IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 29/6/2019
 

A Figueira e os Frutos

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

Lendo Lucas 13.6-9, encontramos a parábola da figueira estéril. O homem que procurou fruto na figueira plantada em sua vinha e não achou. O dono da vinha é Deus, o Pai. O vinhateiro representa Jesus Cristo e a figueira, o povo judeu e, em última análise, todos nós. 

Como interpretar as relações que envolvem as figuras desta parábola? Por que a figueira não produzia fruto? Por que a figueira deveria ser cortada? Se estamos no meio da vinha do Senhor é apenas pela sua graça e amor. Não temos a natureza e santidade divina necessária para estar plantados na vinha do Senhor pelos nossos méritos. Vivemos pela misericórdia divina. Não temos direito de fazer qualquer exigência a Deus. 

Jesus estava anunciando as boas novas do reino aos homens (Lucas 12:1-59). Ele percebeu que próximo dele estavam judeus fazendo comentários sobre os galileus (Lc 13.1). Jesus lhes demonstrou que os galileus que foram mortos não eram mais culpáveis do que o restante dos galileus. Jesus chama a atenção de que todos nós não temos mérito algum se não for a misericórdia do Pai, o dono da vinha. Jesus demonstrou que todos os homens, não importando se judeus ou gentios, estavam em igual condição diante de Deus. Na parábola da figueira, os judeus, presumiam que os galileus, mortos por Pilatos, eram mais pecadores que todos os outros. Jesus está dizendo que quer judeus, quer gregos ou gentios, não são capazes de produzir o fruto requerido por Deus. A verdade é que: a árvore estava prestes a ser cortada, “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Só os frutos do arrependimento das obras mortas podem nos tornar aptos do perdão divino.

Todo apelo do vinhateiro solicitando a oportunidade de cultivar mais uma vez, demonstra a chance que os judeus estavam tendo com a vinda do Messias ao mundo (Jo 1.11). A vinda de Jesus representa um investimento divino do dono da vinha e tem um propósito, não só para os judeus, mas para todos nós. O objetivo era a salvação do homem perdido e a sua frutificação. 

O Senhor tem expectativas ao nosso respeito. Jesus fez grande investimento em nossas vidas e o maior deles foi o seu sangue precioso derramado no Calvário. Essa é a grande chance da humanidade, antes que o dono da vinha decida dar um fim em toda criatura.  Ele escavou e adubou a nossa vida com o seu sacrifício em nosso favor. Além do que nos deu o seu Santo Espírito e aguarda os frutos.

Os frutos são resultados esperados.  Uma figueira pode ser alta, forte e bonita com folhagens exuberantes e até flores. As belas expressões de religiosidade são insuficientes se não houver frutos de arrependimento. Sem eles não alcançaremos os objetivos do dono da vinha. Todas essas características são boas, porém insuficientes (Gn 3.7): “...percebendo que estavam nus, cozeram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” Tudo isso torna-se insuficiente para Deus. Afinal de contas para que servimos nós? Para produzir sombra? Nossa madeira tem alguma utilidade? Nossas folhas servirão como vestimenta? Leiamos (Jo 15.2): “...todo que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”. 

O que o Senhor procura em nós são frutos dignos de arrependimento. A figueira existe para produzir figos.

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