IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 8/4/2017
 

Creio na Cruz de Cristo

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

          Há uma manifestação do pensamento contemporâneo, muito forte, falada no meio da população em geral, em especial entre os cristãos evangélicos e nós metodistas, "cruz credo.”

          Esta expressão é uma interjeição. O seu significado é de espanto diante de um fato. Medo quando enfrentamos uma situação que escapa o nosso controle. Também pode significar nojo e repugnância de algo desagradável. 

          A Cruz, para nós, é símbolo de Salvação divina, Cl 2.14 "...tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós...removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz..." O Credo Apostólico representa o resumo da nossa fé. Leia no HE, página 548. Cruz Credo, para os primeiros cristãos significava "creio na Cruz de Cristo". Tenho a impressão que para nós, hoje, não passa de uma espécie da amuleto de exorcização  diante de um fato que nos incomodou ou nos tirou do controle da situação.

          A cruz não foi uma surpresa para Deus. Como não foi uma surpresa o homem se render ao pecado. A cruz não foi um improviso de última hora para recuperar o controle do Plano da Salvação. Como não foi um acidente na vida de Jesus. Em 1 Pe 1.18-20 "...sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento..., mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo..." A cruz, não foi e não é um "tapa buraco" da parte de Deus, com o objetivo de resolver um impasse criado pela desobediência humana.

          Jesus, veio para ser executado para que a graça de Deus se manifestasse em todos nós. Em Rm 5.18: "Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para a condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação que dá vida." Não foi o diabo quem matou Jesus, foi Deus quem designou-lhe a morte desde o início de tudo. Em Ap 13.8b "...Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." Definitivamente a cruz não é um símbolo para ser carregado no peito como símbolo de exorcismo do mal.

          A cruz é mais que um símbolo, é a presença de Deus na minha vida, testemunhada pela força da minha fé nEle. Em, Gl 2.20: "...logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.

          Este símbolo deve estar gravado no nosso coração. É na cruz de Cristo que a minha nudez fica exposta. A cruz, para nós é lugar de humilhação e vergonha dos meus pecados. Quem matou Jesus não foi a multidão que gritou "crucifica-o". Fui eu e você, nós fomos os culpados, nós que fomos absolvidos pela graça imensurável de Deus. Amor sem limites, que não considerou o nosso labor inútil, para compensar a nossa desobediência diante do Senhor. Ela não é politicamente correta. A cruz desagrada a todos nós. Ela mostra quem verdadeiramente sou eu. Lá está declarada a minha morte: "já não sou eu quem vive Cristo vive em mim". O velho homem que está dentro de você luta para não morrer. Na cruz o velho homem fica desempregado e envergonhado. Mas é na ressurreição que o novo homem torna-se rico e feliz.

          A cruz na testa não atesta a minha salvação. O resultado da cruz deve ser manifesto no coração de todos nós. Em 2 Co 5.15 "Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." Pregar a cruz, anunciar o evangelho, não é a mesma coisa que ser pregado na cruz. Deus nos com- vida a pregar o nosso eu na cruz para que Cristo possa ser retirado de lá. Caso contrário Ele não ressuscitará em nossas vidas.

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