IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 18/8/2018
 

A Igreja de Sardes

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

            A carta a Igreja de Sardes, Ap 3.1-6, é um   alerta para manter viva a lembrança de bênçãos anteriores. A glória de Sardes estava no seu passado. Sardes foi a capital da Lídia no século VII a.C., viveu seu tempo áureo nos dias do rei Creso. Era uma das cidades mais magníficas do mundo nesse tempo. Situada numa colina, fortificada por muralhas que davam segurança para os seus moradores. 

            Esta cidade orgulhosa caiu nas mãos do rei Ciro da Pérsia em 529 a.C., quando este cercou a cidade por 14 dias, e seus soldados estavam dormindo confiados na segurança das colinas e as muralhas da cidade. 

           Era o centro de culto a Cibele deusa da religião de mistério, cuja imoralidade e degradação eram notáveis. Sardes possuía várias indústrias de materiais da sua época, como lã e tinturaria.

          A igreja tinha a fama de ser próspera espiritualmente por causa do seu passado notável que houve nesta igreja. Mas Deus a analisa como espiritualmente insensível. Uma igreja cheia de formalidades sem o poder do Espírito Santo. Uma igreja satisfeita com a sua atual condição. Acomodada em suas atividades sem propósito de agradar a Deus. Bastavam-se na sua própria religiosidade.

          Esta carta foi escrita por João quando Sardes era rica, porém totalmente longe da gloria inicial. Sua glória estava no passado e seus habitantes entregavam-se agora aos encantos de uma vida de consumo e prazer. Havia entre eles, naquela igreja, um contingente que não havia contaminado as suas vestes no ambiente pagão que estava cercando a igreja. Em vez de influenciar, foi influenciada pela sociedade que estava inserida. Esta igreja não fazia diferença nesta cidade. Não questionava e não testemunhava Jesus com intuito de não ser perseguida. Era uma igreja que tinha nome e fama, mas não tinha vida no altar de Deus.

          Jesus envia uma mensagem revelando a necessidade imperativa de um poderoso reavivamento. Ela substituía a genuína experiência espiritual por um ativismo frenético sem objetivos divinos. A igreja estava caindo numa insensibilidade espiritual e precisava de reavivamento. Para o despertamento é preciso ter consciência de que há crentes mortos e outros dormindo que precisam ser despertados e um grupo que ainda mantém a chama acesa.

          Hoje somos confrontados pelo Espírito Santo a tomar conhecimento da nossa necessidade de reavivamento na igreja. Esta carta é como um espelho para nós nos dias de hoje. Aquela carta foi tão impactante para a Igreja de Sardes, como o terremoto que devastou a cidade no ano 17 d.C. 

          Aos olhos daqueles que eram de fora parecia ser uma igreja viva e dinâmica. Tudo na igreja sugeria vida e vigor, mas a igreja estava sem vida. “Há igrejas cujos cultos solenes  são como um caixão florido, lá dentro tem um defunto”, J.I. Parcker. A reputação da igreja era visível entre as pessoas e não diante de Deus. Fisicamente vivos e espiritualmente mortos. A igreja brasileira precisa despertar.

          O que temos feito como cristãos metodistas? 

          Creio que é tempo de fazer uma avaliação e abrir mão daquilo que não é nossa missão. Deus chama homens e mulheres de caráter dispostos a renunciar aos seus desejos pessoais e servir ao Senhor e ao próximo. Deus nos chama para anunciar o evangelho em tempo e fora de tempo. 

          Há necessidade de a igreja experimentar um novo avivamento. Para trazer de volta a vitalidade do passado. Ele está batendo à porta de nossas igrejas, Ap 3.20-22.

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