IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 31/3/2019
 

O Cristo acolhedor

Pr. Roberto Carvalho Rocha


 

Em algum domingo de fevereiro, preguei na Igreja Metodista de Vila Isabel a respeito do Cristo acolhedor. Jesus era um homem que falava de Deus, Seus planos e vontades aos quatro ventos e para quem quisesse ouvi-lo. Falava do amor do Pai, mas ao mesmo tempo da Salvação e da Perdição eterna. Enfatizo aqui algumas coisas que disse naquela pregação por achar que há uma relevância especial nessa dualidade de Cristo, hoje em dia. 

Jesus era atrativo quando falava do amor do Pai. Nada mais interessante a qualquer um de nós do que ouvir que há um Deus no céu que nos ama incondicionalmente, que nos conhece e que nem um fio de cabelo cai de nossa cabeça sem que Ele saiba. Conhecimento que nos informa ao mesmo tempo a existência de um poder inimaginável, mas com um cuidado personalizado. Alguém que está atento ao mesmo tempo a todos com seus cabelos que caem, mas que ouve cada um como se fosse único. O majestoso Deus ao lado de cada um, mesmo do mais fraco e pecador.  A grandeza de Deus, que se evidencia naquilo que chama-se Graça, em amar a todos, mesmo o pior dos homens. 

A atratividade desta mensagem é enorme. Somos seres que consideramos a comunidade essencial. Somos comunitários. E que coisa melhor do que saber que Deus também o é, e ainda por cima, sempre será, incondicionalmente. Deus sempre quer estar ao nosso lado.  A gente é que é as vezes meio rebelde e se afasta dele. Logo, o corolário desta mensagem de Jesus é: Volte, Deus te espera. 

Em outros momentos Jesus então explicita um detalhe do corolário acima. Vejamos: Deus te espera, Ele está de braços abertos, decida-se voltar para Ele, mas.... tem um prazo limite pra isso acontecer. Tem um prazo!  Seja porque Ele voltará (estamos esperando....) ou porque a morte nos chega. Esse é o prazo limite. Neste tempo Ele separará os bons de um lado e os maus de outro, chegando a dizer “Não os conheço” para os que Ele vier a desaprovar. 

Mesmo com discurso que fala do inferno, de ranger de dentes e sofrimento, Jesus não se vê sozinho. Ao contrário, inclusive pecadores sentam-se regularmente ao seu lado e ouvem seus discursos. Seria de se esperar que esses tais se afastassem pela chateação de ouvirem que há reservado para eles, tremendo sofrimento eterno.  Mas estão lá. Não é Jesus sempre que os procura, mas muitos o seguem, e quando ele fala no alto de uma montanha a multidão ouve ao invés de deixa-lo falando ao vento. E se admiram dele. 

Sinto-me então incomodado com novos evangelhos que querem suprimir da mensagem cristã o inferno e a morte eterna para não incomodar os outros, coisa que travestida de diversos formatos, ouço aqui e acolá. “Sejam educados”, dizem.

Precisamos, como igreja, sermos acolhedores. A receita está aí acima: Deus ama a todos individualmente, Deus espera a todos no retorno a uma relação com Ele, Esse retorno tem um prazo máximo. Dito isso, irmão e irmã, cabe a cada um escolher seu destino. Maior justiça eu não vejo. 

Talvez por isso a mensagem de Cristo seja tão acolhedora: Justiça é sua marca.

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