IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902


Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Reflexões
Rio, 9/10/2017
 

Aprendendo com a menina, escrava de Naamã ( 2 Reis 5: 2-3 )

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

Durante uma invasão síria, uma menina israelita foi levada cativa. Ela foi levada para servir na casa de Naamã. Ela tem muito a nos ensinar através de sua experiência. Com certeza tinha ela seus sonhos e projetos, que foram adiados ou interrompidos quando foi levada como escrava.

Ela poderia ter se revoltado e, de certo modo, ficar decepcionada com Deus. Porém sua fé não estava baseada em situações e sim em princípios. Mesmo trabalhando como escrava, sua fé no Deus de Israel permanecia inabalável. Podemos ver isto observando, pelo menos três condições adversas na sua vida:

a) Estava longe da sua família

Sempre quando alguém era levado como escravo, o povo dominante costumava fazer essa separação. Era muito comum naquela época isto acontecer.  Não havia mais seu núcleo familiar. Seus pais e irmãos não estavam mais ao seu lado. Aquele convívio não mais existia.

b)      Estava em terra estrangeira

           Ela era filha de Abraão e herdeira da promessa, mas sua vida foi bruscamente mudada com esse episódio. Ela não estava com seu povo.

c)      Estava servindo como escrava

          Ela estava forçada a trabalhar onde não queria, e fazer aquilo que não desejava.

          Estas condições, contudo, não interromperam a vida desta menina.  Embora em tenra idade, sua ousadia nos motiva e impressiona.  O texto bíblico não nos mostra que ela vivia frustrada, nem revoltada com sua situação. Diante do sofrimento de seu senhor (Naamã), ela se mostra preocupada. Ela fala com sua senhora que seu marido pode ser curado. E diz como isso é possível. Ela fala então do profeta de Deus, Eliseu, que estava em Samaria, em Israel.

        Quero aqui, destacar também, três qualidades dessa menina que nos ajuda a entender o quanto especial ela foi e como testemunhou do Senhor, apesar da situação:

1) Ela estava cheia do amor de Deus

    Diferentemente do profeta Jonas, que se revoltou contra Deus, achando que Deus estava sendo injusto em querer salvar aqueles que eram considerados inimigos de Israel, ela tomou uma posição completamente diferente. Ela cria no Deus de amor e misericórdia. Ela demonstrou seu amor ao próximo ao pregar sobre o Deus de Israel para Naamã e sua esposa ( v.3).

2) Era uma menina  de Fé

     Esta jovem mostrou quão firme era sua fé no Senhor.  Ela possuía convicção e certeza de que o Deus de Israel tinha poder para curar a Naamã: “... Ele o restauraria da sua lepra” (v.3b). 

 Deus não decepcionou a menina. Naamã foi curado e Deus honrou a fé da menina. Sua fé foi posta a prova e ela foi aprovada, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:1).

3) Era uma menina cheia de ousadia

            Aos escravos, geralmente, era limitado o falar com seus senhores, mas o versículo 3 nos demonstra a ousadia da menina em pronunciar a Palavra de Deus. Ela não se intimidou, mas proclamou sobre seu Deus com autoridade.

Conclusão

           A bíblia não cita seu nome, e nem mesmo o que aconteceu com ela depois da cura de Naamã, mas cremos que sua situação na casa de Naamã foi transformada pelo seu testemunho.

         Celebramos nessa semana o Dia das Crianças. Que Deus nos abençoe e que a experiência desta menina seja para nós um referencial. 

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.