IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 10/11/2019
 

Deus não é Deus de mortos (Lucas 20: 27-40)

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

Na leitura de hoje, a Palavra de Deus nos fala do tema fundamental para a nossa fé: a ressurreição dos mortos. Da mesma forma dos saduceus, também nós não nos cansamos de formular perguntas, muitas vezes, fora do lugar. Queremos solucionar as coisas “de cima” com os critérios daqui “de baixo”, quando no mundo que está por vir tudo será diferente: «mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento». (Lc 20,35). Partindo de critérios errados chegamos a conclusões errôneas.

  Se amarmos uns aos outros mais e melhor, não estranharemos quando chegarmos lá, pois não haverá na eternidade com Deus, a exclusividade do amor que vivemos na terra, totalmente compreensível devido à nossa limitação, que nos dificulta o poder sair de nossos círculos mais próximos. Mas no céu nos amaremos com um coração puro, sem invejas, nem receios e, não somente ao esposo ou à esposa, aos filhos ou aos do nosso sangue, mas sim a todo o mundo, sem exceções, nem discriminações de língua, nação, raça ou cultura, uma vez que a Palavra diz: «Quanto menos àquele, que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos»”. (Jó 34:19)». Por isso Jesus nos chama  a aprendermos dele: «Aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma» (Cf Mt 11: 29).

É muito confortante para nós escutar estas palavras das Escrituras que saem dos lábios de Jesus. Faz-nos muito bem, porque poderia suceder que, agitados por tantas coisas que não nos deixam tempo para pensar e influenciados por uma cultura terrena e finita que parece negar a vida eterna, chegássemos a sermos tocados pela dúvida com respeito à ressurreição dos mortos. Sim, nos faz um grande bem que o Senhor mesmo seja quem nos diga que existe um futuro além da destruição do nosso corpo físico e deste mundo que passa: «que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, Deus de Isaque, e o Deus de Jacó» (Lc 20,37). O Senhor sempre tem palavras que nos apontam para um fim proveitoso.

Aqui nesta terra, o homem e a mulher receberam de Deus uma missão de frutificar e multiplicar-se, enchendo a terra e submetendo-a a eles, dominando sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. Porém, todos nós, temos consciência de que a nossa vida aqui é passageira e de que caminhamos para uma realidade espiritual que extrapola ao nosso entendimento. Todos aqueles que têm fé esperam com confiança o que Deus lhes reservou e, sem apegar-se a pessoas ou a coisas da terra, têm a convicção que a vida futura, embora seja uma continuação do agora, será para nós a verdadeira vida, na qual nós, como os anjos, contemplaremos para sempre a face de Deus.

Deus é Deus dos vivos e a morte não tirará a vida da nossa alma; pelo contrário, ela é uma passagem para que alcancemos a felicidade sem fim.  Que o nosso objetivo desde já seja o de, convivendo com aqueles a quem mais queremos e amamos esperarmos por Aquele a quem nós pertencemos. Da casa do Pai nós saímos e para lá haveremos de retornar. Sabendo que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, conhecemos então a nossa realidade futura: em Deus estaremos também vivos e felizes. Não nos preocupemos, estamos nas mãos do Senhor! 

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