IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 3/8/2019
 

Centralidade da Graça na Doutrina Metodista

Pr. Luiz Daniel Nascimento


 

Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã, antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus, comigo. (1 Coríntios 15.10)

Nossa convicção doutrinária fundamentada no evangelho endossa a afirmação wesleyana de que uma pessoa pode gozar o favor de Deus embora sinta o pecado, mas não se submete a ele. Ter o pecado em si não faz alguém perder o favor de Deus. Dar lugar ao pecado, porém, faz perder. Embora a carne em você “milite contra o Espírito”, você pode ainda ser um filho de Deus. Mas se você “andar segundo a carne”, é filho do diabo. Portanto, essa doutrina não nos encoraja a obedecer ao pecado, mas a resistir com todas as nossas forças. 

Cremos que sem a graça, sem a ajuda especial de Deus, repleta de amor e perdão, não podemos ser as pessoas que desejamos e precisamos ser, e nem olharemos a pessoas que Jesus deu a vida por elas com perspectivas de mudança, transformação. Phillip Yancey comenta a frase usada tanto por Pedro quanto por Paulo – administrar ou “dispensar” a graça de Deus, com estas palavras trazendo a sua mente a imagem de antigos “borrifadores” usado pelas mulheres antes do aperfeiçoamento da tecnologia do spray. Aperta-se um balão de borracha, e gotas de perfume são disparadas por pequenos orifícios na outra extremidade. Algumas gotas são suficientes para um corpo inteiro; algumas borrifadas mudam a atmosfera de uma sala. 

É assim que a graça deveria funcionar, pensa ele. Ela não converte o mundo inteiro ou uma sociedade inteira, mas enriquece a atmosfera. E assim, o preocupa predominar a imagem de cristãos mudada de borrifador de perfume para um dispositivo de spray diferente: o tipo usado para exterminar insetos. Olha um sinal do mal! Bombeie, borrife.   Achei preocupante e muito verdadeira sua afirmação de que conhece alguns cristãos que assumiram a tarefa de ser “exterminadores morais” em benefício da sociedade infestada que os cerca.  

Sustentados pela graça de Deus, John Wesley entendeu que Deus teria levantado os metodistas para restaurar a nação. E a transformação da sociedade não implica necessariamente em termos políticos evangélicos, que podem estar guiados por um evangelho diluído. Phillip Yancey nos lembra a afirmação básica de G. K. Chesterton: embora uma intimidade entre a igreja e o estado posa ser boa para o estado, ela é ruim para a igreja. Esta ideia contém o principal perigo da graça: o estado, que funciona segundo as regras da não-graça, gradativamente sufoca a sublime mensagem da graça da igreja. O conjunto de leis do Sermão do Monte (Mateus 5.1 a 7.29) não se ajusta à prática de nenhum governo.

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