IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Rio, 12/3/2018
 

Que todos nós sejamos um - João 17.20-26

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

          Nesta oração de Jesus pelos seus discípulos, o objetivo é orar pela palavra que os discípulos haveriam de crer. É verdade que todos nós que nos tornamos cristãos o fizemos por meio da mensagem apostólica anunciada pelos apóstolos, através dos relatos do Novo Testamento. Foram eles os fundadores da igreja cristã. Desta forma, Jesus estava orando por todos os crentes que existiam e os que haveriam de existir. Ele orava por você, por mim e por todos os cristãos que conhecemos. Orava por aqueles que Ele desejava que você e eu alcançasse. Esta é a confiança necessária para trabalhar em favor do seu reino.

          É possível notar que neste texto encontramos três pedidos no verso 21 “... como és tu, ó Pai, em mime eu em ti...”, interligados entre si. Jesus pede união, para que todos sejam um, com base na união entre Cristo e o Pai. Nós cristãos, podemos estar unidos, como a videira está unida aos seus ramos (Jo 15.1-17), como o corpo está unido a cada parte. Logo, se um membro padece, todos os membros padecem com ele, e se um membro é honrado todos os membros são honrados com ele (1Co 12.12-27). Esta união entre o Pai e o Filho é a oportunidade que Deus criou para que a salvação se torne universal, acessível a toda criatura.

          Nos versos 22 e 23 “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. Jesus está se referindo a todos que voluntariamente decidem segui-Lo e não apenas aos seus discípulos. Jesus deu a todos os verdadeiros crentes a sua glória, ao completar a sua missão de revelar a Deus. O seu objetivo era apresentar a glória de Deus de uma maneira que Deus se tornasse pessoalmente real a todos que nEle creem. Eles deveriam transmitir o que tinham recebido a outros que também iriam crer. Aqueles que recebessem a glória de Deus, sobre a sua vida também se tornariam um só através do relacionamento que compartilhariam com Cristo. É a união completa entre Deus e o crente que resulta numa fé universal.

          É vontade de Deus que todos os cristãos estejam com Ele, onde Ele estiver, para que vejam a sua glória. A oração do Senhor nos dá a compreensão que o nosso Senhor quer que estejamos com Ele. Hoje nós estamos unidos com Cristo em Deus Pai. Assim como no futuro estaremos com Cristo e com o Pai na glória eterna pela fé.

          O julgamento justo de Deus revela que o conhecimento que o mundo tem de Deus é errado e o conhecimento dos discípulos é correto. Ele acrescentou a palavra justo, para destacar o abismo que existe entre o mundo e Deus. Jesus é aquele que fez a conexão entre Deus e o mundo. Esta mediação é insubstituível e inevitável entre o mundo e o Pai. A humanidade deixou de reconhecer que Jesus era a comunicação de Deus com os homens. Os discípulos reconheceram isto, eles creram que Jesus era aquele enviado por Deus. Finalmente, Jesus pediu ao Pai que amasse aos discípulos com o mesmo amor que era manifesto entre o Pai e o Filho. O Senhor pediu que o amor do Pai estivesse nos crentes e que Ele mesmo estivesse nos seus discípulos. Isto expressa o centro da vontade do Pai, que é ter o seu Filho no seu povo.

          Hoje, a pergunta que é feita a todos nós, é. Estamos fazendo a nossa parte? Este é o desejo de Deus. A sua expectativa em relação a todos os crentes em Cristo é que sejamos aqueles que levam o seu amor a todas as pessoas que estejam dispostas a crer no plano salvífico de Deus. Este é o papel que todo crente precisa cumprir com toda determinação e lealdade ao Senhor, que se sacrificou por nós na cruz. A lealdade precederá a honra. A honra é a salvação.

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