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Reflexões
Rio, 4/11/2018
 

A justificação pela fé

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

          O texto de Rm. 5.12-21, trata da justificação dos pecados pela fé. Esta perícope precisa ser colocada no contexto do seu próprio capítulo, para que possa revelar seu sentido e papel na argumentação de Paulo. Tendo Paulo demonstrado, nos primeiros quatro capítulos, que a justificação do homem vem de Deus pela fé em Jesus Cristo e não pela circuncisão ou obra da lei, começa agora a tratar da experiência cristã de como a salvação é garantida a nós, que acreditamos que Jesus ressuscitou dos mortos (Rm. 4.24).

          A segunda parte do capítulo 5 começa no verso 12. A conjunção “portanto” faz a ligação com tudo o que tem sido apresentado até agora em toda Carta aos Romanos. Paulo começa uma comparação descritiva da situação e consequências da desobediência de Adão na vida humana antes e depois de Cristo. Ele quer realçar a superabundância da graça de Cristo, que reina em lugar do pecado e da morte. Como o pecado entrou no mundo por intermédio de Adão e com ele a morte, que atinge todos os homens, assim também, por intermédio de Cristo, veio a justificação e a vida eterna para todos os homens, (1 Co. 15.21-22). O objetivo do verso 12. Isto é o pressuposto para afirmar depois que Cristo é o único que traz a justificação de Deus para toda a humanidade. Adão é a cabeça da humanidade pecadora; Cristo é a cabeça da humanidade justificada. O paralelismo e a antítese são desenvolvidos nos vv.15-17, sublinhando a superioridade do benefício de Jesus em contraposição ao dano de Adão. 

 A ênfase sobre isto é tão grande, que a expressão “um só homem” é dita onze vezes em apenas cinco versículos. Refletindo sobre a história da queda do homem no Gênesis, Paulo utiliza a verdade teológica da escravidão da humanidade por causa do pecado. A desobediência de Adão arremessou no mundo uma força ativa e nefasta da morte. O pecado é apresentado como um poder maldito personificado e inimigo de Deus, que afasta dele os homens.

          Paulo personifica e apresenta o pecado como que vindo de fora. Deixa a impressão de um personagem que abre a porta do mundo e nele entra vitorioso e satisfeito. Paulo não se detém nos detalhes para explicar a origem do mal. Só quer afirmar o domínio do pecado e da morte espiritual como condenação definitiva, antes da justificação pela morte de Cristo. Para Paulo a morte tem dois sentidos: a morte espiritual como afastamento de Deus e ruína eterna; e sua consequência, a morte física como separação da vida no tempo. A vida dos justos está nas mãos de Deus mesmo depois da morte eles gozam da paz. Mas os ímpios serão castigados segundo seus pecados. Em Paulo, o título de “o Senhor”, que no Antigo Testamento se refere a Iahweh, é agora atribuído a Jesus Cristo ressuscitado. Portanto, resumindo o capítulo 5 da Carta aos Romanos, podemos afirmar que as pessoas que reconhecem ser pecadoras e acreditam no amor de Deus para com elas, amor manifestado na morte de seu Filho Jesus e derramado no coração por meio do Espírito Santo, recebem a graça da justificação. Por isso nós também exultamos sempre em Deus, mesmo nas tribulações, pelo dom da graça do Senhor Jesus, porque conservamos a esperança de que, pela fidelidade daquele único Cristo salvador, seremos libertados da morte para participar da gloriosa salvação.

          O pecado não é consequência da morte, mas sua causa. Mesmo que ele não explique, não há dúvida de que esta é a argumentação de Paulo, porque na base dela se fundamenta toda a sua demonstração quanto à justificação de todos por meio de “um só (vv. 15-19). “Assim, pois, como pela ofensa de um só chegou-se à condenação de todos os homens, assim também, pela justiça de um só, chegou-se à justificação pela fé que traz vida para todos os homens”.

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