IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Reflexões
Rio, 7/9/2019
 

A Pergunta do Mestre da Lei

Pr. Lúcio de Sant Anna Ferreira


 

Em Lucas 10. 25-37, lemos que um homem se aproxima de Jesus e pergunta: Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna? Jesus respondeu com uma pergunta ou duas questões: “O que está escrito na Lei? Como você a interpreta?” Quando o perito na lei respondeu citando Deuteronômio 6. 5 e Levíticos 19. 18, Cristo disse: Você respondeu corretamente; e, então, citou Levíticos 18,5 e Ezequiel 20, 11, para deixar claro aquilo de que o homem precisava: “Faça isto e viverá.” Em outras palavras, não basta recitar a lei de Deus, sem vivê-la de maneira a agradar a Deus. Para isso, amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, com todas as forças e de todo o entendimento, e ao próximo como a si mesmo.

Jesus tinha dito na frente de todos os presentes, que ele havia respondido corretamente, contudo ele desejava testar Cristo, e realmente ainda não havia feito isto. Assim, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Com compaixão, o Senhor Jesus contou-lhe uma parábola para auxiliá-lo a entender o verdadeiro significado da lei do amor, considerando que amar é uma disposição interna, não uma qualificação externa.

Conforme Jesus contava a história, os ouvintes foram se identificando com os personagens. A estrada rochosa, tortuosa, de Jerusalém para Jericó era uma descida íngreme por locais desolados. Era uma estrada na qual os ladrões poderiam esconder-se entre as pedras que cercavam o caminho. Jesus não disse que os salteadores da história roubaram o homem. Ele falou do tratamento violento dispensado ao viajante. Eles deixaram-no quase morto.

Jesus apresentou três homens; qualquer um deles poderia ter ajudado ao homem que estava semimorto. O primeiro homem, era um sacerdote, casualmente descia pelo mesmo caminho. Ele ficou diante de um dilema ético: o único meio de saber se o homem ainda estava vivo, e precisando de ajuda, era tocando-o, mas, se já estivesse morto e ele tocasse no falecido, ficaria ritualmente imundo. Não apenas deixou de ajudar, como também foi para o outro lado da estrada. Nós não temos conhecimento do que ocorreu, sabemos que o sacerdote deixou o homem onde estava.

O outro homem era um levita. O que aconteceu no caso do sacerdote se repetiu com o homem levita. Nos tempos de Jesus, os levitas estavam hierarquicamente em inferioridade em relação aos sacerdotes; eles formavam um grupo privilegiado pela sociedade judaica. Eram responsáveis pela liturgia no templo e por manter a ordem no culto; podemos presumir que os mesmos motivos do sacerdote, levaram o levita não ajudar.

O terceiro homem era samaritano, que estava de viagem e, quando viu o homem ferido, moveu-se de íntima compaixão. Aquele sentimento levou-o a ajudar: ele foi até o homem machucado, lhe enfaixou as feridas, derramou óleo. Colocou-o sobre seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria onde poderia se recuperar. O viajante piedoso tinha que retomar a sua jornada, deu ao hospedeiro dinheiro equivalente a duas diárias para que ele cuidasse do homem em sua ausência e prometeu pagar as despesas adicionais, quando retornasse de sua viagem.

O Senhor selecionou cuidadosamente os detalhes para a história contada. Primeiro o sacerdote que passou pelo homem ferido. Ao ser introduzido um levita, provavelmente imaginavam que um judeu leigo, seria o herói da história. Para surpresa deles, o herói era um samaritano.

Eles tinham inimizade com os samaritanos e justamente Jesus tinha dado o papel de bom sujeito a um inimigo dos judeus.

Nesta parábola, Jesus ensina, que qualquer situação que nos encontrarmos, como necessitados ou como colaboradores, somos convocados pelo Senhor a amar o nosso próximo como a nós mesmos. Às vezes nós ajudamos às pessoas e as socorremos por obrigação ou a contragosto, motivados a dar uma satisfação diante daqueles que nos observam. Porém a própria Palavra do Evangelho nos esclarece: o próximo “é aquele que usou de misericórdia para com ele”. A misericórdia, então, é o sinal para que nós sejamos “o próximo” de alguém. Agir com misericórdia é agir por amor a Deus e acolher a miséria do outro com o mesmo amor de Deus e não somente com o nosso amor imperfeito e interesseiro.

Com qual a atitude você costuma agir? Como o sacerdote? Como o levita? Como o samaritano ou como o hospedeiro? Ou você sempre é aquele que desce de Jerusalém para Jericó, se mete em encrencas e está sempre precisando que alguém se aproxime de você? Você já experimentou ser aquele que está necessitado e espera o socorro de alguém? Quando você ajuda alguma pessoa você o faz por amor a Deus e com o amor de Deus

Jesus ensina que viver como povo de Deus, significa demonstrar compaixão, mesmo quando estamos incomodados, mesmo quando isto faz nossa vida tornar-se impura, mesmo quando desafia nossa compreensão tradicional e, até mesmo, quando nos custa algo pessoalmente.

 Jesus está nos dizendo: Vá e faça o mesmo.

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