IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 2/6/2019
 

A Arca e a Presença de Deus

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

A Arca da Aliança foi construída nas medidas da graça de Deus e sobre o padrão do evangelho. A arca representava para o povo de Israel, a presença de Deus. Sobre a arca e entre os querubins havia a manifestação de Deus. A arca era um móvel, uma caixa de acácia, revestida em ouro por dentro e por fora. A arca apontava para as duas naturezas de Jesus Cristo: a humana, representada na madeira; a divina, representada no ouro. Colocada no centro do ambiente chamado de Santo dos Santos.

Sobre a tampa da arca de ouro maciço, havia dois querubins esculpidos em ouro batido, com as asas estendidas sem se tocarem, indicando as testemunhas divinas do Cordeiro de Deus. Sobre ela, entre os querubins, os sacerdotes testemunhavam a manifestação divina. Deus se manifestava em meio a fumaça criada pelo incensário, manipulado pelas mãos do sacerdote.

A arca não era um deus de Israel, também não era um ídolo. Era um símbolo da presença divina no meio do povo de Israel e o seu testemunho da sua ação na história de um povo. Sem a presença desta arca não havia significado real para o sacrifício realizado no Tabernáculo ou mais tarde no templo.

Uma vez no ano, no mês de setembro ou outubro, o sacerdote representando toda a nação entrava sozinho no Santo dos Santos, portando uma vasilha contendo o sangue do holocausto para aspergi-lo sobre a tampa da arca denominada Propiciatório, expressando o sacrifício expiatório dos pecados de todo povo. Já o Sumo Sacerdote apontava para a pessoa de Cristo como intermediário entre Deus e o ser humano pecador.

A arca da Aliança foi o único móvel que esteve presente nos três lugares sagrados do culto hebraico. Foi o móvel central no Tabernáculo de Moisés, móvel exclusivo na tenda do rei Davi, que tipificava a Igreja, e o móvel mais importante no templo construído pelo rei Salomão.

Desde a retirada da Arca da Aliança do Tabernáculo do Senhor, pelos filhos de Eli, ela nunca mais voltou para o seu devido lugar. A arca ficou nas mãos dos filisteus quase 100 anos e voltou para Israel, mas não retornou ao seu endereço anterior. Isto me leva a imaginar que o sangue do sacrifício não era aspergido sobre a arca neste período. Era uma liturgia sem a realidade espiritual. Mesmo depois que a arca foi levada para o Tabernáculo que Davi construiu em Siló para Gibeão, continuava a mesma coisa (1 Cr 16.39; 2 Cr 1.3), a arca não estava lá. Era uma religiosidade vazia de significado. Sem a arca o sacrifício de expiação não tem valor espiritual de remissão dos pecados.

A última vez que a Arca da Aliança é mencionada no Antigo Testamento foi na celebração da Páscoa no reinado de Josias, por volta de 621 a.C., quando foi conduzida pelos levitas para o seu lugar no templo (2 Cr 35.3). Em 606 a.C., Jerusalém foi sitiada pelo rei da Babilônia, Nabucodonosor. Entre o cerco de Jerusalém e a demolição do templo de Salomão sumiram alguns móveis do Templo. Um deles é a Arca da Aliança, e nunca mais foi vista e mencionada no ritual de sacrifício do culto judaico. A verdade é que a Arca da Aliança desapareceu misteriosamente da história do povo Judeu, mas não desapareceu da história da redenção.

Havia o ritual, contudo não havia conteúdo sagrado que apontava para aquele que é de fato o centro do culto e motivo de adoração. O culto passou a ser apenas um ritualismo vazio. O culto judaico não passava de uma farsa. Só de aparência vazia. Eis o motivo que o véu rasgou-se de cima a baixo, quando o Cordeiro de Deus foi expiado pelos nossos pecados, com o sacrifício vicário de Cristo. Os sacerdotes impostores que mantinham o povo numa religiosidade de aparência e de rituais vazios ficaram desempregados e nós, os que cremos em Jesus Cristo, fomos feitos sacerdócio real e nação santa (1 Pe 2.9,10). Hoje sem a presença do Espírito Santo em nossos cultos, o que temos é apenas expressão de religiosidade vazia.

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