IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 16/2/2018
 

Jesus é a porta

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

          A porta é para todos nós um elemento comum e de grande utilidade. É um símbolo muito importante. A porta na Bíblia tem sempre um significado especial. Jesus disse “eu sou a porta das ovelhas”, Jo 10.17. Ainda no Evangelho de João, lemos: “Se alguém entrar por mim será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem”, Jo 10.9. A porta, na Bíblia, é um lugar de decisão, de escolha. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”, Ap 3.20.

          A porta fechada mostra que ela está preservando o que está do outro lado. Uma vez fechada, o nosso acesso por ela está impedido, a não ser que, estejamos autorizados a abri-la. Devemos respeitar aquele espaço, porque ela simboliza para nós que o nosso limite é até ela. “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus...” Jo 20.19. A porta fechada tinha a seguinte mensagem: “Não entre sem ser convidado”. Este é um relato acerca do domingo da ressurreição. Depois da morte de Jesus, certamente, acharam que manter as portas fechadas lhes daria uma maior segurança. Naquele momento estavam totalmente sem esperanças e tiveram atitude de fechar a porta. Quando os discípulos colocaram a sua segurança na porta fechada, acabaram por fechá-la para Jesus.

          Foi na madrugada daquele domingo que Jesus tinha ressuscitado, já era o final da tarde, provavelmente próximo da viração do dia. Isto mostra que os discípulos passaram metade daquele dia sem provar da alegria da ressurreição. Sem experimentar o gozo da vitória da vida sobre a morte, tudo porque cerraram as portas. Talvez tenham colocado trancas por dentro para que ninguém pudesse abri-la por fora. O medo, a falta de fé nas promessas de Deus, e confiança nas palavras de Jesus, trouxe trevas e temor à vida dos discípulos. “Ele, porém, advertindo-os, mandou que a ninguém declarassem tal coisa, dizendo: É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia ressuscite.” Lc 9.21,22. Abra as portas para que Jesus possa entrar em sua vida, sem temer o inimigo, porque o Senhor lhe garantirá a vitória.

          No dia da ressurreição, os discípulos mantiveram a porta fechada com medo dos judeus e por isso, perderam horas e a benção de ter a companhia do Senhor ressurreto entre eles. Mas num dado momento, Jesus foi ao encontro daqueles homens e surpreendendo a todos, pôs-se no meio deles e disse: “Falavam ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse; Paz seja convosco!”, Lc 24.36. Jesus aparece aos seus discípulos, no meio deles, na sala onde se reuniam, para surpresa de todos. Ele é gentil e bate a porta do nosso coração; se abrimos a porta, então Ele tem comunhão conosco. Apesar de ele ter poder para entrar, até sem abrir a porta. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Ap 3.20. O Senhor aguarda o nosso convite.

          Jesus se dirige as sete igrejas da Ásia, através de João. Em Apocalipse 3, lemos a respeito da condição da Igreja de Laodicéia, que se reunia e elaborava a sua teologia sobre a revelação de Deus em Cristo e a sua ressurreição, estudava os livros da lei de Moisés, os profetas e outros, celebrava o culto ao Senhor, o povo cantava e orava, o pastor pregava, mas Jesus estava do lado de fora. Invocavam o Deus Onipotente e ressurreto, mas Jesus continuava do lado de fora. O texto diz que: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca...” Ap 3.15,16. Nos dias de hoje, existem muitos cristãos que estão com as portas do seu coração fechadas para Deus e para os irmãos. Quando não estão dispostos a abrir mão da sua posição social, do seu orgulho. Convictos da justiça própria, não abrem mão da sua razão teimosa, que insiste em estabelecer o seu direito sem olhar a coletividade em que está inserido, ainda que a comunhão seja quebrada. Essas portas fechadas impedem o agir do Espírito Santo. As orações tornam-se debalde e o culto em vão.

          A porta do nosso coração ou da nossa vida só pode ser aberta por nós, pelo lado de dentro. Isto significa quem não depende do Senhor, mas de nós mesmos. Deus nos dá o livre arbítrio para fazermos escolhas. Se queremos que o Senhor Jesus faça morada em nossa vida, precisamos colocar a mão na maçaneta, abrir a porta e convidá-lo a entrar.

          Quando abrimos a porta do nosso coração e permitimos que Ele ocupe o centro da nossa vida como Senhor, imediatamente Jesus abre a porta do mundo celestial para nós. A partir daí nos tornamos participantes e coerdeiros com Cristo, Ef 3.6. 

          Ingressos no mundo das promessas de Deus, somos feitos filhos de Deus, constituídos como povo de Deus.    

          Consequentemente abençoados por Ele, com toda sorte de bençãos espirituais. “Depois destas coisas, olhei, e eis que não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.” Ap 4.1.

          O Senhor faz um convite, “sobe para aqui”. Este convite de Jesus é para ingressarmos num mundo novo, que vai além do mundo natural. 

          Há uma grande diferença quando olhamos além do que os nossos olhos naturais podem ver. Ele abre a porta para nós, e nos convida a olhar pela fé crendo no Deus que é capaz de trazer a existência o que não existe. Jesus é a porta, creia nisso.

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