IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 10/2/2020
 

“Os Meus Olhos Já Viram a Tua Salvação” (Lc 2: 22-40)

Pr. Edmar Leonardo da Silva


 

No dia de hoje nos lembramos da apresentação de Jesus no templo. Esta apresentação de Jesus no templo mostra-o como o primogênito pertencente ao Senhor, como está na lei mosaica (Ex. 13:2). Presentes no templo, Simeão e Ana se encontram com o Messias tão esperado por Israel. Jesus é reconhecido como o Messias tão esperado, “Luz das nações” “Glória de Israel” (v. 32), mas também “sinal de contradição” (v. 33). A espada de dor predita a Maria anuncia este outro sacrifício, perfeito e único, da cruz, que dará a salvação que Deus “preparou diante de todos os povos” (v. 31). 

Na apresentação de Jesus no templo, Lucas ressalta o destino messiânico de Jesus. Objetivo imediato da viagem da Sua família, de Belém a Jerusalém, é, segundo o texto, o cumprimento da Lei (Cf. Lc. 2, 22-24). Com este gesto, Maria e José manifestam o propósito de obedecer fielmente à vontade de Deus, rejeitando qualquer forma de privilégio. A vinda deles ao templo de Jerusalém é um ato de consagração a Deus, no lugar da Sua presença. Induzida pela sua humildade a oferecer rolas ou pombinhas, Maria dá, na realidade, o verdadeiro Cordeiro, que redimirá a humanidade. A Lei requeria apenas da mãe, a purificação após o parto. Lucas fala do “tempo da sua purificação” (Lc 2, 22), querendo, talvez, indicar ao mesmo tempo as prescrições relativas à mãe e ao Filho primogênito. É preciso, porém, recordar que não se tratava de purificar a consciência de alguma mancha de pecado, mas somente de readquirir a pureza ritual. Lucas aproveita a ocasião para sublinhar o vínculo especial que existe entre Jesus, enquanto “primogênito” (Lc. 2: 7,23) e a santidade de Deus, bem como para indicar a humilde oferenda de Maria e José (cf. Lc. 2, 24). Com efeito, o “par de rolas ou duas pombinhas” era a ofertados pobres (Lv.12:8).   

No Templo José e Maria encontram-se com Simeão, “homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel”(v. 25). Na narração Lucas nada diz do seu passado e do serviço que exercia no templo; fala de um homem profundamente piedoso, que cultiva no coração a espera pelo Messias, consolador de Israel. Com efeito, “o Espírito Santo estava nele” e “tinha-lhe… revelado… que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor” (v. 26). Simeão é modelo do homem que se abre à ação de Deus, “movido pelo Espírito”(v. 27), vai ao templo onde encontra Jesus, José e Maria. Tomando o Menino nos braços, bendiz a Deus: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a Tua palavra”(v. 29). Conforme predito no Antigo Testamento, Simeão experimenta a alegria do encontro com o Messias e sente que alcançou o objetivo da sua existência. Ao revelar o futuro do Salvador, Simeão faz referência à profecia do “Servo”, enviado ao povo eleito e às nações. A Ele o Senhor diz: “Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios” (Is. 42: 6). No seu cântico Simeão inverte a perspectiva, pondo em evidência o universalismo da missão de Jesus: “Os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: Luz para revelação aos gentios e glória de teu povo Israel”(vv. 30-32).

A presença de Jesus no templo nos remete ao reconhecimento de nossa origem em Deus. Aponta-nos, também que Deus espera que, como Jesus, somos desafiados a estarmos sempre disponíveis para Ele.

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