IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 11/9/2016
 

A vida cúltica dos primeiros cristãos

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

As primeiras referências bíblicas dizem que os discípulos viviam na comunhão do pão e na oração perseverante (At 2.42).

No início do segundo século, a igreja passou a usar a disciplina de Arcano. Disciplina do Arcano, Disciplina do Segredo, ou Lei do Arcano, é o termo teológico para expressar o costume que prevaleceu na Igreja Primitiva, na qual o conhecimento dos mistérios da religião cristã era, por medida de prudência, cuidadosamente mantido oculto aos gentios, aos não-iniciados e até mesmo aos que se submetiam à instrução na fé, para evitar que aprendessem algo que pudessem fazer mau uso, o costume pendurou-se até o séc. VI.

 Os mistérios cristãos eram celebrados secretamente para que não se paganizassem e se mantivessem no seio da Igreja. Os gentios não participavam. Os que podiam gozar de tais mistérios, os “sacramentos”, eram os já catequizados e batizados e não os catecúmenos. 

No serviço litúrgico do primeiro século (At 13.2); a igreja se reunia em casas ou em lugares ocultos (como catacumbas), devido à perseguição. 

As casas dos cristãos onde ocorria a “liturgia”, ou seja, o oficio ou serviço de adoração a Deus, ficaram conhecidas como Domus Eclesiae que mais tarde virá a se tornar Domus Dei, edifícios só para o culto cristão.

Celebravam no primeiro dia depois do sábado, quando Paulo diz para partir o pão (At. 20.7). Pegaram a prática judaica de ler a Palavra de Deus nos cultos. Faziam à leitura dos profetas, das epístolas dos apóstolos, das cartas que dirigiam às igrejas. Estas leituras eram explicadas, conforme João, que, conduzido a Éfeso, limitou-se a esta exortação: “Meus filhos, amai-vos uns aos outros”. Desta prática de explicar o que era lido no Texto Sagrado, deriva a realização das homilias e sermões.

Vejamos os primeiros registros sobre a liturgia o que dizem os Pais Apostólicos da Igreja.

Justino Mártir, (103-167) escreveu: “No chamado Dia do Sol todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar; em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo”.

Sobre a reunião dos primeiros cristãos para culto ele descreve: “Leem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos”. “Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água”.

“O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem!”. “Distribui-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta comunhão aos ausentes”.

“Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades”. 

“Celebramos nossas reuniões no Dia do Sol, porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos”.

Outro atestado é de:

Inácio de Antioquia, (†110), que  a caminho de  Roma para ser martirizado escreveu Cartas às igrejas de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna. 

“Abstêm-se eles da eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos¬sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou.”

Ireneu de Lião (130-202) escreveu sobre a eucaristia: “(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo sacrifício da Nova Aliança, sacrifício que a Igreja recebeu dos apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da terra ao Deus que se nos dá em alimento como primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. ...O que equivale dizer com toda clareza que o povo primeiramente eleito (os judeus) não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um sacrifício puro e que seu nome seria glorificado entre as nações.” 

Outro registro é o Didaqué. Didaqué é um catecismo cristão que fora escrito por volta do ano 70 a 120 d.C., um dos mais antigos registros do cristianismo. Fala nos do culto cristão e da celebração dos primeiros crentes, após transcrever regras a respeito da celebração da eucaristia; diz: “Que ninguém coma nem beba da eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor, pois sobre isso o Senhor disse: “Não deem as coisas santas aos cães”. 

Também diz sobre a reunião dos crentes: “Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro”. 

O culto mais tradicional, histórico e bíblico é aquele em que a igreja se reúne para ouvir a Palavra de Deus e partir o Pão. Esta era a prática em todas as igrejas primitivas, em todas as suas reuniões. 

Fonte: http://www.veritatis.com.br.

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