IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Rio, 2/9/2017
 

Nós e a Missão no Reino de Deus

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

Vivemos tempos difíceis, onde a crise, a miséria, as drogas, a corrupção, que se instalou em nosso país, está afetando todos os brasileiros. Estamos envergonhados, com o coração partido prosseguimos com esperança de que um dia as coisas vão mudar. "Nós brasileiros não desistimos nunca". Este sentimento nos acompanha quando esperamos conseguir uma casa própria, uns esperam viver uma vida melhor longe da violência urbana, há aqueles que só querem a terra para plantar, outros, o emprego, entre outras expectativas.
          Em Isaías 40.3, "voz que clama no deserto: arai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda ao nosso Deus." Esta mensagem de esperança que é transmitida ao povo escravizado e subjugado na Babilônia, que aguardava a libertação.
          O mesmo Deus que libertou e levou de volta o povo escravizado na Babilônia, levando-os de volta para Israel é lembrado por João Batista, no Novo Testamento, chamando o povo para mudar e se converter dos seus maus caminhos, pelo batismo da nova aliança com o Senhor. O povo no tempo de João Batista estava desanimado e sem esperança, as razões eram muito grandes. 
O tempo passou, o esfriamento da fé se esvaiu. Apenas a lembrança do passado, ainda suspirava nos corações do povo. Dominados pelos invasores, oprimidos pelo Império Romano. A pobreza era um impedimento para que oferecessem sacrifícios a Deus. O produto de sua terra era tomado como pagamento de impostos ao Imperador.
          A esperança de um novo tempo estava condicionada a possibilidade do cumprimento da promessa, Is 42.1-9 "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele a meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios. Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina." O anúncio feito aos pastores que se encontravam  nas campinas, realizando o seu penoso trabalho de pastorear as ovelhas, mostra-nos esta realidade, Lc 2 10-11 "...Eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." 
          A pregação de João Batista sugere que está chegado a hora do cumprimento das promessas de Deus. João Batista era o precursor, aquele que vinha anunciando a chegado do Messias, (Jo 1.6,7). João, vendo Jesus passar com dois discípulos diz: Jo 1.36 "Eis o Cordeiro de Deus..." É justamente na população pobre e oprimida que a sua mensagem encontra crédito e esperança, a mesma receptividade encontrada nos pastores de Belém que estavam nas campinas.
 João Batista preparava as multidões o arrependimento dos pecados, batizando na beira do rio Jordão, anunciando que aquele que haveria de vir, era maior do que ele. Este ritual de adesão apontava para Jesus, (Jo 1.25-29), que haveria de dar-lhes a salvação completa. Mt 3.11 "Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo."
 As multidões reconhecendo o ministério que estava delegado a Jesus, dirigem-se a Ele com expectativa de que se tornasse realidade a longa espera de sofrimento e opressão. Veja: Mc 1.24 "Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!" A recepção feita a Jesus, na festa da Páscoa, em Jerusalém, deixa bem claro para nós, Lc19.38 "...Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor!"
          Como o povo de Israel, nós, nos dias de hoje, também estamos esperando que as promessas de Deus se cumpram. A esperança continua sendo o alento das multidões que padecem. Eu e você sabemos que a Salvação já veio, e temos respostas através da Bíblia, para todo aquele está neste mundo de incertezas, insegurança e medo. Só o Evangelho pode restaurar as forças e a esperança das multidões que não sabem para onde ir.
Nós como igreja, precisamos recuperar a vitalidade com entusiasmo, a experiência de ser revestido pelo Espírito Santo, sem deixar que nossas tradições nos acomodem nas experiências passadas. É tempo de enfatizar a fé e suas obras como conseqüência das ações do Espírito do Senhor sobre as nossas vidas. Relembrar a nossa história é a forma de nos lembrar do caminho que os nossos irmãos que nos antecederam, trilharam semeando o Evangelho e alcançando a muitos. Sem o Espírito Santo agindo em nossa vida não teremos forças para cumprir essa missão. Deus nos chama a ser profetas no meio do caos, Os 10.12 "Então eu disse: semeai para vos outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós." Chegou a hora de deixarmos de nos ocupar com questões domésticas que nos desviam do objetivo principal. Cabe a todos nós ser arautos da verdade que liberta, Jo 8.36 "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." e Jo 8.32 "...Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." Só o amor de Deus pode reconciliar a humanidade com Deus e nós sabemos disso e precisamos anunciar.

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