IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 18/8/2018
 

Porque em dinheiro

Pr. Luiz Daniel Nascimento


 

   “Irmãos, queremos que vocês saibam o que a graça de Deus tem feito nas igrejas da região da Macedônia. Os irmãos dali têm sido muitos provados pelas dificuldades. Mas a alegria deles foi tanta que, embora sendo muito pobres, deram suas ofertas com generosidade. Afirmo a vocês que eles fizeram tudo o que podiam e até mais ainda” (II Coríntios 8.1-3 - A  Bíblia na Linguagem de Hoje)

 

     Volto a dizer que considerando a grande contribuição para o Reino de Deus, para a Igreja do Senhor, do saudoso Rev. J. Cabral, que também foi um dos pastores de nossa amada Igreja Metodista em Vila Isabel, transcrevo neste artigo, conteúdo do seu livro A Décima Parte. Quando li o livro mencionado no ano de 1992, ele era Diretor e meu professor no Seminário Metodista, além de pastor ajudante aqui em Vila Isabel. Tê-lo como professor e fazer parte do convívio acadêmico com ele trouxe-me acréscimos que fazem uma benéfica diferença até hoje. No mês passado falamos sobre dízimo? O que é? E este mês damos sequência falando sobre o Porque em dinheiro. Acredito que os leitores serão edificados e ampliarão seu entendimento no tocante aos dízimos e as ofertas.

Porque Em Dinheiro

Já ouvi o argumento de que o dízimo era coisa dos povos antigos e consistia apenas em gados, grãos ou frutos e não em dinheiro, e que por isso não deveria ser praticado em nossos tempos. Tal argumento mostra desconhecimento e falta de raciocínio lógico. A sociedade dos tempos bíblicos tinha sua economia elaborada no sistema de troca, onde o valor estava no objeto e não na moeda. Dessa forma, animais e alimentos tinham mais valor na oferenda do que o dinheiro que valiam. O povo deveria dizimar o trigo, o vinho, o azeite, os primogênitos das vacas e das ovelhas, etc. Se, porém, a distância não lhes permitisse chegar ao santuário, poderia vender tudo, reduzindo sua oferta a dinheiro, desde que acrescentasse mais cinco por cento do valor da mercadoria. (Levítico 27.30-32).

           Na sociedade em que vivemos, onde a moeda é a base da economia e as pessoas vivem de salários, é claro que se torna muito mais fácil dizimar em dinheiro. Aliás, nunca vi pessoas que usam tais argumentos trazerem a igreja bois, ovelhas, grãos, frutos, saco de cimento, máquinas, etc. como sendo seus dízimos.

       Há três questões básicas a serem consideradas em 

relação ao dízimo: sobre o que, para quem pagar e onde pagar. Tais questões são importantes porque embora seja considerado como “do Senhor”, o dízimo sempre foi administrado por aqueles que “trabalham para o Senhor”. Nunca coube ao dizimista administrar o seu próprio dízimo em nome de Deus.

1.      Sobre o que foi requerido que os judeus pagassem dízimos? Na citação anterior vimos que era sobre tudo. Para se ter uma ideia da fidelidade com que o povo judeu dizimava, basta lembrar que o dizimo do gado era pago da seguinte maneira: o proprietário contava os animais conforme iam passando para o pasto, e cada décimo animal era dado a Deus. Dessa maneira não havia possibilidade de selecionar animais inferiores para o pagamento de dízimo dentre o gado vacum (composto de vacas, bois, touros (novilhos) e miúdo (pequeno).

2.      Para quem era pagos os dízimos? Deviam ser entregues aos sacerdotes. Estes, por causa da natureza de sua posição e de suas funções na comunidade, não tinham meios de renda. Por conseguinte, pelo serviço que prestavam no templo, recebiam os dízimos “dos filhos de Israel”. O dinheiro dos dízimos remidos era usado nas despesas especiais do culto.

3.      Onde pagar os dízimos? Competia aos hebreus trazê-los ao “lugar que o Senhor vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali por o Seu nome” (Deuteronômio 12.5). O lugar escolhido por Deus foi Jerusalém, onde o templo foi construído. Se Jerusalém ficasse demais distante da vila em que o dizimista morasse e este não pudesse transportar animais ou colheitas, ele poderia levar em forma de dinheiro. De três em três anos, os dízimos poderiam ser oferecidos na própria localidade onde habitava o dizimista, embora nessas ocasiões, e apesar disto, estava ainda na obrigação de subir a Jerusalém a fim de adorar, após ter oferecido seus dízimos em sua própria comunidade. (Deuteronômio 14:22-27: 26.12).

No próximo mês estaremos falando sobre De quem é o dízimo?

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