IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 24/2/2019
 

Tragédias e mais tragédias

Pr. Roberto Carvalho Rocha


 

Temos visto (alguns de nós, vivido) nossas tragédias brasileiras nestes últimos dias. As mais recentes são Brumadinho (MG) e o incêndio Centro de Treinamentos do Flamengo (RJ). Gostaria de traçar algumas considerações sobre esses e outros eventos similares. 

Há que se perceber que estas são as tragédias “da moda”. O termo parece ruim, mas não há melhor definição para o que vejo em nossa sociedade. De forma geral nos impressionamos com tragédias quando elas se tornam ativas na mídia e são muito faladas. Não as escolhemos por qualquer outro critério. Não são necessariamente com mais vítimas, mais próximas ou com alguma afinidade maior. As de ontem nem lembramos mais. Sem falar das que nunca apareceram na primeira página do jornal, mas estão aí sofrendo irmãos nossos todos os dias. Geralmente oramos apenas por aquilo que está na vitrine.  Está certo orar, mas há outras coisas a fazer. 

Em primeiro lugar podemos perceber que muitas dessas tragédias tinham como ser evitadas. Suas ocorrências não são apenas fruto da natureza incontrolavelmente obedecendo as leis da física e química, mas ocorrem porque, tendo conhecimento dessas mesmas leis, não houve atitudes de real precaução por parte dos responsáveis. Regras claras e simples evitariam muitas tragédias, se aplicadas adequadamente e com afinco. Alguns culpam o capitalismo que, concordo, tem seu lado voraz. Mas é uma análise simplista, já que em regimes que usam outro modelo financeiro, líderes e responsáveis também demonstram irresponsabilidade com o próximo para obterem mais lucro pessoal. É o homem, pecador e ganancioso, que tende a deixar eventos com conhecidas falhas prestes a vivarem tragédias. Além de orarmos, podemos nos levantar e queixar no adequado local e cobrar responsabilidades para evitarmos novas tragédias. Além de secar o gelo, podemos agir para que ele nem seja feito.

Em segundo lugar, podemos orar a Deus por outros eventos. Aqueles que estão constantemente em nossa frente, mas que não mais nos afligem. Acostumamo-nos com números e estatísticas e nem nos importamos mais com alguns fatos e eventos tristes que ocorrem em nossas cidades. Qual incômodo você teria se fosse narrar os eventos da sua cidade para um estrangeiro? O que você contaria com vergonha ou talvez ocultasse dele. Talvez seja por aí que possamos lembrar outros motivos de oração bem na nossa frente mas que nem mais damos bola. Convivemos com o mal como se nada de mal fosse ou se nada pudéssemos fazer.  Podemos e devemos. 

Em terceiro lugar, precisamos alardear que Jesus e seu Evangelho são a fonte da ética do amor ao próximo. Que Amar a Todos como a Ti Mesmo faria uma grande diferença se fosse aplicado. Que Jesus e o cristianismo tem sua relevância como elemento de justiça social. Cristão não é quem vai à igreja, mas quem vive o Cristo ressurreto. Que Cristo muda o mundo e que sua mensagem é relevante e importante.

Não posso fechar sem dizer que a eminência da morte nos é lembrada em cada tragédia. Logo, urge pensarmos que nossa vida precisa estar em dia com Deus e com o próximo. Que cuidar da gente , dos outros e dos nossos relacionamentos, se adiados, podem ser tarde demais. Urge nos amarmos e amarmos a Deus e, principalmente, vivermos esse amor. O tempo não para – dizia Cazuza. Não só não para como também pode chegar mais rápido do que pensamos para nós ou um próximo nosso. Pense nisso seriamente. 

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