IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 25/9/2016
 

A liturgia e os problemas do mundo

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

A liturgia marca o encontro de Deus com o homem por meio do Senhor Jesus Cristo com a orientação e sabedoria do Espírito Santo.

Este encontro, contudo, não é egoísta e individual. É um encontro da comunidade que adora e celebra. Mas também é um encontro com Deus onde apresentamos nossos problemas e os problemas do mundo. 

O Plano para a Vida e Missão da Igreja diz: “O Metodismo demonstra permanente compromisso com o bem estar da pessoa total, não só espiritual, mas também em seus aspectos sociais (Lc 4.16‐20). Este compromisso é parte integrante de sua experiência de santificação e se constitui em expressão convicta do seu crescimento na graça e no amor de Deus. De modo especial os metodistas se preocupam com a situação de penúria e miséria dos pobres. Como Wesley, combatem tenazmente os problemas sociais que oprimem os povos e as sociedades onde Deus os tem colocado, denunciando as causas sociais, políticas, econômicas e morais que determinam a miséria o a exploração e anunciando a libertação que o Evangelho de Jesus Cristo oferece às vítimas da opressão. Esta compreensão abrangente da salvação faz com que os metodistas se comprometam com as lutas que visam eliminar a pobreza e a exploração e toda a forma de discriminação (Tg 5.1‐6; Gl 5.1)”.

Não apenas as ações da Igreja, mas o culto ao Senhor precisa estar sempre relacionado com as necessidades do mundo.

Os problemas, desafios e necessidades das pessoas, comunidades e países precisam estar no momento da intercessão.

A Igreja primitiva em sua liturgia da Palavra herdada da sinagoga tinha três partes: leitura da palavra de Deus, explicação da leitura e intercessão (Justino Mártir 150 d.C). 

Hoje na liturgia metodista temos a última parte do culto voltada para a dedicação. Alguns pastores colocam neste momento um espaço reservado para intercessão.

É justo que oremos por nossas dores e sofrimentos. É importante apresentar nossas necessidades privadas a Deus no altar. Mas devemos também ampliar o clamor pelo o mundo.

Os dirigentes devem ler a Bíblia e os jornais antes de ir à Igreja. Os problemas do bairro e da comunidade são partes importantes da liturgia. Como metodistas não somos alienados das situações sociais.

O ministério profético do anúncio e da denúncia precisa fazer parte da pregação e das orações. Cremos na intervenção do trabalho através das muitas atividades sociais da Igreja. Mas cremos no poder da oração que sustenta, e nos dá discernimento para agir diante dos muitos desafios. 

Nosso permanente compromisso com o bem estar da pessoa total deve ser percebido em nossos momentos de clamor.

A situação de penúria e miséria dos pobres precisa ser colocada diante de Deus.

Na liturgia também há espaço para recados. Neste momento poderemos divulgar as dores da sociedade e as ações da Igreja. Podemos estimular a ação e a oração. Quantos refugiados estão sofrendo? Como está o crescimento da violência em nosso país? Aumentou o número de pessoas em miséria? O que a Igreja tem feito?

O Evangelho, na pregação, deve falar da libertação integral. Os cânticos também precisam refletir nossa esperança em Deus e nossa ação diante das dificuldades.

A dor do próximo precisa fazer parte da liturgia que espera a manifestação concreta do Reino de Deus.

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