IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 1/12/2018
 

O Grande Dia vai chegar

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

          Em Isaías 40.3, "voz que clama no deserto: arai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda ao nosso Deus." Esta mensagem de esperança que é transmitida ao povo escravizado e subjugado na Babilônia, que aguardava a libertação.

          Foi Deus que libertou o povo escravizado na Babilônia, levando-os de volta para Israel. Este é o mesmo lembrado por João Batista, no Novo Testamento, chamando o povo para mudar e se converter dos seus maus caminhos, pelo batismo da nova aliança com o Senhor. O povo, no tempo de João Batista, estava desanimado e sem esperança, as razões eram muito grandes. O tempo passou, o esfriamento da fé se esvaiu. Apenas a lembrança do passado ainda suspirava nos corações do povo. Dominados pelos invasores, oprimidos pelo Império Romano. A pobreza era um impedimento para que oferecessem sacrifícios a Deus. O produto de sua terra era tomado como pagamento de impostos ao Imperador.

          A esperança de um novo tempo estava condicionada a possibilidade do cumprimento da promessa, Is 42.1-9: "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele a meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios. Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina." O anúncio feito aos pastores que se encontravam nas campinas, realizando o seu penoso trabalho de pastorear as ovelhas, mostra-nos esta realidade, Lc: 2 10-11 "...Eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." 

          João Batista sugere que está próxima a hora do cumprimento das promessas de Deus. João Batista era aquele que vinha anunciando a chegada do Messias (Jo 1.6,7). João, vendo Jesus passar com dois discípulos diz: Jo 1.36: "Eis o Cordeiro de Deus...". João Batista preparava as multidões ao arrependimento dos pecados, batizando na beira do rio Jordão, anunciando que aquele que haveria de vir, era maior do que ele. Este ritual de adesão apontava para Jesus, (Jo 1.25-29), que haveria de dar-lhes a salvação completa. Mt 3.11. As multidões reconhecendo o ministério que estava delegado a Jesus, dirigem-se a Ele com expectativa de que se tornasse realidade a longa espera de sofrimento e opressão. Veja: Mc 1.24: "Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!" A recepção feita a Jesus, na festa da Páscoa, em Jerusalém, deixa bem claro para nós, Lc19.38: "...Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor!"

          Como o povo de Israel, nós, nos dias de hoje, também estamos esperando que as promessas de Deus se cumpram. A esperança continua sendo o alento das multidões que padecem. Eu e você sabemos que a Salvação já veio, e temos respostas através da Bíblia, para todo aquele está neste mundo de incertezas, insegurança e medo. Só o Evangelho pode restaurar as forças e a esperança das multidões que não sabem para onde ir.

          Nós, como igreja, precisamos recuperar a vitalidade com entusiasmo, a experiência de ser revestido pelo Espírito Santo. É tempo de enfatizar a fé e suas obras como consequência das ações do Espírito do Senhor sobre as nossas vidas. 

          Relembrar a nossa história é a forma de nos lembrar do caminho que os nossos irmãos que nos antecederam trilharam, semeando o Evangelho. Sem o Espírito Santo agindo em nossa vida, não teremos forças para aguardar a promessa.

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