IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 29/9/2018
 

O poder da Oração

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

            O texto de Marcos 9.14-29 mostra-nos um episódio vivenciado pelos amigos de Jesus. Os discípulos enfrentam uma situação constrangedora. Procuraram ajudar na cura do jovem epiléptico. - e não conseguiram aliviá-lo do sofrimento. Uma situação bem semelhante a que ocorre com a igreja de nossos dias. Surgem necessidades urgentes de todos os lados, mas nos cristãos não conseguimos oferecer auxílio eficaz. Nem sempre a igreja tem as respostas que desejamos. Em vez disso, ou por causa disso, nascem as discussões - amargas, intermináveis, às vezes inúteis e sem nenhuma ação. De qualquer modo não podemos fechar os ouvidos às críticas que vem de fora: a Igreja falha, quando os cristãos fracassam. 

          Jesus também não acabou com a discussão. A primeira pergunta de Jesus é justamente para saber por que tinha nascido à discussão que causava tumulto. Jesus faz questão de ouvir. Jesus se interessa pelo garoto, pelo pai, pela doença que atormentava o menino. Jesus sempre leva a sério um caso de doença, seja qual doença for. Jesus olha para o sofrimento de uma vida, de qualquer vida, independente de sua origem raça ou grupo social que ela pertence. Ele está interessado em todas as vidas.

          Em algumas situações a igreja deve participar com uma ação eficaz que vai além das palavras de consolo e nossas orações. Haverá situações que não bastarão nossas orações e uma tapinha nas costas despedindo a pessoa. Para que essa oração se torne verdadeira e completa, será preciso participar da ação solidária repartindo e doando o que a pessoa tanto necessita. Seja como for, na multidão que discutia, escutava-se ou apenas olhavam o que estava acontecendo, buscando encontrar explicações e soluções humanas. Certamente havia muitos que também oravam, mas sem uma ação ativa que mudasse aquele quadro na vida do garoto. 

          Jesus diz: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?”, (Mc 9.19). Em outras palavras: gente incrédula! Por quanto tempo ainda terei de aguentar vocês? Até quando terei de suportar vocês? - Palavras duras pelo menos para os discípulos que não souberam lidar com aquele problema.

          E a igreja nos dias de hoje? Como tem agido? Quantas vezes fazemos vista grossa deixando que as coisas aconteçam sem nos comprometermos em ajudar aqueles que tanto necessitam da mão amiga da igreja no momento das suas provações. Uma advertência de Jesus: gente incrédula até quando? Aquele espanto e a surpresa da multidão representam aqueles que entram dominicalmente em nossos cultos e não notamos as suas necessidades. A vontade de só discutir dos doutores da lei, estes são aqueles que são ávidos pelo conhecimento bíblico. São os alunos da Escola Dominical que conhecem muito bem a bíblia, mas não a colocam em prática na sua própria vida e na do seu semelhante. A incapacidade de curar dos discípulos, estes eu identifico como aqueles que nos dão a impressão de serem santificados, mas não têm fé suficiente para orar em favor da cura dos que nos pedem socorro. Tudo incredulidade! Todos aqueles que em todos os tempos e lugares insistem em fazer e estabelecer diferenças de valor entre as pessoas deveriam meditar sobre essa nivelação: gente incrédula. 

          Contudo Jesus não rejeita incrédulos - essa é a outra verdade que não deve ser esquecida. No meio de toda aquela gente sem fé, havia também um pai capaz de dizer: mesmo que os discípulos não tenham conseguido nada, talvez o Senhor possa fazer alguma coisa pelo meu filho. O seu pedido foi modesto: “... se for possível, ajude-nos!...” Tenha compaixão de nossa dor! Então Jesus fala. Agora não se ouve mais a palavra severa de antes. Porque Jesus tem compaixão. Se for verdade que todos são incrédulos, também é verdade que todos precisam de ajuda. 

          O homem diz: se for possível... E Jesus replica: “tudo é possível para quem crê, para quem confia”. Só então, depois de ter ouvido a palavra libertadora de Jesus, palavra que ajuda mais do que muitas discussões, só então aquele pai foi capaz de dar sua resposta. Então ele faz a mais bela, a maior profissão de fé de que um homem é capaz: “... eu creio, ajuda-me na minha falta de fé...”. 

          Eu acredito, mas ainda tenho dúvidas, eu quero ter confiança, mas ainda desconfio às vezes; talvez eu consiga crer, mas ajuda-me, em todo caso, ajuda-me. O Senhor é o meu último recurso. Para Jesus isso basta. Jesus não decepciona aquele de fé tão frágil. Jesus não despreza aquela confiança cheia de angústias e perguntas. Não foi preciso a fé que movimenta montanhas, para que o poder de Deus se manifestasse vigorosamente. Até quando a falta de fé grita por auxilio, Jesus estende a mão. E quando todos acham que o menino morreu,  Jesus cura o menino. Jesus responde: esse espírito só se expulsa com o poder da oração.

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