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Rio, 10/2/2020
 

Devagar se vai ao longe (Gênesis 33.12-14)

Pr. Alberto Saraiva Sampaio


 

No texto de Gênesis 33 vemos o relato do reencontro de Esaú com seu irmão, Jacó, após anos de separação e discórdia, por ter este usurpado a bênção da primogenitura de seu irmão mais velho. Esaú passou, então, a odiar o seu irmão, ao ponto de planejar a sua morte (cf. Gn 27.41).

Jacó passou a noite lutando com Deus (Gn 32.22-32), teve o seu nome mudado para Israel e, na manhã seguinte, revê o seu irmão, cuja relação havia se rompido há anos.

      O reencontro entre os gêmeos aconteceu de forma bastante intensa. Os dois se abraçam forte, beijam-se e choram juntos. Afinal, anos de ódio, culpa, rancor e indiferença estavam sendo deixados para trás e um novo caminho, uma nova história começava a ser escrita. Lágrimas selaram a reconciliação. 

Imagino o quanto tinham para conversar: histórias das famílias que construíram, lembranças do tempo em que eram crianças, as lutas que enfrentaram, os dramas que tiveram que viver, enfim... Tinham muito que conversar, afinal, os anos de separação foram superados e, agora, queriam recuperar o tempo que perderam distantes. Esaú, então propõe: “Vamos seguir em frente. Eu o acompanharei” (NVI). O que Esaú queria era estar próximo ao seu irmão, não queria se afastar dele. Nada mais legítimo!

           Porém, Jacó o diz: “Meu senhor sabe que estes meninos são tenros (...) passe adiante de seu servo, eu seguirei (...) no passo dos meninos, até chegar a meu senhor”. Em outras palavras, ele estava dizendo ao seu irmão, embora eu deseje estar com você e tenhamos muito a conversar, os meninos não conseguem nos acompanhar, o ritmo deles é mais lento, eles ainda não estão prontos para caminhar conosco e sou eu que tenho que os acompanhar, preciso ir um pouco mais devagar, para estar junto deles. Coisa linda o que Jacó nos ensina!

     Ele nos ensina algumas coisas:

1. Família é prioridade 

     Nenhum sucesso compensa o fracasso da família. Nada justifica uma família destruída.

     Ao dizer para Esaú ir na frente, Jacó, mesmo querendo ir com seu irmão, demonstrou que sua família era a sua prioridade. Apesar de querer estar com Esaú, ele abriu mão de sua vontade, para acompanhar os filhos e estar com sua família.

      Nossos dias estão cada vez mais corridos, estamos cheios de responsabilidades, tarefas, compromissos. Ficamos sem tempo e a vida se tornou uma loucura. Por conta disso, infelizmente, invertemos as prioridades e acabamos nos envolvendo com muitas coisas – que, muitas vezes, até são legítimas – e nos esquecemos da família. O fato é que sempre conseguimos tempo para aquilo que valorizamos, que definimos como prioridade. Ou seja, a principal questão não é falta de tempo, mas definir prioridades.

            Quando estabelecemos prioridades e definimos a família como a principal delas, somos capazes de estar com ela e conseguimos abrir mão de muitas coisas, por aquilo que nos é mais valioso.

2. O experiente cede

            Foi Jacó quem diminuiu o ritmo, foi ele quem acompanhou as crianças. Apesar de ter condições de ter ido muito mais depressa, ele cedeu, foi mais devagar, para não deixar a família abandonada e não sobrecarregar os filhos.

      Reduzir o ritmo, mesmo tendo capacidade para ir mais rápido é perfeitamente possível e, no caso dos nossos filhos (e família) é, antes de tudo, uma demonstração de amor. Por outro lado, exigir além da capacidade de alguém é expô-lo ao estresse e à vergonha do fracasso.

      Jacó nos ensina que nós, pais, devido à experiência que adquirimos, precisamos entender o ritmo de nossos filhos, suas necessidades e limitações. Não apenas isso, se for preciso, nos adequar e compreendê-los. Queremos ser compreendidos, porém, o mais experiente possui, via de regra, capacidade maior de compreensão. Certamente, uma série de problemas em família sequer teria acontecido se alguém decidisse ceder.

3. Ainda tem solução

     Servimos àquele que é poderoso para transformar a maldição em bênção (Ne 13.2), àquele que faz infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos (Ef 3.20). Por mais que as coisas pareçam estar perdidas, é tempo de buscar ao SENHOR para que uma nova história se inicie.

Aprendemos com Jacó que família precisa ser valorizada e priorizada. Ainda que algumas tenham terminado, que a partir de agora uma nova postura seja tomada, de maneira que antigos erros não sejam cometidos novamente.

  O SENHOR abençoe as famílias de Vila Isabel, faça-nos mudar os nossos hábitos, para que algo novo comecemos a viver, e assim sejamos surpreendidos com seus milagres.

O SENHOR nos abençoe e nos guarde!

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