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Rio, 27/1/2020
 

Batismo do Senhor - Cumprir toda a justiça (Mateus 3: 13-17)

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

Dependendo do ponto de vista de cada um,nós podemos ter problemas com a palavra “justiça”. Para muitos, fazer justiça é um acerto de contas. Para outros, pura vingança. Para tantos, repor as coisas em seu devido lugar. Para Jesus, porém, a “justiça” a ser feita consiste simplesmente em morrer pelos nossos pecados, o que consiste em cumprir a vontade de Deus. Ele é “O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1: 29).

Este Evangelho registra a primeira aparição pública de Jesus, em duro contraste com os “golpes de trombeta”, que eram as palavras de ameaça com que João anunciara a sua vinda. O Messias fora anunciado como alguém que foi encarregado de executar em  extremo juízo de Deus. A imagem usada pelo Batista fora um “machado posto nas raízes” (cf. Mt 3,10): uma amputação radical!

Então, eis que chega às margens do Jordão o Cordeiro de Deus (cordeiro = vítima!) e entra na fila da multidão, misturando-se aos pecadores que foram até lá para serem purificados de seus pecados. O “batismo de João”, obviamente, não era um sacramento cristão, mas um mero rito de purificação, ao qual o povo era convidado como sinal de adesão ao Messias e a seu Reino que se faziam próximos, isto é, ao alcance de todos.

A reação de João Batista diante de Jesus não podia ser outra: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?“ (Cf 3: 14).                      O Único qualificado para operar o batismo purificador aparece inesperadamente, e sua primeira atitude parece contradizer diretamente a ex-pectativa do próprio Precursor. Jesus não vem para batizar, mas para ser batizado!

Se o batismo de João significa a confissão de uma culpabilidade, se ele é dado para levar ao arrependimento os pecadores que se reconhecem passíveis do julgamento de Deus, como Jesus poderia recebê-lo sendo Ele o próprio Rei da Justiça? João não parece pôr em dúvida, como faria mais tarde (cf. Mt 11,3), a autenticidade de Jesus como Messias; mas simplesmente ele está desconcertado por sua atitude.

E Jesus o tranquiliza: “Deixa por enquanto... porque, assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3: 14). Só mais tarde será possível compreender estas palavras. Os eventos posteriores lhes darão todo o seu sentido. Cristo veio para identificar-se com uma humanidade “maldita”, deteriorada pelo pecado. E é no seio dela que ele se mostra plenamente humano, sem fugir ao cansaço, à condenação e à morte sangrenta. Como Ele mesmo deixou claro quando Tiago e João queriam lugares especiais no Reino divino: “Podeis vós receber o batismo no qual devo ser batizado” (cf. Mc 10,38).

Jesus vivenciou intensamente em sua missão: “Ele fará que a multidão se torne justa...” (Cf. Is 53,11)

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