IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902


Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Páscoa
Rio, 31/3/2018
 

PÁSCOA – O TÚMULO VAZIO: A VIDA VENCEU A MORTE!!! (Mc 16: 1-8)

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

   Para os judeus, a Páscoa – Pessach, (em hebraico  = פסח ) significa passagem. Ela é a representação da travessia pelo meio do Mar Vermelho, quando o povo, liderado por Moisés passou da escravidão do Egito para a liberdade na Terra Prometida. 

   A primeira Páscoa judaica aconteceu na noite em que os israelitas saíram do Egito. Após nove pragas, o faraó ainda se recusava deixar o povo de Israel do Egito. Por isso, Deus avisou que a décima praga seria a morte de todo o primogênito do Egito. Ninguém escaparia, nem mesmo a família do faraó (Êxodo 11:4-6)
   Para escaparem do castigo, cada família israelita deveria sacrificar um cordeiro,  e colocar o sangue nos umbrais das portas de suas casas. Quando o anjo da morte visse o sangue na porta, passaria sem tirar a vida dos primogênitos (Êxodo 12:21-23). Os israelitas obedeceram a Deus.  Comeram o cordeiro assado com ervas amargas e pães sem fermento, porque não tinham tempo para deixar o pão levedar. Todos jantaram com pressa, com as sandálias nos pés e prontos para partir em qualquer momento (Êxodo 12:8-11).
   Para comemorar essa a Páscoa, Deus instituiu uma festa que deveria ser celebrada todos os anos na mesma época. Os israelitas se reuniriam no templo e cada família ofereceria um cordeiro sem defeito a Deus. Depois de o matar, levavam o cordeiro para casa para o jantar. Os pais tinham a responsabilidade de explicar aos filhos o significado da Páscoa e de cada elemento da refeição (Êxodo 12:25-27). Assim, todos os judeus, de geração em geração, lembrariam do grande livramento de Deus! 
   Para a cristandade,  a Páscoa  tem um sentido mais metafísico, representando  “a passagem de Cristo pela morte”. A celebração da Páscoa cristã recebeu o nome da comemoração judaica porque a Paixão de Jesus Cristo aconteceu exatamente no Pessach. O evangelista Marcos relata que muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé foram ao sepulcro para embalsamarem a Jesus. Elas se preocuparam com a grande pedra que cerrava o túmulo, mas quando lá chegaram viram que a pedra estava removida. Receberam, então do anjo assentado junto ao túmulo, a mensagem de que Jesus Nazareno, que fora crucificado, não estava mais ali e que havia ressuscitado. Por fim mostra o túmulo vazio e o lugar onde o haviam posto.
   O túmulo está vazio! Jesus ressuscitou! Ele continua vivo! Mas, não como antes, nos limites da vida física. Agora ele pode habitar em cada coração, animar e consolar os discípulos no caminho que ainda trilham. Ele não é mais visto com os olhos do corpo, mas com os olhos da fé; não ouviremos sua voz ressoar aos ouvidos, mas a voz de sua presença se  ouvirá em nossos corações. Não seguiremos mais o Mestre que vai à frente nas estradas e ensina nas praias, mas a Deus que vive em nós.   Jesus é nossa Páscoa. Nele temos vida com Deus. O apóstolo Paulo afirma que “ se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”  ( I Co 15: 17).
   As mulheres não viram o corpo de Jesus ressuscitado porque, para o evangelista  Marcos, o Cristo  Ressurreto está tão vivo e evidente que não precisa das provas  visíveis da matéria. Basta a palavra de Deus, na boca do “jovem de branco ao lado direito”, para garantir que ele está conosco. Na linguagem Paulina “Tragada foi a morte pela vitória(I Co 15: 54).
   A ressurreição é o marco mais importante para toda a cristandade.  Jesus é a Fiel Testemunha: Fiel até o fim. Sua fidelidade incondicional nos trouxe VIDA. Nos trouxe  PÁSCOA! 
   Feliz Páscoa!

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.