“Irmãos, queremos que vocês saibam o que a graça de Deus tem feito nas igrejas da região da Macedônia. Os irmãos dali têm sido muitos provados pelas dificuldades. Mas a alegria deles foi tanta que, embora sendo muito pobres, deram suas ofertas com generosidade. Afirmo a vocês que eles fizeram tudo o que podiam e até mais ainda” (II Coríntios 8.1-3 A Bíblia na Linguagem de Hoje)
Considerando a grande contribuição para o Reino de Deus, para a Igreja do Senhor, do saudoso Rev. J. Cabral, que também foi um dos pastores de nossa amada Igreja Metodista em Vila Isabel, transcrevo neste artigo, conteúdo do seu livro A Décima Parte. Quando li o livro mencionado no ano de 1992, ele era Diretor e meu professor no Seminário Metodista, além de pastor ajudante aqui em Vila Isabel. Tê-lo como professor e fazer parte do convívio acadêmico com ele trouxe-me acréscimos que fazem uma benéfica diferença até hoje.
A palavra “dízimo” é uma tradução de palavras hebraicas e gregas que significa a décima parte” (Heb. ma’aser e Gr. deka). O dízimo é uma contribuição obrigatória que o povo de Deus entrega para o sustento dos sacerdotes, levitas, do rei e do culto:
“... e a pedra que erigi por coluna será a casa de Deus; e de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.” (Gênesis 28.22).
Por Que a Décima Parte
A razão dessa contribuição ser a décima parte da produção do ofertante, certamente está no fato de que o sistema decimal era muito conhecido pelos povos da antiguidade desde que aprendemos os dez dedos das mãos para calcular. Muitas vezes no Antigo Testamento o número dez aparece com significado simbólico e especial. É considerado como um número sagrado.
Mateus prova no seu evangelho (Cap. 8 e 9) o poder messiânico de Jesus pelo registro de dez milagres. Outros dois números sagrados de muita evidência na Bíblia são o três e o sete, cuja soma é exatamente dez.
Muitas pessoas pensam que o dízimo é coisa da Bíblia. Na realidade não é. A literatura extra-bíblica indica que a sua prática era comum a muitos outros povos de culturas diferentes. Desde os tempos mais remotos, a prática de oferecer sacrifícios, holocaustos e oblações é uma característica de todas as religiões.
Os meios usados para homenagear aos deuses sempre foram idênticos e oferecer-lhes presente era uma espécie de retribuição das bênçãos recebidas:
“Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho, e da gordura deste. Agradou-se o senhor de Abel e da sua oferta.” (Gênesis 4.3-4).
Certamente a décima parte foi instituída como valor básico de oferenda por ter sido considerada como o mínimo que agradaria a Deus sem sacrificar o ofertante. A primeira vez que aparece na Bíblia é em Gênesis 14.20. Entretanto, neste texto se percebe claramente que muito antes de Abraão, os habitantes da Palestina tinham o costume de dar o dízimo.
No próximo mês estaremos falando sobre o Por que em dinheiro.
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