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Rio, 24/8/2019
 

A armadilha da avareza (Lucas 12: 13-21)

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

No texto de hoje, Jesus está, como de costume, cercado pela multidão. Em meio a essa multidão estão muitos fariseus, que também como de costume seguiam Jesus para ver se o apanhavam em alguma contradição. Neste episódio Jesus alerta um interlocutor sobre o perigo da avareza.

Durante os ensinamentos de Jesus, um homem, que estava na multidão pede a Ele para intervir na partilha de sua herança com seu irmão (v. 13).  O homem, certamente impressionado com o carisma de Jesus, viu uma oportunidade de ter seu problema familiar resolvido. Jesus, sem concordar com o homem, e conhecendo o seu coração, responde de maneira cuidadora: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui” (v. 15). Jesus disse, ainda, que onde está o coração, aí está, também o tesouro do homem (Mt 6: 21). Ele está fazendo um alerta contra a armadilha da avareza que aprisiona o homem no desejo de TER para SER.  Jesus sempre aproveita as situações da vida cotidiana para aplicar seus ensinamentos. Jesus é o Mestre por excelência. Ele usa as próprias experiências e vivências do povo para lhes ensinar.  

Em continuidade ao seu posicionamento, Jesus profere uma parábola. Ele fala de um fazendeiro que teve uma produção muito superior às anteriores. Fala, também, que seus celeiros não comportariam a produção grandiosa. O homem toma uma decisão que nos parece lógica: fazer celeiros maiores onde ele poderia recolher sua  produção e bens. A sua motivação para tal empreendimento  é o elemento principal para o ensino de Jesus: “Alma: tens em depósito bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te” (V. 19). Este era um provérbio comum da época. Está baseado em Eclesiastes 8: 15: “Então, exaltei eu a alegria, porquanto para o homem nenhuma coisa há melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se...”.                       

O fazendeiro, em seu ponto de vista, está pronto para ter uma vida tranquila e folgada, uma vez que seus negócios cresceram abundantemente. Jesus não reprova aqui a fartura da colheita, nem o cuidado do fazendeiro em se preparar para armazená-la. O que está no seu foco é a visão do fazendeiro em si mesmo. Tudo gira em torno de si e de seu conforto terreno.  Este homem se preocupava tanto com seu conforto terreno, que se esqueceu do mais importante: sua própria alma. Há milhões de pessoas, que seguem a filosofia deste homem. "Comem, bebem e são felizes", ou como Paulo colocou em outro lugar: "Comei e bebei porque amanhã morreremos" (I Cor 15: 32). A resposta de Deus veio direta para ele e sem rodeios: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (V. 20). 

Jesus finaliza sua reflexão afirmando que da mesma forma que o fazendeiro, trocou o eterno pelo passageiro, “assim é todo aquele que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” ( v. 21). 

Que possamos manter o nosso foco em Deus e vivermos para ele. 

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