IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 15/9/2019
 

“SIM COM DEUS = COMPROMISSO” (Lc 14: 25-33)

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

No texto de hoje, Jesus instrui os discípulos, apresentando as condições para segui-lo. Jesus exige prioridade em relação a pais, mães, filhos e a própria vida. Jesus explica que segui-lo é mais importante. Entretanto, Ele não dispensa o amor à família e à vida. 

Existe outra condição para segui-lo: pegar e carregar a cruz, caminhando atrás dele. É um grande desafio. Ir atrás dele não é somente seguir seus passos, mas viver como Ele viveu. Não se trata de sofrimento, mas de vida entregue, por amor, para a redenção do mundo. Estamos com Ele nesta missão. Para isso, é preciso ver se vamos assumir com toda radicalidade e perseverança. Do contrário, vai ser como o rei que saiu para uma guerra e não mediu a força do inimigo. Ele terá que se entregar e negociar a paz. Ou como o outro que começou a construir uma torre e não calculou o quanto iria gastar e não deu conta de continuar. Todo mundo vai desdenhar dele. É preciso calcular. Da mesma forma deve agir quem quer seguir Jesus: acompanhar Jesus é assumir para valer. 

Hoje em dia, sentimos dificuldades de nos desapegar de tudo aquilo que impede o seguimento de Jesus. Por isso a fé se torna limitada e raquítica. Não podemos seguir Jesus somente até certo ponto. O desapego que Jesus exige para segui-lo é o mesmo que realizou quando venceu as tentações do deserto. A proposta de Jesus mexe com as estruturas da sociedade. Seguir significa pegar a cruz: “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo”. Isso não significa o sofrimento, mas a totalidade da adesão ao amor, uma entrega sem reservas.

Ser discípulo de Jesus é segui-lo para uma vida nova e aceitar o que Ele quer fazer em nós, e através de nós. Desde o desapego às nossas ideias e vontade própria, como também dos nossos bens, projetos, etc. 

Jesus veio mostrar ao mundo uma nova maneira de ser valorizando o homem na sua dignidade, libertando-o de tudo o que possa escravizá-lo e dominá-lo. Para que possamos segui-lo, precisamos nos sentir homens e mulheres livres de nós mesmos. Muitas vezes, com a boca, professamos que cremos em Jesus e que desejamos segui-lo, mas não calculamos que isto implica em empreendermos uma guerra contra a nossa carne. Por isso, fracassamos em muitos propósitos. Precisamos ter convicção que a nossa opção por Cristo se fundamenta na vivência da mensagem evangélica do amor. Quem ama é livre das condições, é livre das circunstâncias.

A cruz é decorrente da nossa vivência do amor, porque amar nos traz consequências. Não é fácil amar, nem tampouco é fácil assumir os encargos que o amor nos propõe. Sentar-se para “calcular os gastos” e ou “examinar as condições” é entregar-se à ação do Espírito Santo, que é quem nos capacita a deixarmos tudo e seguirmos a Cristo como discípulos seus. Quando Jesus nos diz “se alguém vem a mim”, Ele quer nos dizer, se “você quer me seguir você deverá viver a lei do amor; você terá que amar como eu amo; viver como eu vivo; sofrer como eu sofro; pensar como eu penso.” 

A renúncia maior há de ser do nosso jeito de olhar as coisas, de julgar e de encarar as pessoas, de nos desapegar dos conceitos adquiridos durante a nossa vida, consequência da nossa criação, cultura etc. A renúncia a tudo que não combina com o pensamento cristão e o desapego das coisas e das pessoas, é, portanto, o fundamento para que o reino dos céus viva em nós e Jesus seja o nosso Senhor e Mestre. Do contrário, nunca seremos considerados discípulos e seguidores de Jesus.

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