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Rio, 13/8/2017
 

“QUE MORTE PIOR HÁ PARA A ALMA DO QUE A LIBERDADE DO ERRO?" - Agostinho de Hipona ( 354 - 430 )

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

Agostinho de Hipona (em latim:   AureliusAugustinus  Hipponenses) é mais conhecido co-mo Santo Agostinho. Ele Foi um dos mais importantes  teólogos  e  filósofos dos primeiros anos do cristianismo. Suas obras foram muito influentes e foram de fundamental importância para o desenvolvimento do cristianismo e da filosofia ocidental. Ele foi bispo de Hipona, uma cidade na província romana da África (na atual Argélia). Escrevendo na era patrística, ele é amplamente considerado como sendo o mais importante dos Pais da Igreja no ocidente. Suas obras-primas são "A Cidade de Deus" e "Confissões", ambas ainda muito estudadas atualmente.              

A frase que dá título ao nosso escrito pertence à ele. Na dicotomia “Morte da Alma” e Liberdade do Erro”, encontramos um farto material para uma reflexão desafiadora. Desde o princípio o ser humano vive o dilema de fazer escolhas. Deus o criou para  viver livremente no Jardim do Éden, cuidando de toda a criação. Deus deu todas as informações e recomendações para uma boa mordomia. Inclusive falou do fruto de uma árvore que não deveria ser tocado, pois traria a morte: “...dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais” (Gn 3: 3). Embora Eva tenha argumentado com a serpente, conforme orientação de Deus, ela cedeu a sedução de “ser como Deus”. O pecado sempre nos seduz com “vantagens”. A queda foi inevitável. A desobediência os privou da permanência no Éden.    

Quando Josué entrou com o povo de Israel na Terra Prometida, deixou o povo livre para fazer sua escolha: “ Escolheis hoje a quem sirvais... eu e a minha casa serviremos ao Senhor”(Js 24: 15). Nesse caso, o povo se aliançou com Josué em servir ao Senhor (v. 16). Toda escolha tem as suas consequências. Quando são feitas em Deus, tem resultados 

No Cap. 5 de Gálatas, o apóstolo Paulo nos fala da luta da carne contra o espírito.  A palavra grega que o Novo Testamento usa para “carne” é σαρξ (sarx), e para espírito é πνευμα (pneuma). No v. 1: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou”, vemos a declaração feita pelo após-tolo, acompanhada do apelo a que permaneçam nessa liberdade e que não se envolvam nova-mente com a escravidão. 

Havia na igreja Gálata uma forte corrente judaizante que pretendia levar a igreja de volta aos ritos da lei mosaica, como o da circuncisão.  Sob um certo aspecto é mais fácil viver como escravo do que fazer uso adequado da liberdade (por exemplo, Israel no deserto, desejando retornar ao Egito). Paulo  afirma aos cristãos da Galácia, que Cristo os libertou para a liberdade. O apóstolo evoca aqui, João 8: 36: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Cf. o v. 13, “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne”.  

Nossa liberdade é inerente à vocação cristã para a salvação e  não deve ser convertida em libertinagem. Isto é o que acontece quando a liberdade é considerada como oportunidade para a carne satisfazer seus apetites. Segundo o    v. 16:  “ Andai no Espírito”, desse modo os crentes podem elevarem-se acima das limitações da carne, assim evitando a realização dos desejos dela. A promessa é enfática – e “jamais satisfareis” as suas concupiscências. O Espírito e a carne são opostos entre si. “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6: 24). É necessário fazermos uma escolha.

Por fim, no v. 24: “Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas concupiscências”. Só em Cristo vencemos a carne. Sem Ele, estamos à mercê da vontade da carne. Estar em Cristo ou na carne, é uma escolha. É muito comum ouvirmos a expressão: “A CARNE É FRACA”. Essa afirmação é uma desculpa que nos mantem cativos do pecado. Cristo levou na sua carne crucificada, os nossos pecados. Que possamos sempre em Cristo, crucificá-los para vivermos uma vida, de fato, livre.

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