IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 23/6/2019
 

Um trono insuficiente

Pr. Roberto Carvalho Rocha


 

Uma tarde Davi levantou-se da cama e foi passear pelo terraço do palácio. Do terraço viu uma mulher muito bonita tomando banho,  e mandou alguém procurar saber quem era. (2 Sm. 11:2-3) 

Quando Davi era pequeno nem sonhava em ser rei. Não foi como José que teve um sonho sobre o futuro. Davi era um simples pastor que cuidava das ovelhas de sua família. Parece inclusive que sequer era muito considerado, já que na visita de Samuel à sua casa, seu pai quase dele não se lembrou. 

No entanto, dada sua inteireza de coração, aprouve a Deus que ele fosse o segundo rei no reino de Israel. Desde o início Deus já não queria que o povo de Israel tivesse rei, mesmo assim escolhera Saul, mas logo depois precisou troca-lo e Davi foi ungido pelo profeta a mando de Deus. 

Tal atitude não o recomendou de forma especial entre os irmãos ou na cidade. Continuou por ali cuidando da casa. É o pai que o envia para a guerra contra Golias, não para lutar, mas para levar comida para os irmãos. O ungido de Deus estava em casa enquanto os outros lutavam junto ao rei Saul. Parece que o caminho de Davi começava sem muito alarido. 

Mas houve o dia em que Saul morre e Davi vira rei. Toma posse do reino, do palácio e começa sua monarquia. A vida dele começava a mudar.

Num dia cai no pecado do adultério e dali para a mentira, e culmina com o assassinato de Urias. Seu olhar e a cobiça foram mais poderosos do que seus pensamentos segundo o coração de Deus. Caiu. Precisou de Natã a lhe contar uma história de bois e ovelhas para ele perceber seu erro. Arrependeu-se. Mas não tinha mais como voltar o que já havia feito. Há males que são irreparáveis. 

O trono e suas beneficies não eram suficientes. Davi precisou possuir o que não tinha. Tinha muita coisa, mas ainda quis algo a mais. Descuidou-se e além de olhar para Bate-Seba deixou os desejos falarem mais alto. Precisava? Provavelmente não. Sendo rei poderia conseguir para si qualquer jovem do reino. Mas o trono não foi suficiente. 

Ele não era ganancioso, mas foi cobiçoso. Quis o que não lhe pertencia. Não porque algo semelhante lhe faltava, mas porque temos essa tendência de ver o que nos falta com mais interesse do que o que já temos  - parece a sina do ser humano. 

A cobiça que o derrubou pode ser a mesma que nos derrubará hoje se não ficarmos atentos. Somos carne e sangue e, como disse Jesus, o espírito pode até estar pronto, mas a carne é fraca. Somos tentados e caímos. Mas podemos aprender com Davi duas coisas: cuidado com o olhar (Eva viu que o fruto era bom!) e cuidado com os desejos. Quem está de pé, cuidado para que não caia (I CO 10:12) 

Que Deus abençoe sua vida, seu olhar, sua determinação de ser justo e reto.

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