IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Rio, 13/5/2018
 

Ovelhas sem pastor e pastores sem ovelhas

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

          O texto neo-testamentário de João 10.1-5, trata da parábola do pastor e o seu relacionamento com as ovelhas. Esta perícope me leva a uma reflexão mais profunda nesta relação de duas vias. A parábola em João 10.1-5, confirmada na forma verbal que Jesus não é um pastor entre muitos, mas fundamentalmente o Bom Pastor. Mostra-nos uma relação bem especial e íntima entre o pastor e sua ovelha, “..as ovelhas ouvem a sua voz , ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazper sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz.” (Jo 10.3,4). 

          Noto que esta relação pastor x ovelhas e ovelhas x pastor têm sido pouco compreendida na atualidade. O ministério pastoral não pode ser classificado como uma categoria profissional, se bem que pastor não é um título de tratamento, mas uma função no corpo de Cristo. O verdadeiro Pastor se chama Jesus, nós somos “como aqueles” cães pastores que conhecemos no ocidente, que ajudam o pastor a pastorear o rebanho. Somos auxiliares do sumo Pastor, Jesus.

          O verdadeiro pastor é aquele que tem acesso franqueado pela porta do aprisco, ”Aquele que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas.” (Jo 10.2). É necessário avaliar quem verdadeiramente cumpre o chamado de Deus. Nem todo pastor é picareta, charlatão ou mal intencionado. Esta é uma avaliação rasa, tendenciosa e injusta que ofende aqueles que verdadeiramente servem a Deus. Ser pastor é uma graça de Deus, não é um mero projeto humano. A seleção divina começa muito antes de Deus convoca-lo para o ministério pastoral. Esta pessoa precisa captar os elementos imprescindíveis para tal missão. Nós, crentes em Cristo, antes de tudo precisamos ser eleitos por Ele. Deus escolhe pessoas para serem integrantes do seu Reino, eu e você. Dentre elas chama aqueles que são integrantes deste santo ministério, sustentando os seus ministros de modo adequado, segundo os padrões da Sua graça, a fim de viverem exclusivamente para a sua glória. Não é possível falar do chamado pastoral sem antes falar da sua eleição nos céus. A conversão genuína vem antes da convocação pastoral. Parece ser óbvio, mas não é. Há uma grande confusão nesta área. Muita gente convencida supõe ser convertida, ser uma nova criatura. Não basta fazer uma decisão por Cristo, e tornar-se membro de uma igreja, ou ainda exibir uma conduta moral e ética recomendável pela sociedade. “É preciso ter as marcas de Cristo” e saber discernir a sua voz.

         No sermão profético, “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor apartará os bodes das ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda,” (Mt.25.31-33),  Jesus faz uma analogia entre dois tipos ou classes de cristãos que estarão diante Dele: os bodes e as ovelhas. É fácil notar as diferenças das espécies em meio ao rebanho. Os bodes são animais traiçoeiros e arredios. Alimentam-se de tudo que encontram. Comem até lixo. É comum verificar bodes e cabras revirando lixo em terrenos baldios. Daí a expressão: “Vai dar bode” ou vai dar errado. Vai dar azar. Ovelhas são criadas em rebanhos, juntas. Deve ser digno de observação aqueles e aquelas que não se submetem à caminhada do grupo e tem a sua própria trajetória independente, não se submetendo a sua liderança. Estes julgam ter a sua justiça própria, se apoderando da verdade como se fosse a única verdade definitiva. Preste atenção ao texto: “as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz,” (Jo 10.3,4). Ovelhas são animais dóceis. Quando se perdem do rebanho, se tornam presa fácil para outros animais predadores. Não conseguem discernir entre o alimento bom e a erva ruim.

          Nota-se que ovelhas estão sem pastores e pastores sem ovelhas. No verdadeiro rebanho existe comunhão, respeito e confiabilidade. Os relacionamentos entre os irmãos são saldáveis e genuínos. Cristo trona-se o árbitro entre todos. Não há maiores nem menores, mais cada um cumpre a sua missão. Pastores são honrados pelo seu rebanho, tratados em alta estima e respeito. Não são empregados do rebanho, mas são considerados como sacerdotes enviados por Deus. Bem como o rebanho deve ser considerado com extremo amor e compaixão. Eis a razão deste desajuste.

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