IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Reflexões
Rio, 20/6/2020
 

118 anos espalhando a Santidade Bíblica

Pr. Alberto Saraiva Sampaio


 

Santifica-os na verdade a Tua palavra é a verdade. (Jo 17.17)

Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (Jo 12.46)

O movimento metodista tem o seu início no século XVIII, pelo Rev. João Wesley e um grupo de outros jovens. Naquele tempo, a Igreja Anglicana, assim como a sociedade inglesa como um todo, estava marcada pela promiscuidade e falta de temor a Deus. Nesse contexto, o SENHOR levantou um grupo de pessoas que desejavam mais de Deus, eles queriam viver para Deus. Em 1744, na Primeira Conferência do Movimento Metodista na Inglaterra, chegou-se à conclusão de que Deus havia levantado o movimento para “reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica por toda a terra”. Somos fruto desse movimento de busca pela santidade, com profunda consciência de seu papel como instrumento de propagação desse estilo de vida santo.

Foi fundada, em 15 de junho de 1902, a nossa querida Igreja Metodista de Vila Isabel, como consequência da dedicação a Deus de um grupo de operários oriundos da Igreja Metodista do Jardim Botânico, que vieram trabalhar na Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial (fundada em 1885). Somos, portanto, fruto de um movimento de busca de santidade, que transformou a vida de pessoas simples, que se dedicaram ao SENHOR no intuito de espalhar essa santidade. Há 118 anos, assim, estamos aqui em Vila Isabel com o mesmo propósito dos primeiros metodistas que chegaram a nosso bairro, que por sua vez, foram tocados pelo próprio Espírito que transformou os fundadores do movimento metodista.

Ao longo de nossa história, tanto no nível global, como no local, os metodistas sempre estiveram envolvidos nas questões em defesa da vida e dos menos favorecidos, como consequência da perspectiva bíblica de santidade. Para nós, metodistas, a santidade não está dissociada do engajamento com as questões sociais. Entendemos santidade como a junção de dois elementos: atos de piedade e obras de misericórdia. O primeiro diz respeito ao compromisso do cristão na dimensão do seu relacionamento “vertical” – com Deus -, a outra fala do compromisso na “horizontal” que todo cristão genuíno deve ter com o próximo, em especial com aqueles que sofrem, que são injustiçados, desfavorecidos. Para Wesley, não há religião que não seja social, nem santidade que não seja social. Em outras palavras, há sempre uma dimensão social incluída na fé. Ninguém pode ser um cristão solitário.

Nessa direção, na enchente que acometeu a cidade do Rio de Janeiro e teve início na madrugada de segunda-feira, dia 10 de janeiro de 1966, provocando grandes estragos em nosso município, deixando um total de 50 mil desabrigados e 250 mortos, nossa Igreja abriu suas portas para acolher as pessoas que foram atingidas.

Demonstrando que a santidade e busca a Deus nos leva ao encontro do próximo expressando o Amor de Jesus na prática.

Na verdade, Santidade é consequência do agir de Deus na vida daqueles que o amam, gerando transformação. O que produz transformação real é o agir do Espírito Santo em amor. Não podemos nos afastar do nosso compromisso com a nossa história. Somos o Povo chamado Metodista.

No contexto em que vivemos, somos comissionados a continuar vivendo e espalhando a santidade bíblica. Vivermos uma espiritualidade profunda e contagiante, no relacionamento pessoal com o Espírito Santo, amando a Palavra de Deus, motivados pelo imenso amor do SENHOR em nosso coração e, por conseguinte, amarmos as pessoas, a cada pessoa indistintamente, independente da cor da pele, de suas opções, de seus erros e pecados. Somos instrumentos do amor transformador de Deus.

Presenciamos tempos muito difíceis, não apenas devido à pandemia da Covid-19, mas principalmente pela intolerância e discriminação que temos encontrado nas relações nas diversas áreas da sociedade, da política à religião. O diferente tornou-se o mal a ser combatido, a dicotomia ganhou a sua expressão máxima e observamos a sociedade polarizada. Pior é que a polarização, de certa forma, tem alcançado a Igreja.

Temo que a nossa luta contra o mal se confunda com a luta contra as pessoas que o cometem. Como cristãos metodistas temos o compromisso histórico e, principalmente, bíblico de luta contra a injustiça, porém, nunca contra as pessoas que a praticam. Nenhuma causa pode ser maior que o amor. Porque espalhamos a santidade bíblica, temos que nos colocar ao lado dos oprimidos, porém, sem incitar o ódio ou a divisão. Dizer não às estruturas de opressão, injustiça e ódio, mas amando quem os comete, uma vez que somos instrumento de transformação e somente o amor – e em amor – as pessoas são transformadas.

Os dias são maus, de fato, mas vejo ser este o tempo oportuno para continuarmos em nossa vocação histórica de espalhadores da santidade e instrumentos de transformação pelo poder do amor.

Nesses 118 anos de história o nosso Deus tem nos usado e temos sido, como Igreja, uma agência de salvação de vidas e de luta contra as forças das trevas. Conduzidos pelo Santo Espírito continuaremos sinalizando o Reino de Deus e demonstrando o Seu amor em todo o tempo, para que pelo nosso intermédio, o nome do SENHOR continue sendo exaltado.

O SENHOR nos abençoe e nos guarde!

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.