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Rio, 20/8/2016
 

John Wesley e os Pais da Igreja - Parte 11 – Efrem, o Sírio (306-373)

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Hoje conheceremos o último Pai da Igreja citado por John Wesley: Efrem, o Sírio (306-373).

Efrem, o Sírio, nasceu de pais cristãos, provavelmente em Nísibe, Síria (atual Nusaybin, na Turquia, fronteira com a Síria), por volta do ano 306 d. C.

Foi educado pelo bispo Tiago (303-338), primeiro bispo da cidade, que foi seu tutor e que participou do Concílio de Nicéia no ano 325. Com ele aprendeu a defender a ortodoxia da Igreja, que lhe seria de grande utilidade no fim da vida. 

Nasceu e habitou numa região limítrofe do Império Romano, onde havia uma comunidade judaica influente, profundo contato com a cultura mesopotâmica, e em que o siríaco, um dialeto aramaico, era língua corrente e o cerco dos exércitos persas uma constante ameaçadora. 

Sua ordenação ao ministério pastoral foi no ano da morte de Tiago, em 338 (que o havia nomeado "intérprete", ou seja, comentador das Escrituras), e continuou servindo aos sucessores do antigo bispo como professor de doutrina, poesia e canto, principalmente na Escola de Nísibe, fundada em 350, terminando por ser deportado com toda a comunidade cristã da cidade para Edessa (atual Şanlıurfa, na Turquia), no ano 363. 

Efrem fez parte de um grupo de ascetas de tradição siríaca chamado "Filhos da Aliança", onde teria servido sob o título de diácono. Ao que tudo indica as regiões desérticas da Síria já eram habitadas e percorridas por anacoretas (monges solitários) e, mesmo que Efrem não tenha sido um deles, chegou certamente a conhecê-los, pelo que compôs em siríaco o "Elogio dos Solitários da Mesopotâmia".

Efrem aproveitou o seu período em Nísibe, principalmente, para produzir a maior parte da sua obra de hinos doutrinários, teológicos, litúrgicos, e ascéticos.

Tributário das influências dos rabinos judeus, da filosofia grega e das tradições simbólicas mesopotâmicas, vivendo a maior parte da vida numa encruzilhada limítrofe de tantas culturas que se entrelaçavam, a obra de Efrem tem o mérito de ser original, sem perder a fidelidade à ortodoxia da igreja. 

Combateu sem trégua as heresias que infestavam a nascente igreja cristã. Reuniu em torno de si muitos jovens persas que vieram aprender com ele e se tornou o maior expoente daquela que ficaria conhecida como a Escola dos Persas. Dava especial ênfase às palavras e aos símbolos. Amante da música, interessava-lhe sobremaneira a linguagem própria das palavras e dos sons e atribui-se a ele a frase: "Deus revestiu-se de nossa linguagem, de modo a poder vestir-nos com Seu modo de vida". 

Efrem morreu em Edessa, no dia 9 de junho de 373. A obra de Efrem, entretanto, mais do que apenas resistir à passagem dos séculos, conseguiu ser cada vez mais respeitada e difundida. Mesmo tendo sido concebida num contexto à margem do Império e da cultura greco-romana, sua obra pautou-se pela criatividade e pelo respeito à ortodoxia da Igreja. Assim, mesmo em vida, Efrem já obtia o reconhecimento dos cristãos espalhados pelo mundo conhecido de então, o que é um fato único na era primitiva da Igreja, já que todos os outros Pais não tiveram em vida um reconhecimento tão unânime e universal como Efrem teve. 

Também ficou conhecido como o "Profeta dos Sírios" e a "Cítara do Espírito". Jerônimo incluiu Efrem em seu livro De viris illustribus, dizendo que as obras do sírio eram lidas na igreja após a leitura das Escrituras, e que ele próprio teria lido, na versão grega, o seu livro sobre o Espírito Santo. 

Estima-se que cerca de 400 dos seus Hinos chegaram até nós. Muitos deles continuam sendo utilizados na liturgia da Igreja Ortodoxa.

Não somente na época de Wesley, mas atualmente renovou-se no cristianismo, um interesse na vida e na obra de Efrem, o Sírio. Novos estudos continuam sendo desenvolvidos para recuperar e entender melhor a obra magistral deste grande servo do Senhor.

Fonte: Vida e Obra de Efrem, o Sírio. Disponível em http://www.e-cristianismo.com.br/historia-do-cristianismo/biografias/efrem-o-sirio.html

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