IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 4/5/2020
 

Família – Lugar de Guerra ou de Paz?

Pr. Alberto Saraiva Sampaio


 

Maio começou! É o mês reconhecido como o da Família. Talvez nunca como hoje, fomos obrigados a estar tanto em casa e reconhecer a importância da família, esse é um dos efeitos da pandemia. Ninguém possui uma família perfeita, mas não se pode negar a importância dela. Família é projeto especial de Deus. Quem sabe seja por esse motivo que a família esteja sofrendo tantos ataques e encontra-se em sérios riscos?
Alguns ataques à família são externos, ou seja, ações diretas do inimigo de nossas almas, de pessoas, ou de ideias que influenciam as relações, ações e decisões de cada um da família. Mas também existem outras ofensivas que se originam internamente, são as nossas próprias vontades, o egoísmo, conceitos distorcidos, nossas incoerências, que são ressaltados por uma sociedade distante dos princípios de Deus e que, muitas vezes, influenciam nas relações familiares e as fragilizam.
É certo que a mudança desse cenário não é simples, para alguns talvez seja uma tarefa utópica, mas, como Igreja de Cristo, não podemos assistir a tudo o que tem nos acontecido e continuarmos passivos. Precisamos ser defensores dos princípios familiares e, além de orar, devemos agir. Serão necessárias muitas ações, os desafios são grandes e
algo precisa ser feito. Por isso, precisamos compreender a importância da família.
Os adversários da família são muitos, contudo, os mais difíceis de serem superados são os que se apresentam dentro de casa, sobretudo no que se refere, especificamente, ao casamento. Segundo Rubem Alves, há dois tipos de casamento: os do tipo tênis e os do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são fonte de alegria e têm vida longa.
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito
sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar, porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio “torta”, sabemos que não foi de propósito e fazemos o maior esforço do mundo para devolvê-la “gostosa”, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário, porque não há ninguém a ser derrotado. No frescobol ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um é acidente lamentável, que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... O que errou pede desculpas; o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. No casamento do tipo tênis, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um tesouro que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. O que se deseja, então, é que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
Os desafios à família são incontáveis, impossíveis de serem superados apenas com as forças humanas. Mas, cremos no Deus do impossível, o Deus da Família. Ainda que pensem que o resgate dos valores familiares não passe de
um sonho, não há outro meio para transformação da sociedade que não passe pela reformulação e fortalecimento dos laços familiares. Creio que, conforme nos declarou Jó, “o nosso Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25), além disso, “do Senhor vem a vitória” (Pv 21.31). Nessa causa temos o Senhor que vai à nossa frente.
Andar com Deus é andar por fé, crendo além das circunstâncias. Que o Senhor te ajude, te fortaleça, transforme a sua família num lugar de amor, alegria e paz, mas também te capacite a ser um/a guerreiro/a a favor da família.
Seu amigo e servo, orando por você.

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