo, Justino Mártir, Irineu, Orígenes, Clemente Alexandrinus, Cipriano, aos quais eu acrescentaria Macarius e Efraim Syrus”

No último artigo estudamos Justino Mártir. Seguindo a ordem de Wesley, conheceremos hoje Irineu (130-202). 

Irineu foi bispo de Lyon. Nasceu provavelmente em Esmirna, na Ásia Menor, por volta de 130. Viveu em uma época dilacerada por heresias que colocavam em risco a unidade da Igreja na fé. Foi discípulo de Policarpo - que havia conhecido pessoalmente o apóstolo João e outras testemunhas oculares de Jesus. Irineu foi, sem dúvida, o escritor cristão mais importante do século II. Foi o primeiro a procurar fazer uma síntese do pensamento cristão, cuja influência se faz notar até nossos dias. Seu nome significa "paz"e lutou para a preservação da paz e da unidade da Igreja. Era um homem equilibrado e cheio de ponderação. Escreveu ao Bispo Vítor de Roma, aconselhando-o mui respeitosamente a evitar toda e qualquer precipitação no que dissesse respeito às comunidades cristãs da Ásia. 

A Florino, seu amigo de infância que se tornou agnóstico, escreveu: “Não te ensinaram estas doutrinas, Florino, os presbíteros que nos precederam, os que tinham sido discípulos dos apóstolos. Eu te lembro, criança como eu, na Ásia inferior, junto a Policarpo ... Recordo as coisas de então melhor que as recentes, talvez, porque aquilo que aprendemos em crianças parece que nos vai acompanhando e firmando em nós segundo passam os anos. Poderia assinalar o lugar onde se sentava Policarpo para ensinar ... seu modo de vida, os traços de sua fisionomia e as palavras que dirigia à multidão. Poderia reproduzir o que nos contava de seu trato com João e os demais que tinham visto o Senhor; e como repetia suas mesmas palavras ... Eu ouvia tudo isto com toda a alma e não o anotava por escrito porque me ficava gravado no coração e continuo pensando-o e repensando-o, pela Graça de Deus, cada dia”.

Irineu aparece pela primeira vez nos documentos antigos como o portador de uma carta dos confessores de Lyon para a Igreja de Roma (bispo Eleutério, c.174-189), na época da perseguição do ano 177.  Esta carta pedia tolerância para os montanistas da Ásia Menor.  Em uma carta pessoal preservada por Eusébio de Cesaréia (Hist. eccl. 5,20,4-8), Irineu conta que tinha vívidas lembranças de Policarpo, o bispo de Esmirna, que fora discípulo do apóstolo João.  Isto era altamente significativo para Irineu, uma vez que Policarpo o colocava em contato com a era apostólica.  

       Possivelmente por volta do ano 170, motivos familiares, pessoais ou missionários o levaram a Roma e depois para Lyon (Lugdunum), no sul da Gália, atual França, onde ele se tornou um presbítero.  Após a sua missão em Roma no ano 177, Irineu retornou para Lyon e descobriu que o bispo Potino havia sido martirizado, sendo então escolhido para ser o seu sucessor.  Como bispo de Lyon, Irineu liderou a igreja daquela cidade, defendeu o seu rebanho contra as heresias e lutou pela paz e unidade da Igreja Cristã como um todo.  Esta última preocupação o levou a intervir na controvérsia pascal (c.190), quando Vítor, o bispo de Roma (189-198), ameaçou excomungar as igrejas da Ásia Menor por causa de um desentendimento referente à data da celebração da Páscoa.  Por esta razão, Eusébio declara que Irineu portou-se à altura do seu nome, porque provou ser um verdadeiro pacificador ou eurenopoios (Hist. eccl. 5,24,18). Irineu combateu tenazmente a seita dos Gnósticos com seu livro mais famoso: “Sobre a detecção e refutação da chamada Gnosis”.

Fontes:

Santo Irineu, Evangelho Quotidiano. In. http://evangelhoquotidiano.org

A divina Tríade: Irineu de Lyon e a Doutrina de Deus. Portal Mackenzie. In. http://www.mackenzie.br/6930.html

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