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Reflexões
Rio, 9/8/2020
 

Paternidade – segurança e proteção

Pr. Alberto Saraiva Sampaio


 

Vinha ele ainda longe, quando seu Pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. (Mateus 15.20)

A Bíblia nos apresenta Deus como o nosso Pai, o Pai de amor. O próprio Senhor Jesus, quando nos ensina a orar, diz: “Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9). Em toda Escritura esta verdade é recorrente: Deus é um Pai cujo amor excede infinitamente o amor de mãe, a ponto do profeta Isaías afirmar: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”. (Is 49.15)

No capítulo 15 de Lucas, encontram-se as 3 parábolas dos “perdidos”: da ovelha perdida (vv 3-7), da dracma perdida (vv 8-10) e do filho perdido/pródigo (vv 11-32). Nesta última, o pai que aguarda o retorno do filho é a figura do próprio Deus – o Pai nosso – que não perde a esperança de ver o filho que se perdeu voltar, arrependido, ao convívio familiar. O amor do pai pelo filho que se foi, demonstrando ingratidão, não diminuiu com o tempo. Foi o Pai, com seu amor arrebatador, quem identificou o filho ao longe, maltrapilho e desfigurado. O próprio Pai é quem vai ao encontro do filho para a reconciliação.

A paternidade de Deus é vivenciada na experiência com o Seu amor. O SENHOR Todo-Poderoso, por Seu infinito amor, criou, governa e sustenta a vida pelo Seu poder, porque é Pai de amor. No amor de Deus somos guardados e fortalecidos. Independente de qualquer coisa o Seu amor não muda, pois Ele é amor (1 Jo 4.8). Quer dizer, não há nada que façamos que aumente o Seu amor por nós, assim como não há nada que deixemos de fazer que o torne menor.

O Pai de amor também é o Pai Santo, uma vez que a santidade é o atributo moral de Deus. No encontro de Isaías com o SENHOR, relatado em Is 6.1-8, o profeta tem a visão da majestade, mas, principalmente, da santidade de Deus. O profeta diz que os serafins “clamavam uns para os outros dizendo: santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos”. Por sua vez, no Novo Testamento, em 1 Pedro 1.15 e 16, a Bíblia nos ensina: Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

O Pai nosso é santo e Seus filhos devem se submeter a Ele e viver uma vida de santidade. Muitas derrotas são experimentadas na vida espiritual, porque tem sido negligenciada a santidade. A carnalidade e a desobediência à Palavra de Deus são o que, infelizmente, se observa. A vida está centrada em si mesmo. O nosso Pai Santo não aceita a periferia, apenas a centralidade na vida. Ele deve ser sempre a prioridade, o centro.

A paternidade de Deus nos traz segurança e intimidade com Ele. Jesus se referia ao Pai com muita ternura: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). O apóstolo Paulo ensina a respeito da intimidade que os filhos devem desenvolver como decorrência da paternidade de Deus: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4:6). Precisamos confiar no Pai, o Pai que é nosso, é Pai de amor e também é Pai santo. A paternidade de Deus, perdida no Éden, foi reconquistada na cruz e na ressurreição do nosso SENHOR e Salvador Jesus Cristo.

No mês de agosto, tradicionalmente, é comemorado o Dias dos Pais. O princípio da paternidade de Deus nos protege espiritualmente. Em Deus – nosso Pai de amor e santo – estamos protegidos e temos confiança. Muitas coisas têm sido ditas contrárias à comemoração do Dia dos Pais. Os comentários baseiam-se no fato de que tanta gente tem crescido (ou estão crescendo) sem a figura paterna ou possui relacionamento violento, abusivo, com seu pai.

Porém, apesar dessas coisas que têm provocado tanto sofrimento, não podemos deixar de nos lembrar dos homens que são tão importantes em nossa formação, nossos pais. A referência não pode ser a imagem distorcida, a aberração – as atrocidades são a exceção.

Precisamos resgatar a importância da hombridade, dos homens de caráter, pessoas honradas e reconhecidas pela sua austeridade, coerência, sabedoria, retidão, temor a Deus...

Oro para que o Espírito Santo cure as lembranças daqueles que foram feridos por alguém que exercia a figura paterna e reestruture a sua alma para desenvolver um relacionamento profundo e amoroso com o SENHOR. Oro também para que através das vidas de homens transformados pela Graça, o nome do SENHOR seja exaltado e os filhos tenham no seu relacionamento com seus pais um modelo da paternidade de Deus.

O SENHOR nos abençoe e nos guarde!

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