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Rio, 16/2/2020
 

A essência do amor

Pr. Huellinton dos Santos Passos


 

A palavra amor está presente muitas vezes no novo testamento, ela tem sua origem do grego. Ela aparece com alguns significados, mas gostaria de falar de dois deles: o amor ágape (αγαπη) e o amor filos (Φίλος).

Amor ágape tem como significado amor recíproco, um amor superior, um amor divino, sem pedir nada em troca.

Fílos é amar, querer bem, ser afeiçoado, amor de amigo ou apego. Um amor de irmão não passa disso. 

Primeiramente, falar do amor ágape é lembrar-se do apostolo Paulo quando em uma de suas cartas aos Romanos diz: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?" (Romanos 8: 35). Quando eu li o texto vi que o amor não era de Paulo para Cristo e sim de Cristo para com ele: quem nos separará do amor de Cristo?

Isto é muito interessante, ver que Paulo, mesmo amando a Cristo, sabia que o amor ágape vinha de Cristo, por isso ele deixa bem claro quem poderia afastá-lo do amor de Cristo. Em outro texto temos Pedro afirmando que tinha um amor ágape por Cristo.

Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo. Mas Pedro não esperava negar a Cristo, pelo amor que achava que tinha, mas aconteceu bem na hora que o galo cantou, já era tarde e Simão Pedro negou pela terceira vez. O olhar de Cristo passava pelo olhar de Pedro: "E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes." (Lucas 22: 61).

Neste momento Pedro olhou para dentro de si e viu que o amor que ele sentia era bem diferente do amor de Cristo. O ágape de Cristo não tinha nada a ver com o sentimento de Pedro. 

Em outro texto podemos observar isto claramente. Jesus aparece na praia e interroga a Pedro: “E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, ama-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros” (Jo 21.15). Jesus pergunta três vezes. Como deve ter ficado o coração de Pedro, que tinha negado o mestre? Viu que o amor não era ágape neste momento. Ele falava a verdade para Cristo porque este amor que Simão sentia era o fílos, de amigo, irmão, um amor afeiçoado. Pedro deveria estar com os olhos cheios de lágrimas por tudo que pensou que era certo ou errado, mas o que torna linda esta história é que o Salvador, o Cristo, não olha mais para as palavras do discípulo e sim para o coração. Então ele fala para Pedro: Apascenta minhas ovelhas. 

A essência do amor não esta em palavras, está no coração puro e sincero. Deus não dispensa um coração contrito. 

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