IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Reflexões
Rio, 18/9/2016
 

A Igreja do Novo Testamento

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

A Igreja do Novo Testamento é muito diferente da atual igreja cristã. A começar pelo espaço sagrado. Ela não possui. Não há templo cristão, nem altar, ou mesa especial para santa ceia. Não existem torres, sinos, púlpitos ou genuflexórios. 

Da mesma forma não existe a figura do pastor com ornamentos, ou corais, ou ministério da Música. 

Ela é chamada de Casa de Deus (Hb 3.6). Mas não há casa material. É uma igreja peregrina que se reúne nas casas dos seus membros (Fm 1.2).

Não existe estrutura distrital, regional ou nacional. A única estrutura é sua doutrina. Ela permanece na doutrina dos apóstolos (At 2.42).

Mas nada disso era restrição para o seu crescimento. A Igreja tinha um poder sobrenatural que gerava seu crescimento numérico. Muitos aceitavam Jesus e eram batizados (At 4.4).

Era uma igreja cercada por sinais e maravilhas. Todo culto havia manifestação de milagres (At 2.43). 

Mas tarde ela entende que era necessária a existência de dois ramos: o ramo judaico e o ramo gentio (At 15). O ramo judaico permaneceria na pratica judaica, assim como os apóstolos. O ramo gentio guardaria apenas quatro ordenanças: “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá” (Atos 15.29).

Somente mais tarde, com o bispo Clemente de Roma (35-100), que a igreja decidiu ter a seguinte ordem hierárquica: Bispo, pastor e Diácono.

O Culto era simples. Seguindo as ordens do Senhor a Igreja se reunia para partir o pão. Todo encontro era celebrada a Ceia do Senhor para lembrar sua morte (I Co 11.26). O livro Didaqué (70-120) vai chamar esta refeição sagrada de Eucaristia (dar graças).

Duas partes existiam no culto: liturgia da Palavra a semelhança da sinagoga judaica e a liturgia da eucaristia ordenada pelo Senhor Jesus.

Na liturgia da Palavra a igreja ouvia a Palavra de Deus, havia uma breve explicação e terminava com uma intercessão. Na liturgia da eucaristia os elementos eram trazidos à frente, consagrados com uma breve oração e distribuídos. Estas duas partes eram acompanhadas de cânticos e orações. A comunhão e o amor eram os sinais de unidade da igreja.

A Igreja não tinha prédios ou templos. Mas seus membros eram verdadeiros templos vivos. A igreja tinha a graça para crescer, se multiplicar, fazer discípulos. Era um crescimento explosivo para a glória de Deus.

Alguns grupos se reuniam nas catacumbas fugindo da perseguição. Seus líderes eram presos e mortos. Todos se consideravam peregrinos. A liderança era diversificada. Uns eram chamados de apóstolos, outros mestres, outros pastores, outros evangelistas e outros profetas (Ef 4.11). Não existia seminário teológico. A formação era na vida e no discipulado. 

A igreja era a multiforme sabedoria de Deus (Ef 3.10). A relação entre Cristo e a Igreja era um grande mistério (Ef 5.32).  

Tenho lido muito sobre a igreja primitiva, sua simplicidade e crescimento. Hoje vejo muitos segmentos que buscam sua identidade e fundação nesta igreja dos apóstolos. Mas infelizmente, parecem ser de DNA diferente. Encontramos um cristianismo bem estruturado, com cantores e corais, com prédios e ornamentos, contudo, muito longe da simplicidade, do discipulado e do crescimento por conversão que encontramos no Novo Testamento. “A Igreja moderna foi tão diluída, como o remédio homeopático na água, que só sobrou água, e nada da igreja”.

Que possamos viver a simplicidade do Evangelho e sinalizar o Reino de Deus no meio de tantos reinos mundanos, inclusive o falsamente chamado reino eclesiástico. 

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.