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Rio, 5/11/2016
 

32º Domingo Comum - Ano C – Filhos e Filhas da Ressurreição – Lucas 20.27-38

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Irmãos e irmãs; feliz Domingo com o Senhor Jesus. 

O Evangelho de hoje apresenta o confronto dos Saduceus com o Senhor Jesus. O tema é a ressurreição dos mortos. Como os Saduceus não acreditavam na vida eterna, Jesus deixa claro que Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos e todos que morrem em Cristo permanecem vivos no céu para a glória de Deus. É um texto que fala de esperança e fé na vida com Cristo após a morte. 

Os Saduceus pertenciam a uma escola filosófica judaica (uma seita) nascida no segundo século antes de Cristo. Vieram da família sacerdotal dos filhos de Zadoque. Pertenciam a classe rica e dominante de Israel e estavam profundamente envolvidos com o poder político e religioso. Ocupavam a maioria das cadeiras do Sinédrio (espécie de assembleia legislativa dos judeus com 70 cadeiras no total). Não criam em anjos, na ressurreição dos mortos, na vida eterna. Era um grupo de intelectuais que usavam da religião para alcançar o poder político.  

Vão ao encontro de Jesus para tenta-lo enlaçar com perguntas ardilosas sobre a ressurreição dos mortos (27). A questão levantada era: Se uma mulher foi viúva de sete maridos, quem será seu marido no dia da ressurreição? (28-33). 

A pessoa incrédula sempre irá construir argumentos baseados na incredulidade. Nosso trabalho com o incrédulo é orar para que o Espírito Santo lhe abra os olhos para que possa aceitar a Palavra de Deus e se converter dos seus pecados. 

Os Saduceus estiveram ao lado de Jesus e não aproveitaram a oportunidade de adorar a Deus por causa da incredulidade. A incredulidade nos impede a bênção de Deus (Hb 3.19).

Jesus sabia do ardil dos Saduceus, mas responde a pergunta pensando nos seus ouvintes. 

O Senhor deixa claro que neste mundo as pessoas casam e dão-se em casamentos (34), mas no mundo vindouro, os salvos ressuscitados não se casarão (32). Eles serão como anjos, não podem mais morrer e serão chamados filhos da ressurreição (35-36). 

Na glória de Deus desfrutaremos de um amor além do humano. Viveremos na plenitude do amor de Deus. Seremos família de Deus e todos, filhos da ressurreição. A Benção do casamento será substituída pela bênção da eternidade ao lado de Cristo. 

Todos que aceitam Jesus como Senhor e Salvador serão chamados filhos e filhas da ressurreição. 

Com a nossa morte iremos semear o corpo em corrupção e na ressurreição levantaremos com corpo incorrupto, abençoado e cheio da graça de Deus (I Co 15.42). 

Os Saduceus sempre buscavam seus argumentos nos livros de Moisés, por isso o Senhor argumenta citando Moisés: (37) “...Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”. 

Jesus deixa claro que seria um absurdo Moisés chamar Deus de Abraão, Isaque e Jacó se estes estivessem mortos sem esperança da ressurreição. 

Está claro que (38) “Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para Ele todos vivem”.

A morte não é o fim de nossa vida. É apenas uma passagem para a casa do Pai (Jo 14.1-6). Todos os que morrem em Cristo permanecem vivos no céu aguardando a ressurreição dos mortos. Ninguém fica dormindo no pó da terra. Deus é o Deus de vivos. Em Cristo sempre estaremos vivos. 

Cremos na ressurreição da carne e na vida eterna. Nossa fé em Cristo não pode estar limitada apenas a esta vida (I Co 15.19). Precisamos fortalecer nossa esperança na certeza de que a vida eterna é bênção de Deus para aqueles que morrem em Cristo. Vivamos hoje em fraternidade e caridade, justiça e paz, olhando para as promessas de um novo céu e uma nova terra onde viveremos como filhas e filhos da Ressurreição.

Oração do 32º Domingo Comum: Pai celestial, concede, ó Senhor, que não andemos ansiosos quanto às coisas terrenas, que são passageiras, mas que amemos as celestiais que permanecem para sempre. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. 

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