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Advento Cristão
Rio, 17/12/2016
 

4º Domingo do Advento -- O Emanuel -- Mateus 1.18-25

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Chegamos ao quarto domingo do Advento. O tema celebrado é a Acolhida do Natal.

Mateus deseja contar o que realmente ocorreu no nascimento de Jesus. Suas informações são preciosas. Escreve para mostrar que tudo na vida de Jesus foi segundo as Escrituras Sagradas. Nada em sua existência foi sem propósito. 

Mateus fala do nascimento de Jesus revelando a atitude de obediência de José, o homem escolhido por Deus para acolher e educar o Senhor Jesus. 

José auxiliou o Emanuel a se adaptar ao mundo e realizar o que Deus tinha para Ele. 

Este Evangelho nos ensina que o Natal é a manifestação de Deus ao mundo para salvar os homens e mulheres do pecado e revela que a vontade de Deus exige obediência da parte do ser humano. 

I. A Virgem grávida pelo Espírito Santo

Maria é escolhida por Deus. Mateus inicia a história do nascimento de Jesus com o milagre ocorrido na vida de sua mãe: (18) "estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo".

A palavra "desposada" assinalava um documento muito parecido com o casamento. Era um compromisso matrimonial completo, mas sem relação sexual. Não era um noivado, era um compromisso muito maior e documentado em cerimônia religiosa e civil. Após a cerimônia o noivo tinha a tarefa de preparar casa e a festa e vir buscar a esposa em definitivo. Mesmo não tendo relações sexuais, a mulher já era considerada esposa.

Foi neste momento que Maria achou-se grávida do Espírito Santo. Lucas detalha este acontecimento milagroso (Lucas 1.26-38). Deus escolheu Maria e José. Foram separados para um propósito especial e específico. Além de serem escolhidos, foram fiéis ao projeto de Deus.

Natal fala da soberania divina e da resposta humana. Assim como José e Maria, precisamos ser obedientes ao projeto de Deus, mesmo que esta atitude signifique prejuízos aos nossos projetos humanos.  

II. Atitude de José

Uma mulher grávida antes do casamento era um grande pecado. Ainda mas se ela estivesse comprometida a um homem e ficasse grávida de outro. Este pecado chama-se adultério. Em Levítico 20.10 está escrito: "Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera". 

José tinha o direito de levar sua esposa às autoridades competentes para ser julgada e morta. Era para ele desonroso receber como esposa uma mulher grávida de outro homem. 

Provavelmente Maria falou da visita do anjo, mas José não sabia de nada. Como acreditar numa história dessas? José teve três opções: a) Receber Maria como esposa e ignorar o caso do adultério; b) Denunciar Maria às autoridade para que fosse julgada e morta; c) ou deixá-la secretamente poupando sua vida e receber a culpa de ter engravidado sua esposa e fugido. 

José escolhe a última opção: (19) "Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente".

José foi justo. Não tinha condições para entender o milagre relatado por Maria, mas também não desejou ser o juiz do caso. Era justo e preferiu levar a culpa e deixar tudo nas mãos de Deus.

A melhor decisão é deixar tudo nas mãos do Senhor. Nem sempre fazer justiça com as próprias mãos ou abrir uma situação de contenda é o melhor caminho. Sempre a melhor opção é ser justo e buscar a justiça divina. José acertou em sua decisão. 

III. A Intervenção de Deus

José iria tomar uma atitude baseada em sua justiça. Não queria infamar Maria: (20) "Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. (21)   Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles".

Um anjo de Deus foi guiar José. Ele não precisava temer receber Maria como esposa. Realmente ela estava grávida do Espírito Santo. 

José deveria colocar na criança o nome de Jesus. Este nome significa "Salvação de Deus". Fala da missão do menino: "porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles". A gravidez de Maria não seria um prejuízo ou uma desonra para José. Seria um presente de Deus. 

A profecia de Isaías 7.14 estaria se cumprindo em suas vidas: (23) "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)".

Existem momentos que necessitamos da intervenção de Deus para reconhecer o caminho certo. Deus interviu na vida de José e isso possibilitou discernimento. Sem a revelação de Deus, tendemos a errar o caminho.

Conclusão: 

José é obediente. (24) " Despertado do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. (25)  Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus".

José recebe Maria e respeita sua virgindade e gravidez santa sem ter relações sexuais. Enquanto Maria estava grávida, José não a conheceu. Somente depois como diz o Evangelho.  

Deus ministra muitas revelações, mas exige nossa obediência. A vontade de Deus só será possível se aceitarmos em obediência o que Ele deseja para nós. 

O Natal fala do amor de Deus, da coragem de Maria e da obediência de José. Precisamos, neste Natal, aceitar o amor de Deus, corajosamente nos entregar aos seus planos e propósitos e obedecer o rumo que Ele deseja para a nossa vida. 

A maior alegria do Natal é estar no centro da vontade de Deus. 

Oração final: Ó Deus Onipotente, purifica a nossa consciência com tua visitação diária, para que o teu Filho Jesus Cristo, na sua vinda em glória, encontre em nós a morada preparada para Si; o qual vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. 

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