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Rio, 9/9/2017
 

O Mito de Sísifo e a Nossa Eternidade

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

Sísifo é um personagem da mitologia grega que ficou conhecido por ter sido condenado pelos deuses, por toda a eternidade, a rolar uma grande pedra até o cume de uma montanha. Quando ele alcançava o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida, invalidando por completo todo o  seu penoso esforço.

Esse mito deu origem a expressão “trabalho de Sísifo”,  empregada para apontar qualquer tarefa que envolva esforços longos, repetitivos e fadados ao fracasso – além de nunca levar a algum resultado útil. É o “enxugar gelo”. O mito serviu de   base para o famoso livro do escritor argelino, Albert Camus (1913-1960), “O Mito de Sísifo” e sua “filosofia do absurdo”, como uma metáfora para ilustrar a existência humana. Há uma animação de 1974 (http://www.dailymotion.com/video/x24j64s) de Marcell Jankovics, feita com traços desenhados à mão, que foi, inclusive indicada ao Oscar naquele ano.

Este mito de Sísifo, nos faz pensar muito sobre nossa vida cristã. Eu gostaria de refletir sobre o trabalho eterno e inútil de Sísifo, não no contexto de nossa eternidade, mas usá-lo como em nosso dia a dia da fé.

Na epístola de Paulo aos Efésios ele afirma: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9). Há um grande engano no mundo hoje, pois muitas pessoas crêem que a salvação está ligada a boas obras e caridade, acreditando que, para entrar no Reino de Deus basta ajudar os necessitados.  A Bíblia recomenda sim amar ao próximo. É dever ajudá-los, porém, não podemos considerar isso como critério de salvação, pois somos salvos pela graça de Deus, um favor não merecido. Cristo foi crucificado em nosso lugar, e nos trouxe a salvação. A salvação não é pelo que nós fazemos, não importando a qualidade ou intensidade, mas pelo que Cristo fez.

Tudo que fizermos, todo o nosso trabalho, não deve ser feito almejando reconhecimento, mas deve ser realizado para a glória de Deus. Veja o que Paulo diz: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Co. 3:17). Trabalhar para si é como empurrar pedra montanha acima incessantemente, visando ser visto e reconhecido pelos outros. Jesus diz que quem almeja isto já recebeu sua recompensa  (como na efemeridade do fim do eco pós aplauso): “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mt. 6: 1-2).

Nossa eternidade não será definida lá, mas aqui e agora. Este é o momento e esta é a hora de servirmos a Deus com alegria e desprendimento. Precisamos nos desapegar de tudo que nos prenda a esse mundo, pois em nossa eternidade com Deus não levaremos nada daqui. Nossa morada não é aqui. Somos peregrinos nesta terra. 

Que permaneçamos fiéis até o final desta jornada de servos:  “Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Mt. 24: 46) . Amém!

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